segunda-feira, 25 de agosto de 2014

XXXIV - Amor Obscuro - HOOOOTTTT

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– Sei que você não confia em mim, mas preciso que você venha comigo. - Diz seriamente. – Você vem? - Pergunta olhando nos meus olhos.
E agora? Devo ir ou não ? O que será que ele está escondendo? Olho para ele profundamente e me dou conta que com ele eu irei a qualquer lugar, não importa qual seja, o importante é que ele estará lá. Sorrio com essa constatação e estendo-lhe a mão.
– Vou. - Digo resignada.
Ele olha minha expressão por uns instantes, então pega minha mão e me guia até o Suv parado na calçada. Franzo a testa. Ué, como não o vi antes? -Talvez seja porque um senhor de olhos cinza e cabelos acobreados tenha lhe roubado a atenção. - Zomba meu subconsciente e solto uma risada. Nicholas para, abrir a porta pra mim e me olha com a testa franzida.
– Posso saber do que está rindo? - Pergunta.
– Nada de interessante. - Digo e entro no carro.
Ele da a volta, entra no lado do motorista, coloca o cinto de segurança e se vira de frente pra mim.
– Tudo que se refere a você me interessa, baby. - Ele me olha fixamente, pega minha mão e beija o dorso. Acho que estou como uma boba, tamanho é o meu sorriso. – Coloque o cinto. - Diz com seu autoritarismo presente, me fazendo rir.
Coloco o cinto e assim ele começa a dirigir. Olho atentamente o caminho e noto que estamos indo para o Escala. O que será que ele está aprontando? Pergunto-me novamente. Olho de relance para ele e noto que está tenso, com o olhar cravado na pista, porém perdido em pensamentos. Não digo nada, apesar de minha enorme curiosidade, prefiro esperar pra ver o que é.
Logo Nicholas estaciona na garagem do Escala e assim seguimos para o elevador. Começo a me lembrar das vezes em que nos beijamos aqui. Mordo o lábios instantaneamente e olho pelo canto de olho pra Nicholas. Ele está estático, mas noto seus olhos escurecidos em mim. Sinto minha barriga se contrair e mordo mais o lábio.
– Não morda o lábio. - Sussurra em repreensão.
Obedeço e assim as portas se abrem, cortando o clima instalado ali. Ele me pega pela mão e me puxa para fora do mesmo. Assim que entramos no seu apartamento, ele anda a passos largos e apressados, me arrastando junto. Sinto meu coração começar a bater descompassado ao chegarmos ao topo da escada. Ele continua o caminho até para em frente a grande porta de madeira, onde se localiza o quarto vermelho da dor. Ele me olha por um instante e tento disfarçar meu nervosismo. Depois de me analisar por longos minutos, ele abre a porta e entra. Sigo-o e paraliso ao segundo passo. Será que o furacão “Sandy” passou por aqui e eu não fiquei sabendo?! Olho a redor e vejo que tudo está revirado, há cinzas de algo no chão, um monte de ''brinquedos'', alguns horripilantes, espalhado por todos os lados, gavetas reviradas, o lençol da cama está rasgado em grandes pedaços, fronhas repicadas, o colchão está rasgado.. está um caos!
– Nicholas, o que houve aqui? - Pergunto espantada por tanta desordem.
Direciono meu olhar para Nicholas, que está andando feito um louco de um lado para outro, procurando algo. Ele não diz nada e continua andando, andando e andando.. até que algo em meio a bagunça do chão lhe chama atenção. Se abaixa, pega algo que não consigo ver e analisa tal objeto.
– Pelo menos um escapou. - Diz e sorri friamente.
Em seguida se levanta e caminha em minha direção. Arregalo meus olhos ao notar o que carrega em sua mão. Instintivamente dou um passo para trás, mas ele com sua rapidez, me impede de se afastar, para em minha frente e pega-me pelos braços.
– Nicholas, o que você pretende fazer com esse chicote ? - Pergunto temerosa.
Ele inclina a cabeça para o lado e me analisa. Entorta a boca, enquanto sobre seu olhar até o meu. Assim que capta meus olhos com os seus, noto uma profunda dor neles. Franzo a testa em confusão. Meus Deus o que está havendo?
– Está com medo de mim ? - Pergunta.
– Não. - Digo rapidamente e ele me olha cético. – Sei que não vai me machucar. - Digo na tentativa de convencê-lo.
– Eu já te machuquei uma vez. - Diz com dor em seu tom de voz.
Olho a volta do quarto mais uma vez e me lembro da ultima vez que estive aqui. Respiro fundo e volto a olhar para ele.
– Nicholas, isso é passado. Como eu disse pra você lá o portão do meu prédio, houve alguns contratempos entre nós, mas vamos seguir em frente. Eu te amo e sei que você me ama também. Vamos esquecer isso e tentar ser feliz! - Solto um suspiro. – Será que é pedir muito? - Pergunto exausta.
– Não, não é pedir muito. Vamos seguir em frente sim, mas só depois de uma coisa. - Diz resignado.
– E que coisa é essa ? - Pergunto e coloco minha bolsinha em cima da cômoda.
– Selly, você foi tão sincera comigo na última noite em que tivemos juntos aqui. E eu quero ser também. - Ele dá a volta por mim e fecha a porta. – Você se abriu inteiramente comigo, contando-me tudo de seu passado. - Diz assim que se volta para minha frente. – Eu te fiz sofrer muito ao fazer-lhe relembrar um trauma do passado. Mesmo que eu não tenha feito por mal, eu sabia de tudo que você passou e continuei com tudo. - Para, me olha intensamente por uns minutos e assim estende o chicote para mim. – Pegue. - Ordena, me surpreendendo.
– Pra quê ? - Pergunto com os olhos arregalados.
– Pegue. - Repete e assim eu o faço.
Onde ele quer chegar com isso? Com a estranha intuição de ler meus pensamentos ele responde fortemente.
– Quero que faça o mesmo que fiz contigo. - Ele tira o palito escuro e começa a desabotoar sua blusa.
– QUÊ ? - Grito surpresa.
Assim que acaba de tirar a blusa, ele se ajoelha diante de mim.
– Como eu disse, eu te fiz reviver seus pesadelos da pior maneira possível. Mereço que faça o mesmo comigo. - Diz calmamente e me olha nos olhos.
– Você ficou doido? Levanta desse chão! - Digo já um tanto histérica.
– Estou perfeitamente em minha sã consciência. Agora faça o que estou lhe falando. - Diz e abre os braços, deixando seu peitoral completamente nu a minha mercê. Sinto as lágrimas brotarem em meus olhos e tento impedi-las de caírem. Ai, meus Deus! Isso não pode está acontecendo. Meu pobre menino maluquinho está de joelhos diante de mim, esperando que eu lhe espanque como fizeram à anos atrás, em sua infância. Isso é muito pra mim. Não quero ver isso, não mesmo. Fecho meu olhos e meus lábios começam a tremer com o choro contido em minha garganta. – Ande, Selena! Está esperando o que? - Nicholas rosna, fazendo assim que eu abra os olhos. Permaneço paralisada, olhando-o fixamente. – Está sem coragem? Eu lhe fodi violentamente em cima daquela cama, do mesmo jeito que Mark deve ter feito com você. - Diz rusticamente, mas sei onde quer chegar. Está falando isso pra me provocar e que por fim faça o que me pede. Percebendo meu estado ele solta uma risada fria. – Não consegue começar pela frente? Comece pelas costas então! - Diz e se vira de costas para mim. – Pode começar! - Diz e abaixa a cabeça.
Sei que está sofrendo, com medo de reviver seu passado e isso me parte o coração. Sem conseguir mais, deixo as lágrimas fluírem. Aproximo-me lentamente e me ajoelho atrás dele. Ouço sua forte respiração ressoar pelo recinto e choro mais. Coloco o chicote no chão, ao meu lado e levo minhas mãos em seus braços, com todo o cuidado para não tocá-lo onde não gosta, puxo-o para mim, colocando-o entre minhas pernas e o abraço por trás. Beijo seu rosto ternamente e entre as lágrimas, busco palavras para lhe confortar.
– Baby, eu te amo demais para fazer isso com você! A sua dor é a minha dor. - Paro e tomo uma lufada de ar. – Jamais faria você relembrar o cafetão que te espancou. Jamais faria você reviver esse momento de sua vida. Se eu pudesse eu apagaria toda sua dor, odeio te ver desse jeito, tão vulnerável, sofrendo. – Começo a distribuir beijinhos por todo seu pescoço até o rosto, na tentativa de acalmar sua respiração. Ele pega minhas mãos e as beijas lentamente e fecho meus olhos para aproveitar esse toque especial entre nós. Sinto colocar minhas mãos em algo rígido e gelo no instante em que me dou conta do que é. Abro meus olhos ele involuntariamente, meus olhos correm para minhas mãos, que estão espalmadas em seu peito. Vejo que está tenso, seu peito sobe e desce frequentemente, com sua respiração ofegante. – Nicholas não! - Digo e tento tirar minhas mãos, mas ele é mais rápido. Espalma suas mãos por cima das minhas, prendendo-as com força contra seu corpo. Tento tirar mais uma vez, mas ele aperta mais suas mãos contra as minhas. Sem ter o que fazer, deixo as mãos paralisadas.
– Eu preciso disso! - Diz entre os dentes.
Ele joga a cabeça por cima de meu ombro. Olho para seu rosto e vejo que está de olhos fechados. Sua expressão é de completa dor. Seu peito sobe e desce com mais rapidez, seu maxilar esta cerrado, os dentes trincados. Meu coração se aperta de tristeza ao ver que sai lágrimas pelo canto de seus olhos. Sei que está lembrando de tudo o que passou. Meu Deus, que isso tudo acabe logo, por favor! Peço mentalmente e mais uma vez a enxurrada de lágrimas escorrem pelo meu rosto. Puxo uma de minhas mãos do cativeiro das suas, conseguindo-o libertá-la, levo-a em seu rosto e o viro para mim. Dou beijos no rosto dele, descendo-os pelo pescoço, ombro e tudo que é lugar que consigo alcançar. Subo os beijos até sua orelha.
– Baby, sou eu Selena! A mulher que te ama mais que tudo nessa vida. - Sussurro em seu ouvido para confortá-lo o máximo possível, devido sua respiração acelerada.
Ele balança a cabeça em concordância, ainda de olhos fechados e inclina seu torso para frente. Vejo-o de cabeça baixa e sei que está chorando mais. Começo a distribuir beijos por suas costas. Beijo carinhosamente, como se minha vida dependesse disso e sinto suas respiração se acalmar um pouco. Ele interrompe meu circuito e se vira de frente para mim. Monto em cima dele, sentando em seu colo e ele envolve suas mãos em minha cintura, me abraçando fortemente. Encosta sua testa na minha e me olha nos olhos. Olhos que estão cheios de lágrimas e emoções variadas. Dou um selinho em seus lábios e afasto nossas testas. Levo as mãos em seu rosto e seco as lágrimas, que desceram a poucos segundos, passo os polegares embaixo de seus olhos e assim mais lágrimas descem. Beijo uma a uma e ele fecha os olhos. Beijo seus olhos e, com seu rosto entre minhas mãos, beijo sua testa e seu nariz. Afasto nossos rostos para fitá-lo melhor e assim ele abre os olhos. Abro um sorriso complacente e vejo um esboço de um em seu rosto.
Esfrego nossos narizes e com seus olhos cravados aos meus, ele toma minha boca em um beijo lento, apaixonado e muito sensual. Deixo-me levar pelo momento e aceito seu gesto amoroso, beijando-o na mesma intensidade. De repente suas mãos apertam minha cintura conforme vai aumentando o ritmo do beijo, que agora é de puro fervor e luxúria. Ele me aperta mais contra si, enquanto desce seus beijos por meu pescoço.
Jogo a cabeça para trás, lhe dando total acesso ao mesmo e fecho meus olhos para matar a saudade que estava desses lábios em minha pele. Continua com seu caminho implacável, beijando o meu colo, acariciando minha pele com seus doces e sedentos lábios. Ele leva as mãos até o meu vestido e puxa-o lentamente para baixo, liberando meus seios e acaricia-os com as mãos, levando-me a loucura. Em seguida troca suas mãos pela sua boca, junta os dois com as mãos e suga-os com um destreza imensa, fazendo-me arfar de tesão.
Em seguida abocanha um seio meu, chupando-o com divina adoração. Abro meus olhos, mordo meu lábios para reprimir o gemido e levo minhas mãos ao seus cabelos, puxando-os conforme o movimento de sua boca. Depois de torturar meu mamilo com chupadas deliciosas, ele rodeia-o com a língua e mordisca, arrancando um longo e gostoso gemido de mim. Sua boca habilidosa passa para o outro seio e repete o mesmo trabalho anterior, fazendo meu sexo umedecer de excitação. De repente ele para o que está fazendo e toma meu rosto entre suas mãos, para que o olhe nos olhos.
– Baby, eu sei que dá ultima vez que fizemos isso, eu fui um idiota com você.. mas ... - Ele para e toma meus lábios novamente com uma fome exagerada. Quando separa a boca da minha, está ofegante. – Eu preciso disso para saber se estamos realmente bem, Selly. - Sussurra como um pedido em meus lábios e imediatamente sei do que ele está falando.
Tomada pelo desejo que instalou em meu corpo, não exito e assinto de cabeça. Vejo seu sorriso abrir e assim toma meus lábios novamente, fazendo-me deitar de costas no chão enquanto me beija. Ele para de me beijar, acaricia meu rosto, enquanto me admira ternamente. Segundos depois ele desce mais o meu vestido, me beijando cada parte do corpo descoberta ao me despir, e por fim deixa-me só de calcinha. Joga meu vestido pro lado e se enfia no meio de minha pernas. Enfia a mão dentro de minha calcinha, indo direto para meu ponto mais sensível. Logo que seus habilidosos dedos tocam meu clitóris eu estremeço. Ele estimula-o enquanto suga meus mamilos. Arqueio as costas enquanto seus dedos continua a tortura até que ele escorrega um dedo para dentro de mim, arrancando de mim um gritinho de surpresa e ouço seu risinho baixo.
– Nicholas.. - Gemo seu nome.
Ele larga os meus seios visivelmente endurecidos e aproxima sua boca de meu ouvido.
– Alguém esteve aqui, baby? - Pergunta e rodeia seus dedos dentro de mim. Mexo meu quadril no ritmo de seus dedos.
– Hum ? - Gemo atônita, enquanto ele intensifica o movimento de seus dedos.
– Responde, baby. Alguém esteve aqui ? - Pergunta novamente.
– Não. - Sussurro e ouço seu sorrisinho em meu ouvido. Ele morde o lóbulo de minha orelha e gemo mais.
– Que bom, baby! Esse lugar aqui é só meu. - Diz sensualmente em meu ouvido, enquanto continua com sua tortura.
Logo enfia dois dedos e começa seu vai e vem delicioso, fazendo-me sentir mil loucuras com esse toque.
Ele toma meus lábios mais uma vez e me beija loucamente, feliz com minha resposta. Sinto meu interior se contrair ao redor de seus dedos e sei que estou perto do meu ápice. Logo separa nossas bocas, em busca de ar.
– Não posso mais espera, preciso tê-la agora em minha pele. - Sussurra com fervor e balanço a cabeça, gemendo em concordância.
Ele tira seus dedos de mim lentamente e chupa-os. Rapidamente ele se levanta e tira o resto de suas roupas. Assim que tira sua boxer, vejo sua enorme ereção cair gloriosamente e sinto minha respiração acelerar. Em um nanossegundo ele se ajoelha entre minha pernas, leva os dedos até minha calcinha e a rasga bruscamente, me surpreendendo. Minha excitação se eleva ao máximo que pode com esse gesto dele. Se deita sobre mim, olha-me nos olhos enquanto entra em minha lentamente, fazendo-me sentir cada centímetros de seu membro entrar em minha abertura faminta por ele, me abrindo com uma calma exagerada. Gemo e fecho meus olhos, extasiada ao senti-lo inteiramente dentro de mim.
– Olhe para mim. - Pede e assim abro meu olhos, me deparando com o seus olhos. Olhos que me levam a louca a cada vez que se lança para mim.
Em seguida ele senta-se no chão, me puxando junto para que monte nele. Apoio meus joelhos no chão, começo a subir e descer com um pouco mais de rapidez sobre ele. Rapidamente Nicholas leva suas mãos controladoras em meus quadris, os segura e começa a movimentá-los a seu ritmo doce e torturantemente lento.
– Assim, baby! Devagar... - Diz cara a cara comigo. Me beija com carinho, envolvendo minha língua com a sua, enquanto me faz subir e descer lentamente. – Hoje vamos fazer amor! - Sussurra em meus lábios, olhando em meus olhos. Sorrio e concordo de cabeça, e assim aproveitando mais os movimentos.
Minutos depois vejo-o jogar a cabeça para trás de puro prazer com nosso movimento único, calmo, porém muito sensual. Me sinto poderosa cada vez mais, ao notar que dou prazer ao meu grande amor do mesmo modo que ele me dar. Permanecemos assim por um longo tempo até que meu interior se contrai novamente e assim aumento um pouco os movimentos, na busca incessante pelo nosso prazer. Minhas pernas estão tremendo, meu corpo vibra enlouquecido quando ouço um gemido longo, viril e satisfeito e logo sinto o liquido quente de Nicholas jorrar dentro de mim. Instantes depois, um gemido sai da minha boca e fecho meus olhos, me deliciando com nosso orgasmo arrebatador.
Milhares de estrelinhas brilham em minha mente e minha mente zonzeia, extasiada. Sou trazida de volta a Terra ao sentir Nicholas enterrar seu rosto em meu pescoço, fungando sucessivamente. Minhas mãos posam em seus cabelos acobreados super molhados de suor, acariciando-os com todo meu amor. Ele envolve possessivamente seus braços em torno de mim e me aperta mais contra si, quase fundindo nossos corpos, assim como nossas almas foram a poucos segundos atrás. Olho para baixo e distribuo beijinhos por seu ombro a mostra, enquanto ele continua inerte com o que acaba de acontecer. Nesse instante vejo que não precisamos falar mais nada. Nos entendemos perfeitamente bem, com nossos gestos e assim entendemos o significado de cada um. Nos damos conta do quanto nos amamos e o quanto precisamos um do outro. Fizemos amor! Pela primeira vez na vida, fizemos amor loucamente e no quarto vermelho da dor. Que loucura isso! Sorrio com uma felicidade indescritível em meu peito ao tê-lo novamente em meus braços e só pra mim.
Continuamos calados por um longo tempo e isso já está me assustando. Nicholas não é de ficar calado e quieto por tanto tempo. Sei que hoje foi uma noite importante e cansativa para ele. Sei o tamanho do gesto que ele fez ao me pedir para tocá-lo. Incomodada, resolvo quebrar o silêncio.
– Baby, está tudo bem ? - Pergunto preocupada.
– Uhum.. - Murmura com o rosto ainda em meu pescoço.
Enfiando os dedos por seus cabelos da nuca, puxo-o de leve para trás, fazendo-o olhar para mim. Ao perceber meu olhar de preocupação, ele respira fundo, encosta a testa na minha, pegando meu rosto entre suas mãos e olha diretamente em meus olhos.
– Agora está tudo bem. - Diz e me dá um selinho.
Acho que meu rosto vai se partir em dois, tamanho é o meu sorriso. Ele leva suas mãos em minhas costas, acariciando-a ternamente e faço o mesmo com ele. É tão bom não ter mais nenhum empecilho de toque entre nós. Subo minhas mãos até sua nuca e o puxo pra mim, aninho-o em meu peito. Ele me abraça e assim me deito de costas no chão, trazendo-o comigo. Ele se aconchega mais em mim, como um garotinho, arrancando sorrisos encantados de mim. Acaricio suas costas e beijo sua testa.
– Durma, meu amor. Você deve está cansado. - Digo e ele levanta o rosto rapidamente, para mim. – Que foi? - Pergunto espantada ao ver sua cara.
– Você me chamou de que ? - Pergunta.
– Meu amor. - Digo, sorrindo como uma boba.

Vejo que gostou do apelido, pois seus olhos entregam a felicidade que está sentindo. Ele me dá um beijo casto e volta a se aninhar em meu peito. Estico meu braço para puxar meu longo vestido e jogo-o por cima de Nicholas. O vestido cobre só a parte de baixo, pois ele é muito grande. Mas não me importo, eu mesmo vou aquecê-lo da cintura pra cima com meus braços e meu amor. Com uma mão em seu rosto e a outra em suas costas, acaricio até que o sono se apossa de nós.

Comentários... :)


Creditos Angel

2 comentários:

  1. Meu deus tu quer me fazer chorar???
    Numca pensei que fosse ver o nicholas desse jeito. Espero que agora ele e a selly possam ser felizes ❤️❤️❤️

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  2. Tem selinho pra você no meu blog :3
    http://daydreaminficsjemienelena.blogspot.com.br/2014/08/the-first-selinho.html

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