quarta-feira, 4 de junho de 2014

Original Sin - 33 Capitulo

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Selena cuidou de Demetria. A irmã não queria fazer nada. Empacou no quarto de Diego, na cadeira de balanço, se curvou em bola e nada fazia ela falar. Selena encheu o saco até que conseguiu fazer ela ir tomar um banho. Pediu a Rosa que preparasse um chá calmante e BEM forte, a empregada obedeceu. Enquanto Demetria estava no banho e o chá estava sendo preparado, Selena tomou o seu banho, com a cabeça longe, imaginando onde Nicholas estava. Vestiu sua camisola, e seu hobbie, que iam até os pés (ambos de seda preta), e foi atrás de Demetria. A ruiva tinha uma aparecia doentia. Se vestiu com uma camisola de algodão branco e se deitou. Até o cheiro do chá que Rosa trouxe dava sono, imagine bebe-lo. Demetria engoliu o liquido, e entre lágrimas, dormiu. Selena velou o sono da irmã por horas a fio. Depois, cobriu ela e saiu. Estava amanhecendo, quando cavalos pararam a trote na frente da mansão.

Selena: E então? – Perguntou, desolada

Nicholas: Ainda nada. – Disse, desanimado

Joseph: Demetria? – Perguntou com a voz abalada

Selena: Eu cuidei dela. Dei um chá calmante, agora ela ta dormindo. – Joseph assentiu e foi ao encontro da esposa.

Nicholas e Selena foram pro quarto dos dois. A mansão parecia morta, fúnebre, sem o choro de Diego correndo pelos cômodos. Nicholas tomou um banho, vestiu sua roupa de dormir, foi quando Selena foi até ele.

Selena: E você? – Perguntou, se aproximando

Nicholas: O que tem eu? – Perguntou, erguendo o rosto pra ela.

Selena: Me faz mal ver você assim. – Assumiu, impotente.

Nicholas: Venha aqui. – Ele tocou sua coxa de leve, e Selena se sentou no colo dele – Não se preocupe comigo. Eu vou sobreviver. Eu sempre sobrevivo. – Selena fez uma careta, e ele sorriu.

Em algum lugar, longe dali, uma morena brigava com um casal bravamente.

Maite: Você me disse que era só pra assustar Joseph! – Rugiu, furiosa – Disse que devolveríamos o menino, sadio!

XXXX² - Eu disse, mas mudei de idéia, por Deus, Maite. – Disse, revirando os olhos. O homem riu.

Maite: Não vão matar o menino. Eu não vou ser a responsável por isso. – Concluiu

XXXX: Deixe que ela fique com o ele. Pelo menos por enquanto. Podemos observar o sofrimento de Joseph um pouco. – A mulher sorriu, parecia gostar da idéia.

XXXX²: Pois então, fique com ele. Sua razão de vida e alegria. Você é ridícula, Maite. – Disse antes de sair. O homem a acompanhou.

Maite: Está a salvo, pequeno Diego. Não deixarei que nada lhe aconteça. – Disse, acariciando a face do menino. O par dos olhos de Joseph a observou, no rosto do pequeno bebê.

Os dias se passaram a fio. Não havia sinal de Diego, em lugar nenhum. A situação na mansão Jonas era desesperadora.

Nicholas: Eu vou com você, então nós... – Disse agitadamente, entrando as pressas em casa

Demetria: O que houve? – Perguntou, ansiosa, indo até Nicholas e Joseph.

Joseph: Achamos um rastro. Tá levando pro sul, nós achamos que ela está indo pra Forks. Eu vou atrás dela. – Disse, decidido

Demetria: Tome cuidado. – Pediu, atordoada. Não agüentaria perder Joseph agora.

Joseph: Eu vou achar ele, Demi. Nem que seja a ultima coisa que eu faça, eu vou trazer ele de volta pra você. – Disse sério, olhando a mulher. Demetria se atirou nos braços do marido e o beijou apaixonadamente. Não sabia quando ia poder fazer aquilo de novo.

Longe dali...

XXXX: Eles vão seguir o rastro. Vão ganhar uma viajem grátis a Forks. – Riu, divertido

XXXX²: Qual o seu problema, Maite? – Perguntou, irritada

Maite: Eu não gosto disso. Não gosto. – Disse, ninando o menino

XXXX²: Uma prostituta com instinto maternal. – Disse melancolicamente – Francamente.

Os dias foram se passando, e dois se completaram. Após a ida inútil a Forks, Joseph seguiu a Portland, e Nicholas a Port Angeles. Diego não estava lá. Demetria estava adoecendo de saudade do marido e do filho.

Selena: Demi, carta do Joseph!


Demetria: Lê pra mim. – Pediu, quieta, mas seu olhar era um tantinho animado.
“Demetria.

Estou em Portland há 2 semanas. Nosso bebê não está aqui. Segundo me informaram, há indícios de que ela tenha ido a Utah. Eu estou indo pra lá amanhã de manhã. Se não houver nada, voltarei a Seattle, pra começar do zero. Tenho esperanças, minha Demi. Vou encontrar nosso filho. Toda noite, antes de dormir, sinto falta de você, da sua voz, do seu corpo. Conto os segundos pra esse pesadelo acabar. Eu te amo.
Esperando que esteja bem,

Joseph.”

Demetria: Utah? – Seus olhos estavam inundados, e sua sobrancelha, franzida

Selena: Nevada. – Constatou.

Demetria: Ele está longe. Mais longe que eu pensei. – Ela disse, e as lágrimas transbordaram.

Selena não sabia mais o que dizer a irmã. Longe dali...

XXXX²: Estou cansada desse joguinho. – Disse, soprando o ar do cigarro – Sairemos amanhã de manhã, e quando voltar, eu quero esse assunto resolvido, Maite. – Disse, fria.

Maite olhou preocupada pro bebê. XXXX o mataria, caso a própria Maite não o fizesse. Tinha se apegado ao menino nesses dois meses. Não era capaz de faze-lo. Ah, pobre Diego.

Mais dias se passaram. Nada de noticias. Selena estava andando pela fazenda. Sofria pela saudade do marido. Quando passou pelo estábulo, um cavalo branco, alvo como nada mais relinchou pra ela.

Selena: Ah, Seth. – Ela foi até o cavalo, acariciando lhe a crina. Seth pareceu gostar de ver a dona. – Não... – Ela se afastou quando o cavalo se abaixou, dando a ela espaço pra montar. – Eu também sinto saudade. – Disse, sincera. O cavalo continuou abaixado.

Mas porque não? Sentia saudade de Nicholas, de Gregg, de Diego. Sua vida estava um caos. Se ela ainda tinha Seth, porque não? Ela colocou a cela no cavalo, que pisou no chão, animado. Montou nele, e saiu, a galope baixo. Mas Seth queria mais. Selena sorriu, e cutucou ele com a pontinha da bota. O cavalo disparou, feliz. Selena se sentiu viva de novo. O vento frio bombardeava seu rosto, seu cabelo voava no vento. Enquanto galopava, se lembrou mentalmente que nunca chegara a outra extremidade da mansão Jonas. Ela guiou o cavalo, e avançou. Tinha que ter um final. Aquele lugar era enorme. Alguns empregados viravam-se pra olha-la quando ela passava, e nada do final da fazenda chegar.

Maitê: O que eu vou fazer com você? – Murmurou, cansada, após pular o enorme muro da mansão – Não posso deixar aqui. Podem haver cachorros. Insetos, cobras. Ah, Diego. – Murmurou pro bebê, atordoada.

Selena estava desistindo de achar a outra ponta da mansão, quando viu uma mulher embrenhada nas arvores. Tinha cabelos pretos que batiam nas costas. Era branquinha, pálida. Usava um vestido simples, nada comparado aos vestidos simples de Selena. Em seu braço havia uma trouxinha azul.

Selena: Diego. – Murmurou pra si mesma, enquanto atiçava Seth, que se lançou pra frente – EI! – Berrou, descendo do cavalo as pressas. Maitê se virou, assustada – Não fuja. – Avisou, avançando. – Selena usava um vestido azul fumê, e duas luvas curtas, que eram usadas pra montaria. A morena parecia apavorada, agarrada ao bebê.

Selena se preparou pra gritar, mas Maitê avançou pra ela calmamente, como quem ergue uma bandeira de paz.

Selena: Quem é você? – Perguntou na defensiva – Porque levou o menino?!

Mas Maitê apenas balançou a cabeça negativamente. Seus olhos estavam cheios d’agua. Ela ofereceu o menino a Selena, que o carregou, confusa.

Selena: O-obrigado. – Disse, rouca pela surpresa

Maite: Me perdoe. – Murmurou. Ela olhou Diego por uma ultima vez, e em seguida fugiu, deixando Selena confusa, e atônita. Não sabia porque, mas sentia pena daquela mulher.

Selena abraçou Diego, que pareceu conhecer a tia. Em seguida montou em Seth, e segurando o cavalo com apenas uma mão, por estar com Diego na outra, disparou de volta a mansão. O menino não pareceu se incomodar com a velocidade, aparentemente sabia que estava segura nos braços de Selena.





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Creditos Samilla Dias

4 comentários:

  1. awn finalmente, tava com pena da Demi ja, tadinha, posta logo to achando que ja sei quem é os xxx's
    posta mais hoje heim!

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  2. Por favor posta mais hoje.
    Ate que em fim Acharam o Diego. Poste logo!! Bjs

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