quinta-feira, 5 de junho de 2014

Original Sin - 36 Capitulo

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Joseph: Demi, não! – Insistiu com a esposa, calmamente

Demetria: Mas eu não quero ir sozinha. – Retrucou, fazendo bico

Selena estava passando pelo corredor, e achou graça da voz da irmã. Ia continuar seu caminho, sozinha, quando ouviu seu nome.

Joseph: Mas a Selena não, enlouqueceu?

Demetria: Quem mais? – Questionou

Joseph: Eu vou com você. – Propôs, calmamente

Demetria: Amor, você não entende nada disso. – Joseph não respondeu, derrotado – Eu preciso comprar roupinhas pro Diego, pra Suri, pro Théo, coisas da casa. Só a Selly pode me ajudar.

Joseph: Demi, meu amor. – Ele caminhou um pouco, passando a mão no cabelo – Seattle inteira está comentando sobre Nicholas e Samatha. Comentando abertamente. Ele anda com ela pela cidade durante o dia. Vai criar uma situação desagradável. – Ele suspirou – Eu não quero você envolvida nessa história.

Selena voltou pelo corredor, e fingiu estar chegando agora, pisando forte, fazendo suas botas fazerem barulho no assoalho. Percebeu que Demetria e Joseph se calaram.

Selena: Demi?

Demetria: Oi? – Respondeu, tentando parecer normal

Selena: Quando você vai à cidade? – Perguntou, tranquila. Demetria e Joseph se encararam brevemente

Demetria: Eu...eu estava planejando ir amanhã, se não estiver chovendo muito. – Ela pigarreou, nervosa. Uma das características mais marcantes de Demetria é que ela não conseguia disfarçar quando estava nervosa. – P-porque?

Selena: Quero comprar um vestido. – Respondeu, calma, mas achando graça do desespero da irmã – Vou com você. Tem algum problema? – Perguntou, olhando Joseph.

Joseph: Nenhum. É bom, assim você faz companhia a Demetria.

Selena: Perfeito, então. – Sorriu – Vocês viram Gregg? – Perguntou, querendo matar o assunto.

Joseph: Estava no escritório, organizando uns papéis.

Selena: Com licença. – Segurou a aba do vestido e saiu.

Selena caminhou pensativa até o escritório. Era só o que lhe faltava, ficar presa em casa por causa de Nicholas. Ela não precisava de vestido algum. Mas compraria mais vestidos pretos. Não tinha muitos, e agora era a única cor que usava.

Selena: Posso interromper? – Perguntou, entrando no escritório

Gregg: Poder não podia, mas já interrompeu. – Respondeu sem dar atenção, Selena ergueu uma sobrancelha e ele riu – Brincadeira. – Selena sorriu

Selena: Tem algum compromisso pra amanhã? – Perguntou, se aproximando dele, após fechar a porta do escritório.

Gregg: Preciso deixar uns pacotes no correio, checar alguns papéis, fora o trabalho normal. Por quê? – Perguntou, oferecendo a perna esquerda pra ela se sentar

Selena: Vou ao centro com Demetria amanhã. – Ela se sentou no colo dele – Pensei que você pudesse vir conosco. – Disse, calma. Gregg lhe fazia um bem incalculável.

Gregg: Que horas vocês vão?

Selena: Pela manhã, após o café. Suri, Théo e Diego precisam de coisas, e eu e Demetria vamos abastecer a casa. Além do mais, queremos voltar pro almoço.

Gregg: Saio cedo, antes do café. Assim resolvo o que tenho que resolver e encontro vocês lá. – Disse, sorrindo torto

Selena: Não precisa. – Ela acariciou o rosto dele – Eu só convidei porque pensei que estivesse desocupado e... – Ele pôs um dedo na boca dela

Gregg: Calada. – Ordenou, brincando – Encontro você lá, e ponto. – Selena sorriu, e ele estendeu o rosto, esperando um beijo. Ela fez uma cara pensativa, como se avaliando ele. Gregg ergueu a sobrancelha, ela riu e o beijou.

No dia seguinte, todos tomaram café em calmamente. Nicholas não dormiu em casa. Logo Selena e Demetria seguiram na carruagem, conversando. Demetria era a mesma tagarela de sempre. Era bom, fazia Selena rir. Demetria usava um vestido azul marinho, e Selena, preto. Foram primeiro a loja das roupinhas de Suri e Théo, que era a mais próxima.

Demetria: Eu devia ter trazido ele. – Comentou, olhando um macacãozinho – Será que dá? – Perguntou, avaliando o tamanho

Selena: Eu acho que fica grande. – Comentou. As pernas do menino pareciam menores que as da roupa.

Demetria: É, deixa esse pra lá. – Colocou o macacãozinho no lugar de novo. – Escolhendo pra você? – Perguntou, animada, ao ver Selena olhar o vestidinho que estava a mostra.

Selena: Quem me dera. – Disse, tristonha, olhando os detalhes do vestidinho

Demetria: Quem te garante que não tem um bebê com você? – Animou

Selena: Minhas regras vieram na semana passada. – O sorriso de Demetria desmoronou, Selena riu.

Demetria: Selly, você não se incomoda? – Murmurou, com a cabeça baixa, olhando a irmã

Selena: Com quê? – Perguntou, distraída. Demetria não respondeu, e Selena ergueu o rosto. A irmã estava da cor de sangue. Selena percebeu porque. As pessoas na loja, na rua até, olhavam Selena, comentavam. Duas mulheres que estavam ali riram abafado, disfarçando. Selena riu – Com isso? – Demetria assentiu – Não, não me importo.

Demetria: Se quiser, podemos ir embora. – Sugeriu, preocupada

Selena: É claro que não, não seja boba. E eu ainda quero comprar os meus vestidos. – Encerrou o assunto, virando o rosto. Demetria riu da determinação dela.

Demetria: Você acha que fica bem em mim? – Perguntou pela 4ª vez, olhando o manequim

Selena: Acho que ficará divina. – Repetiu a resposta, Demetria pareceu gostar. Selena se deparou com uma camisola, vermelha como os cabelos de Demetria, que acabara de chegar. Era ousada pra aquela época. – Ei, olhe isso. – Demetria se virou – Faça uma surpresa à Joseph. Ele vai adorar. – A ruiva corou, e Selena riu gostosamente.

Demetria: Cada coisa que você me diz que... Ah, não. – Ela estancou, olhando pro lado de fora – Ah, Selly. – Se lamentou. Bem que Joseph tinha avisado.

Selena virou o rosto delicadamente pra ver o que chocara tanto a irmã. Nicholas vinha andando com Samatha, calmamente, na rua. Agora todas as pessoas olhavam Selena. Certamente esperando um escândalo, não se sabia. Selena ergueu a sobrancelha pra cena, e deu as costas.

Demetria: Ah, Selly, pelo amor de Deus, vamos embora. – Pediu, nervosa. Devia ter escutado Joseph, repetia pra si mesmo, embaraçada.

Selena: Agora escuta aqui, Demetria. – Se virou pra irmã, calma. – Nós sabíamos disso. O principal, eu sabia disso. Pra mim não é surpresa nenhuma, e eu não estou com vergonha. Ele deveria estar, não eu. Eu vou ficar. Se você quiser ir, sinta-se a vontade, mas eu espero que fique, não quero ficar sozinha. Vamos lá, você se estressa com cada coisa. – Demetria sorriu, e Selena entregou a camisola a ela, que se assustou, fazendo a irmã rir.

Selena ainda ria, entregando a camisola a Demetria, que ignorava ela, com bico pra prender o riso, quando uma voz masculina lhe chamou.

XXXX: Isso é seu? – Perguntou, debochado, segurando a barra da camisola.

Selena sorriu. Conhecia aquela voz de longe. E sabia que quando se virasse, alguém cujos cabelos refugiam em bronze estaria ali.

Selena: Na verdade, é da Demetria. – Sorriu

Gregg: Sério? – Provocou

Demetria: Mentira! – Grasnou, com vergonha. Selena e Gregg riram em coro. – Selena, eu vou matar você! – Ela pegou um cabide e partiu pra cima de Selena, que correu pra trás de Gregg, rindo. Gregg, que tremia de rir, cobriu o rosto com os braços, enquanto Demetria tentava passar por ele.

Só que o riso de Selena e Gregg alcançou Nicholas, que passava com Samatha pela porta da loja. Ele virou o rosto, e sua expressão congelou ao ver o irmão protegendo a mulher, que se agarrava a cintura dele, rindo. As pessoas da loja achavam graça da brincadeira. Mas Nicholas não gostou.

Nicholas: Sabe... eu estava pensando...

Samatha: Em que? – Virou-se pra ele

Nicholas: Seu pescoço... – Fez cara de pensativo

Samatha: O que tem? – Passou a mão no pescoço, confusa

Nicholas: Merece um colar. Diamantes. – O rosto de Samatha se iluminou com um sorriso enorme – Porque você não vai até ali, - Ele apontou pra joalheria – E escolhe um colar? Mas eu quero um grande, bonito. – Samatha assentiu, radiante, e após selar os lábios com os dele, o obedeceu.

Nicholas sorriu olhando a morena se afastar, feliz. Depois voltou-se pra loja onde Selena estava. Ele já não sorria. Nessa altura Demetria já parara de tentar acertar Selena com o cabide. Agora olhava seu vestido verde de novo. Gregg estava distraído, dando sua opinião a Demetria. Selena estava distante dos dois, parada perto de um grande espelho, ajeitando seu vestido. Nicholas marchou até ela impacientemente.

Nicholas: Pensei ter te dado ordens de não sair da mansão. – Observou, chegando a ela. Selena ergueu o rosto, e quando viu ele, seu sorriso foi morrendo lentamente. – Esqueceu-se?

Selena: Querido, eu me lembro de tudo o que você me disse. – Comentou, calma, tirando um amasso que Demetria deixou no tecido preto – Inclusive das palavras que anularam todo o resto. – Ela ergueu os olhos, pra ele.

Nicholas: E então?

Selena: Estou com Demetria e Gregg. Vim com eles, vou voltar com eles. Espero, sinceramente, que você não tenha imaginado que eu ia ficar trancada em casa. – Ela pegou a camisola que oferecera a Demetria, e moldou no corpo, com uma careta. Era berrante demais.

Nicholas: Não me desafie. – Ameaçou

Selena: Não me subestime. – Rebateu, virando-se pra ele

Nicholas: Deve obediência ao seu marido. O que você está fazendo vai contra a lei de Deus. – Comentou, debochado

Selena: Você está me traindo com um fantasma. Isso sim é pecado. – Disse, sorrindo de canto. Nicholas riu.

Nicholas: Ninguém nunca o cometeu. – Observou, sorrindo, divertido

Selena: Então é um Pecado Original, mas ainda assim é um pecado. – Concluiu, calma.

Nicholas: Você é tão frágil. Frágil demais para o que está desafiando. – Comentou, erguendo a mão pro rosto dela. Selena se esquivou rapidamente.

Selena: Por favor. – Evitou, com expressão de nojo. Nicholas sorriu, triunfante, com a náusea dela.

Nicholas: Vá pra casa. Agora. – Ordenou, ainda sorrindo

Selena: Eu irei. Mais tarde. Ainda tenho muito a fazer aqui. – Ela passou a mão na sobrancelha, e o prata com o dourado da aliança dela agrediu o olhar dele

Nicholas: Selena, não me provoque. – Ele já não sorria.

Selena: Onde está sua dama, Nicholas? – Perguntou, com a expressão intrigada, olhando em volta. Nicholas riu.

Nicholas: Na joalheria. – Informou, divertido

Selena: Vá até lá, e dê ordens a ela. – Sugeriu, sorrindo, tranquila, e pôs-se a sair, mas ao passar por ele, parou. – A propósito, você está fedendo a perfume vagabundo. – Avisou, e saiu, tranquila. Nicholas riu de leve e observou a mulher desfilar até o irmão.

Gregg: Ele te incomodou? – Perguntou, pronto pra partir pro irmão

Selena: Não mais que o normal. – Respondeu, calma – Demetria, dá certinho no seu corpo. – Avisou, entregando a camisola de novo

Demetria: Que? – Virou-se, distraída – Que diabo!– Selena e Gregg caíram no riso – Me dá isso aqui! – Pediu, estressada. Selena, rindo, passou a peça a ela. A irmã jogou a peça longe, e em seguida atirou o cabide em Selena de novo. Gregg puxou Selena pra si bem na hora que o cabide ia acerta-la, e a ergueu do chão.

Gregg: Pra quê tanto rancor no coração? – Perguntou, vermelho de tanto rir

Demetria: Não conheço vocês dois. – Finalizou, chamando o vendedor pra embalar o vestido verde que estava namorando.

Nicholas observava a cena ao longe, com as sobrancelhas franzidas, e a maxilar trancada. Selena estava feliz. Isso não o incomodava. Mas ela estava feliz... com Gregg. Isso mudava completamente a situação. Ele observou a morena abraçada ao irmão, rindo. Rosnou de raiva, mas resolveu deixar isso pra lá, por enquanto. Samatha o esperava.



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Creditos Samilla Dias


Que bom que vocês tão gostando da fic. Quando li a primeira vez ameii, odiei, chorrei. espero que vocês continuem acompanhando. Vem muita coisa por ai ainda.

Beijo para nossa gattona Samilla Dias

Original Sin - 35 Capitulo

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No escritório, Joseph encerrava a discussão com Nicholas. Estava possesso de raiva.

Joseph: Pelo visto, você voltou a ser a criatura insuportável que era a anos atrás. Pena, eu pensei que havia mudado. – Nicholas revirou os olhos – Não vou me meter. Mas pense em Selena.

Nicholas: Selena nada tem a ver com isso.

Joseph: Já disse, não vou me meter. Entretanto, tire-a daqui. – Nicholas ergueu a sobrancelha – Faça isso, a não ser que queira que eu mesmo faça. Ter Samatha aqui dentro é uma ofensa não só a Selena, mas a mim, a minha mulher, ao meu filho. Tire-a daqui, ou eu vou tirar. – Concluiu, e saiu.

Enquanto isso, na sala principal, Selena se cansou de ficar encarando aquela mulher. Desceu as escadas tranquilamente, ia pedir a Rosa que lhe fizesse um chá. Então Suri e Théo apareceram, com um Diego engatinhando a sua frente. O menino usava um macacãozinho de algodão azul bebê. Tinha os cabelos de Joseph. O bebê ria, acompanhado dos primos.

Samatha: Que gracinha. – Sorriu, irritada, ao re-ver o bebê, e se abaixou pra carrega-lo.

Mas de alguma forma Selena estava lá antes que ela o alcançasse. Segurou seu braço, mantendo-o no ar. A mão de Selena estava fria como gelo. Samatha de empertigou e puxou o braço violentamente.

Selena: Toque em um deles, e eu mando você de volta pro inferno pessoalmente. – Avisou, e Samatha não teve coragem de ir pro menino de novo.

Uma briga feia ia se iniciar ali. Nessa hora Joseph entrou na sala, e percebendo o clima, interferiu.

Joseph: Calma, senhoras. – Disse sem encarar Samatha, tirando Selena de perto dela. Ele se abaixou e apanhou o filho, carregando-o.

Nicholas: Vamos, Samatha. – Chamou, saindo de casa. A morena sorriu vitoriosa pra Selena e acompanhou Nicholas.

Nicholas não voltou. A dor sufocava Selena a cada segundo que passava. Ele não ia voltar. Ela não jantou. Tomou um banho demorado, e quando saiu, a chuva açoitava o telhado. A madrugada caiu, dura e impiedosa. Ele não veio. Ela se ajoelhou nos pés da cama e chorou. Chorou até não conseguir mais. Seu coração estava comprimido em sua dor. Como era possível, você ter uma vida feliz, sadia, e tudo isso desmoronar de um minuto pro outro? Quando a dor foi cedendo, outro sentimento se apossou dela. Ódio. Um ódio talvez mais forte que o amor que ela sentia por Nicholas. Ela sorriu, irônica. Sabia que aparência teria quando se olhasse no espelho. Estaria parecendo uma morta. Mas ela estava morta, não é? Estava tudo perdido. O motivo, a razão, a vida, o sentido tudo estava perdido. Então ela não conseguia mais chorar. Não por falta de vontade, mas seus olhos se negavam. Ela já havia chorado demais. Passou a noite toda ali. De manhã, ainda estava ali, quando alguém lhe tocou. Não era Nicholas, ela teria sentido se fosse ele. Mas quando se virou, até se esqueceu de sua dor.

Selena: Gregg. – Murmurou, se levantando rapidamente. Ele sorriu com a animação dela – Ah, Gregg! – Ela se atirou no pescoço dele, que a abraçou fervorosamente.

Gregg: Está tudo bem, eu estou aqui. – Ele deu um beijo de leve no rosto dela

Selena sorriu. Gregg era a promessa de oxigênio quando se estava prestes a morrer afogado. Mas ele estava ali. Ela não morreria. Nicholas voltou em casa no fim da tarde, apenas pra trocar de roupa. Selena o ignorou. Não precisava perguntar. Seu Nicholas se fora, e ali estava o demônio, mais uma vez. Desse jeito, os dias foram se passando. Todos sabiam da volta de Samatha, e do caso de Nicholas com ela. Ele quase não vinha em casa, e tecnicamente não via Selena. Como já foi dito anteriormente, Selena nunca recuperou sua cor normal, mas o preto de seus olhos tinha se derretido enquanto estava bem com Nicholas. Mas agora estavam empedrados de novo. Dois pedaços de carvão. Sua pele estava mais pálida que nunca, e agora fria. Só uma coisa mudou. Selena passou a vestir preto. Sempre preto.

Demetria: Por quê? – Perguntou, certa tarde – Está de luto?

Selena: Estou. – Disse erguendo o rosto pra irmã. Luto é uma boa palavra.

Demetria: Por quem?

Selena: Pelo meu coração. Está morto. – Demetria, se tocando do que era, não pressionou – Tem uma pedra de carvão no lugar. Gregg me mantém viva, caso contrário já teria morrido.

Demetria: E aquela história de não lamentar por um sonho? – Perguntou, tentando descontrair o ambiente.

Selena: Não foi um sonho. Era real. Se deve lamentar quando uma realidade declina. – Disse, simples, e seu olhar pousou em sua aliança e no receptor dela.

Selena subiu pra se trocar pro jantar. Jantar com Gregg, Demetria e Joseph era agradável. Tinha terminado de se vestir, quando Nicholas entrou no quarto.

Nicholas: Não vai perguntar onde eu estava? – Perguntou, debochado

Selena: Porque deveria? – Rebateu, fria, enquanto terminava de pentear o cabelo

Nicholas: É minha mulher. É isso que as mulheres fazem. – Ridicularizou

Selena: Eu sou? – Perguntou, com um sorriso irônico, enquanto prendia os cabelos em um coque apertado. – Então, me perdoe. Não tenho interesse pelo que você faz. – Ela verificou o cabelo no espelho da penteadeira. Não havia nenhum fio solto.

Falar bobagem só piora as coisas
Estou me acostumando com o que você disse ♫

Nicholas: Estava com ela. – Disse, malévolo – Não que te importe, é claro. Mas creio que deva satisfações. – Selena riu

Selena: Meu querido, Seattle inteira sabe que você está com ela, não é segredo pra ninguém. – Disse sorrindo, enquanto se levantava – Agora, se não se importa, Gregg está me esperando pra jantar. – Ela se pôs a sair

Não, isto não é imaginação minha.
Eu não posso fazer milagres o tempo todo ♫

Nicholas: E se eu não der licença? – Perguntou, puxando-a bruscamente pelo braço. Odiava o pouco caso que ela fazia dele.

Selena: Por favor, eu não quero ter que tomar outro banho agora. – Disse, fria, referindo-se a mão dele que segurava seu braço

Nicholas: Sente nojo de mim, Selena? – Perguntou, observando-a

Selena: Você não faz ideia do quanto. – Respondeu, despreocupada – Cada pedaço de você me enoja. Seu rosto, sua voz, sua pele. Me dá náuseas.

Por que não conversamos sobre isso?
Por que você sempre duvida de que possa existir uma saída melhor?
Isto não me faz querer ficar ♫

Nicholas: Você não aceita porque ela é melhor. – Selena ergueu a sobrancelha – É, é isso sim. – Ele sorriu, frio – Ela é melhor que você. Melhor amiga, melhor companheira, melhor cúmplice, melhor amante. Melhor.

Selena: É por isso que você me amava? – Perguntou, debochada

Nicholas: Eu nunca amei você. Eu já havia te dito, eu via ela quando olhava nos seus olhos. Eu estava procurando ela, cada vez que fui até você. Era nela que eu estava pensando em cada vez que te levei pra cama. – Sorriu, frio

Por que a gente não termina de uma vez?
Não há mais nada pra dizer ♫

Pra Selena foi o final. Ela se soltou dele com um puxão, e desceu a mão no rosto do mesmo, em um tapa que fez barulho. O rosto pálido de Nicholas rapidamente ganhou uma tonalidade vermelha, que tinha o formato da mão dela.

Selena: Agora eu vou jantar, Nicholas. Tenha uma boa noite. – Ela se virou e saiu, deixando ele lá, possuído pelo ódio e com uma bruta ardência no rosto.

Depois disso, Selena e Nicholas não conversaram mais. Quando se falavam, era só pra discutir. Em compensação, Selena e Gregg estavam mais apaixonados que nunca. O pequeno Diego crescia saudável.




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Creditos Samilla Dias

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Original Sin - 34 Capitulo

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Selena: DEMETRIA! – Berrou, entrando em casa

Demetria: Quê? – Perguntou, desanimada no andar de cima

Selena: Vem aqui! – Pediu. Estava ofegando de ter subido as escadas correndo, não tinha pique pra subir até o segundo andar.

Demetria: Pra que?

Selena: DIABO, DEMETRIA LOVATO, VEM LOGO! – Apressou

Selena ouviu Demetria resmungar, e os passos da mesma no assoalho do segundo andar. Sorriu por antecipação. Era como tirar uma cruz de suas costas.

Demetria: Sabe que não quero sair, pedi pra que não me chamasse, só por noticias de Joseph, mas você insist... – Travou chegando ao patamar da escada, vendo o embrulho azul nos braços de Selena – Diego. – Murmurou, e Selena viu o sangue voltando ao rosto da irmã. Demetria estava corando de felicidade, depois de meses. – Meu filho. – Sorriu, enquanto os olhos se enchiam de agua.

Demetria desceu a escadaria em um segundo. Selena entregou o bebê a ela, feliz. As coisas poderiam voltar ao normal agora. Ou assim pensava Selena. Demetria chorou, abraçada ao filho. Era como se lhe devolvessem o oxigênio.

Demetria: Como? Onde ele estava? – Perguntou, atônita, abraçada forte ao filho, que ria dos beijinhos que recebia da mãe.

Selena hesitou por um momento. A morena parecia arrependida. Se desculpou. Devolveu o menino.

Selena: Encontrei ele... do outro lado da fazenda. Perto de uma arvore. – Mentiu

Demetria: Obrigado, meu Deus. – Ela soluçou no choro, e Diego passou a mão no rosto dela – Avise Joseph. Peça que volte. Já acabou. – Ela sorriu, dizendo isso, e Selena estava plena novamente. Plena no que podia se dizer. Não se podia estar completamente plena se alguém de olhos cor de topázio e cabelos cor de bronze estava longe, sem dar noticias.

Longe dali, a morena que salvou a vida de Diego não estava nada bem. O XXXX (no caso, o homem) espancara ela quando soube do que tinha feito. Ela aceitou a dor de bom grado, pelo menos o menino estava bem. Tinha abandonado a vida, mas não tinha pra onde ir, então era forçada a ficar com XXXX e XXXX².
Selena recebeu uma carta de Nicholas naquele dia. Mandou um mensageiro urgente pra ele, avisando que havia encontrado. Nicholas prontamente foi atrás de Joseph, no fiofó do mundo. O irmão quase não acreditou quando ele avisou que Diego estava em casa. Diego dormia em seu berço, e Demetria caminhava pelo jardim, tranqüila, quando uma carruagem preta se aproximou.

Joseph: Demetria. – Murmurou correndo até a mulher. Demetria correu ao encontro dele, e quando se chocaram, ela se abraçou a ele, que a beijou, cheio de saudades. Nicholas preferiu ficar na carruagem, não queria interromper. Joseph deu ordens pra que ele fosse na frente. Selena estava em seu quarto, quando duas mãos firmes lhe cobriram os olhos.

Nicholas: Se adivinhar quem é, ganha um beijo. – Murmurou no ouvido dela, e sorriu olhando a pele da mulher se arrepiar, enquanto ela sorria.

Selena: Hum... Sr. Jonas, talvez. – Disse entrando no jogo. Nicholas riu gostosamente – Que saudade de você. – Disse se virando pra ele, atirando-se em seu pescoço em seguida. Nicholas cambaleou pra trás e caiu de costas na cama, com Selena em sua barriga. Ela sorriu e o beijou, com saudade. Tudo estava bem.

Naquela tarde, casais se embolaram nos quartos da mansão Jonas. A paixão podia ser sentida entre as paredes. E assim foi por dias. O amor, a paz, a tranqüilidade e a paixão reinavam naquele lugar. Mas não é só alegria de pobre que dura pouco. A dos ricos também tem data de término.

Nicholas: Vai!

Selena: Não vou. – Virou o rosto

Nicholas: Vai, minha princesa. – Insistiu, mimando ela

Selena: Não, meu neném. – Sorriu, entrando no jogo

Nicholas: E porque você não quer ir, minha vida? – Perguntou, prendendo o riso, só que Selena não aguentou e riu.

Selena: Eu vou. Mas me espera.

Nicholas: Sempre. – Disse, fingindo bocejar

Selena: Ridículo. – Ela bateu no peito dele, que riu e agarrou ela, dando-lhe um cheiro no pescoço.

Nicholas ia passear com Selena pela cidade. Mas ele insistia que ela usasse um xale, que lhe tampasse mais o decote, e ela não queria ir buscar. Por fim ela foi sobre os olhares dele, que ficou sorrindo a espera dela. Selena o encantava. Seu sorriso se fechou em choque quando uma visitante entrou pela porta da frente.
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XXXX²: Nicholas. – Disse, observando-o do portal.
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Selena tinha buscado o xale, e voltou, parando no parapeito da escada. Parou de sentir as pernas. A visitante avançou pela sala e abraçou Nicholas com vigor. Selena empedrou onde estava. A visitante ergueu os olhos pra Selena, e a encarou por um breve momento.
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A imagem que Selena viu, sob o ombro de Nicholas:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB6zalHFrPgoIbTPBJTdjqLUdEFXomZsWdgM9pPYy7DxOUIG_rdzUrfGXtJvzMlw4x0p8-_PHFrpdztdqgxJDgIW3HZwJA2af2mFOrJIDtDoh1JF-3LKCqtbrQg8Va25bLyUw_FfqfIVU/s1600/Oscar+2013III.jpg

Selena observou aquela mulher ali, agarrada a seu marido. Lembrou-se de cada palavra de Nicholas. Olhos verdes, de ressaca. Olhos de cigana, obliqua e dissimulada. Se vestia com um vestido vermelho sangue. Seu cabelo era de um castanho médio, liso, caindo até o meio das costas, com cachos nas pontas. Era o quadro do terceiro andar que criara vida e estava ali. O xale que segurava escorregou dentre os dedos de Selena sem que ela percebesse, e caiu levemente no chão. Samatha ainda a olhava. Mas o preto dos olhos de Selena procurou outra coisa. Nicholas. Quando conseguiu olhar o rosto dele, sua expressão era chocada, confusa, atordoada. Mas Selena viu, algum tempo depois, quando a mão dele retribuiu o abraço de Samatha, afagando-a pelas costas, acolhendo-a em seu peito. O pulmão de Selena trancou ao ver aquilo, e ela sentiu cada pedaço de seu corpo endurecer.

Joseph: Selena! – Chamou, aparecendo no corredor. A loura não se virou – Estava procurando você. Quero saber se quando a Demi... – Ele parou ao ver a cena no andar debaixo – Samatha. – Constatou, incrédulo

Joseph não gostou nada daquilo. Justo agora, quando ele achou que o assunto de Samatha estava enterrado junto com ela, justo quando a paz estava controlando, acontecia aquilo. Ele e Selena ficaram parados, um do lado do outro, empedrados, ambos afogados em desgosto pela visitante.

Samatha: Ora, Joseph! – Ela se soltou de Nicholas, que se virou. Um choque passou pelo verde dos olhos dele ao ver Selena ali.

Mas havia outro sentimento no olhar dele, um sentimento que era imensamente maior que o choque. Selena conhecia esse sentimento, pois havia dele em abundancia em seu peito. Era saudade. A voz de Samatha era envolvente, um tipo de voz que fazia qualquer pessoa perder o fio da conversa. Era doce, atraente. Samatha tinha um corpo farto, moldado pelo vestido.

Samatha: Casou-se com ela, no fim. – Acusou, virando-se pra Nicholas, como se Selena fosse um ser que não merecesse respeito.


Nicholas: Eu... eu não... – Ele tentou formular a resposta. Ia renegar Selena, ela sabia. Sentiu o ódio recobrando cada pedaço do seu corpo. Sua maxilar estava trancada como pedra.

Joseph: Nicholas. – Chamou, duro, enquanto descia as escadas – Pode me acompanhar? – Não era uma pergunta. Era uma ordem.

Nicholas foi com Joseph, que o guiou ao escritório, fechando a porta. Samatha olhou Selena em cima a baixo, e sorriu, debochada. Selena ergueu o rosto e manteve o olhar da mulher no andar debaixo. Com certeza nada de bom sairia dali.


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Creditos Samilla Dias

Original Sin - 33 Capitulo

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Selena cuidou de Demetria. A irmã não queria fazer nada. Empacou no quarto de Diego, na cadeira de balanço, se curvou em bola e nada fazia ela falar. Selena encheu o saco até que conseguiu fazer ela ir tomar um banho. Pediu a Rosa que preparasse um chá calmante e BEM forte, a empregada obedeceu. Enquanto Demetria estava no banho e o chá estava sendo preparado, Selena tomou o seu banho, com a cabeça longe, imaginando onde Nicholas estava. Vestiu sua camisola, e seu hobbie, que iam até os pés (ambos de seda preta), e foi atrás de Demetria. A ruiva tinha uma aparecia doentia. Se vestiu com uma camisola de algodão branco e se deitou. Até o cheiro do chá que Rosa trouxe dava sono, imagine bebe-lo. Demetria engoliu o liquido, e entre lágrimas, dormiu. Selena velou o sono da irmã por horas a fio. Depois, cobriu ela e saiu. Estava amanhecendo, quando cavalos pararam a trote na frente da mansão.

Selena: E então? – Perguntou, desolada

Nicholas: Ainda nada. – Disse, desanimado

Joseph: Demetria? – Perguntou com a voz abalada

Selena: Eu cuidei dela. Dei um chá calmante, agora ela ta dormindo. – Joseph assentiu e foi ao encontro da esposa.

Nicholas e Selena foram pro quarto dos dois. A mansão parecia morta, fúnebre, sem o choro de Diego correndo pelos cômodos. Nicholas tomou um banho, vestiu sua roupa de dormir, foi quando Selena foi até ele.

Selena: E você? – Perguntou, se aproximando

Nicholas: O que tem eu? – Perguntou, erguendo o rosto pra ela.

Selena: Me faz mal ver você assim. – Assumiu, impotente.

Nicholas: Venha aqui. – Ele tocou sua coxa de leve, e Selena se sentou no colo dele – Não se preocupe comigo. Eu vou sobreviver. Eu sempre sobrevivo. – Selena fez uma careta, e ele sorriu.

Em algum lugar, longe dali, uma morena brigava com um casal bravamente.

Maite: Você me disse que era só pra assustar Joseph! – Rugiu, furiosa – Disse que devolveríamos o menino, sadio!

XXXX² - Eu disse, mas mudei de idéia, por Deus, Maite. – Disse, revirando os olhos. O homem riu.

Maite: Não vão matar o menino. Eu não vou ser a responsável por isso. – Concluiu

XXXX: Deixe que ela fique com o ele. Pelo menos por enquanto. Podemos observar o sofrimento de Joseph um pouco. – A mulher sorriu, parecia gostar da idéia.

XXXX²: Pois então, fique com ele. Sua razão de vida e alegria. Você é ridícula, Maite. – Disse antes de sair. O homem a acompanhou.

Maite: Está a salvo, pequeno Diego. Não deixarei que nada lhe aconteça. – Disse, acariciando a face do menino. O par dos olhos de Joseph a observou, no rosto do pequeno bebê.

Os dias se passaram a fio. Não havia sinal de Diego, em lugar nenhum. A situação na mansão Jonas era desesperadora.

Nicholas: Eu vou com você, então nós... – Disse agitadamente, entrando as pressas em casa

Demetria: O que houve? – Perguntou, ansiosa, indo até Nicholas e Joseph.

Joseph: Achamos um rastro. Tá levando pro sul, nós achamos que ela está indo pra Forks. Eu vou atrás dela. – Disse, decidido

Demetria: Tome cuidado. – Pediu, atordoada. Não agüentaria perder Joseph agora.

Joseph: Eu vou achar ele, Demi. Nem que seja a ultima coisa que eu faça, eu vou trazer ele de volta pra você. – Disse sério, olhando a mulher. Demetria se atirou nos braços do marido e o beijou apaixonadamente. Não sabia quando ia poder fazer aquilo de novo.

Longe dali...

XXXX: Eles vão seguir o rastro. Vão ganhar uma viajem grátis a Forks. – Riu, divertido

XXXX²: Qual o seu problema, Maite? – Perguntou, irritada

Maite: Eu não gosto disso. Não gosto. – Disse, ninando o menino

XXXX²: Uma prostituta com instinto maternal. – Disse melancolicamente – Francamente.

Os dias foram se passando, e dois se completaram. Após a ida inútil a Forks, Joseph seguiu a Portland, e Nicholas a Port Angeles. Diego não estava lá. Demetria estava adoecendo de saudade do marido e do filho.

Selena: Demi, carta do Joseph!


Demetria: Lê pra mim. – Pediu, quieta, mas seu olhar era um tantinho animado.
“Demetria.

Estou em Portland há 2 semanas. Nosso bebê não está aqui. Segundo me informaram, há indícios de que ela tenha ido a Utah. Eu estou indo pra lá amanhã de manhã. Se não houver nada, voltarei a Seattle, pra começar do zero. Tenho esperanças, minha Demi. Vou encontrar nosso filho. Toda noite, antes de dormir, sinto falta de você, da sua voz, do seu corpo. Conto os segundos pra esse pesadelo acabar. Eu te amo.
Esperando que esteja bem,

Joseph.”

Demetria: Utah? – Seus olhos estavam inundados, e sua sobrancelha, franzida

Selena: Nevada. – Constatou.

Demetria: Ele está longe. Mais longe que eu pensei. – Ela disse, e as lágrimas transbordaram.

Selena não sabia mais o que dizer a irmã. Longe dali...

XXXX²: Estou cansada desse joguinho. – Disse, soprando o ar do cigarro – Sairemos amanhã de manhã, e quando voltar, eu quero esse assunto resolvido, Maite. – Disse, fria.

Maite olhou preocupada pro bebê. XXXX o mataria, caso a própria Maite não o fizesse. Tinha se apegado ao menino nesses dois meses. Não era capaz de faze-lo. Ah, pobre Diego.

Mais dias se passaram. Nada de noticias. Selena estava andando pela fazenda. Sofria pela saudade do marido. Quando passou pelo estábulo, um cavalo branco, alvo como nada mais relinchou pra ela.

Selena: Ah, Seth. – Ela foi até o cavalo, acariciando lhe a crina. Seth pareceu gostar de ver a dona. – Não... – Ela se afastou quando o cavalo se abaixou, dando a ela espaço pra montar. – Eu também sinto saudade. – Disse, sincera. O cavalo continuou abaixado.

Mas porque não? Sentia saudade de Nicholas, de Gregg, de Diego. Sua vida estava um caos. Se ela ainda tinha Seth, porque não? Ela colocou a cela no cavalo, que pisou no chão, animado. Montou nele, e saiu, a galope baixo. Mas Seth queria mais. Selena sorriu, e cutucou ele com a pontinha da bota. O cavalo disparou, feliz. Selena se sentiu viva de novo. O vento frio bombardeava seu rosto, seu cabelo voava no vento. Enquanto galopava, se lembrou mentalmente que nunca chegara a outra extremidade da mansão Jonas. Ela guiou o cavalo, e avançou. Tinha que ter um final. Aquele lugar era enorme. Alguns empregados viravam-se pra olha-la quando ela passava, e nada do final da fazenda chegar.

Maitê: O que eu vou fazer com você? – Murmurou, cansada, após pular o enorme muro da mansão – Não posso deixar aqui. Podem haver cachorros. Insetos, cobras. Ah, Diego. – Murmurou pro bebê, atordoada.

Selena estava desistindo de achar a outra ponta da mansão, quando viu uma mulher embrenhada nas arvores. Tinha cabelos pretos que batiam nas costas. Era branquinha, pálida. Usava um vestido simples, nada comparado aos vestidos simples de Selena. Em seu braço havia uma trouxinha azul.

Selena: Diego. – Murmurou pra si mesma, enquanto atiçava Seth, que se lançou pra frente – EI! – Berrou, descendo do cavalo as pressas. Maitê se virou, assustada – Não fuja. – Avisou, avançando. – Selena usava um vestido azul fumê, e duas luvas curtas, que eram usadas pra montaria. A morena parecia apavorada, agarrada ao bebê.

Selena se preparou pra gritar, mas Maitê avançou pra ela calmamente, como quem ergue uma bandeira de paz.

Selena: Quem é você? – Perguntou na defensiva – Porque levou o menino?!

Mas Maitê apenas balançou a cabeça negativamente. Seus olhos estavam cheios d’agua. Ela ofereceu o menino a Selena, que o carregou, confusa.

Selena: O-obrigado. – Disse, rouca pela surpresa

Maite: Me perdoe. – Murmurou. Ela olhou Diego por uma ultima vez, e em seguida fugiu, deixando Selena confusa, e atônita. Não sabia porque, mas sentia pena daquela mulher.

Selena abraçou Diego, que pareceu conhecer a tia. Em seguida montou em Seth, e segurando o cavalo com apenas uma mão, por estar com Diego na outra, disparou de volta a mansão. O menino não pareceu se incomodar com a velocidade, aparentemente sabia que estava segura nos braços de Selena.





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Creditos Samilla Dias

terça-feira, 3 de junho de 2014

Original Sin - 32 Capitulo

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O tempo passou, e a mansão Jonas podia ser considerada um lugar feliz. Apenas uma coisa atrapalhava. Selena não engravidou. Estava absolutamente frustrada com isso. Se enchia de esperanças, e então sua menstruação chegava, e ia tudo por água abaixo. Ela se irritava, chorava, mas o bendito filho não vinha. Nicholas a tranquilizava, lhe dizendo que eles tinham todo tempo do mundo pra conseguir o bebê, mas algo dentro do coração dela lhe dizia que não, que não havia todo esse tempo. E ela queria esse filho. Ela o desejava com cada fibra do seu ser. Agora eles estavam chegando ao restaurante mais fino da cidade, pra comemorar 6 meses do nascimento do herdeiro. Essa data só fez Selena se deprimir mais ainda. Diego estava em seu carrinho de bebê, preto, alto e elegante, entre a mãe e o pai. Eles conversavam animadamente enquanto não jantavam, e riam, até que aconteceu.

Joseph: Então nós pensamos em ir atrás de vocês, estávamos preocupados, ai vocês apareceram. – Citou o dia de São Valentim, em que N&S “sumiram” em sua caminhada. Nicholas riu, e Selena lhe deu um belo cutucão no estomago.

Nessa hora, uma mulher se esbarrou com um casal que passava, que se bateu fortemente com o garçom, que tombou pro lado, batendo-se em Suri e Théo. O Alvoroço foi total. O garçom, envergonhado e amedrontado por ter interrompido o jantar dos Jonas, pediu desculpa mil vezes. O casal se desculpou e saiu. Tudo estava bem. Ou quase. Faltava alguém.


Demetria: MEU FILHO! – Gritou, se levantando, ao olhar pro carrinho de bebê. Diego não estava mais lá.

Joseph: Que? – Virou-se assustado pra mulher, em seguida pro carrinho do filho. – MANDE TRANCAR TODAS AS PORTAS, AGORA! – Rugiu, virando-se pro gerente. O homem assentiu, nervoso, e deu ordens pra lacrarem o enorme restaurante.

Joseph, Demetria, Selena e Nicholas se espalharam entre as mesas, procurando. Mas foi inútil. Diego não estava mais lá. Selena estava se desesperando, quando ouviu o choro do menino. Ela se virou, e o viu nos braços de uma mulher alta, bonita, de cabelos pretos, que avançava apressadamente pra saída.

Selena: NICHOLAS! – Berrou, olhando o marido. Quando Nicholas olhou, viu só a sombra do vestido verde-musgo, luxuoso, que Selena usava. Ele disparou atrás dela.

Selena correu atrás da mulher, mas ela era rápida. Ouvia os passos de Nicholas vindo atrás de si, mas não podia se dar ao luxo de perde-la de vista. Essa perseguição durou até os fundos do restaurante. Lá, misteriosamente, o choro de Diego se silenciou, e a mulher já não estava.

Selena: Meu Deus, não. – Murmurou pra si mesma, correndo o local com o olhar, mas não havia ninguém.

Nicholas: Selly? – Perguntou, arfando, quando alcançou ela.

Selena: Levaram ele, Nicholas. – Respondeu, ofegando. – Eu... eu vi. Uma mulher, ela me viu, mas não parou de correr. Eu-eu conheço o choro do Diego. Ela sumiu. – Disse, desolada

Nicholas: Calma. A gente vai achar ele. – Prometeu, tentando tranqüilizar a esposa, mas não era fácil, Selena estava desolada. Pobre Demetria. Pobre Joseph. Pobre Diego.

Demetria estava desolada. Seu bebê... Ah, Deus. Nicholas levou ela, Selena e as crianças até a carruagem, precisavam ir pra casa. Selena nunca recuperou sua cor sadia após a surra que levou de Nicholas, continuou pálida, mas hoje sua cor era caótica.

Nicholas: Me prometa que vai ficar bem. – Pediu, tirando seu terno e pondo em volta do ombro dela.

Selena: Eu prometo. – Disse, rouca, se abraçando-se ao marido.

Nicholas: Cuide de Demetria. Tente acalma-la. Tê-la assim não vai ajudar. – Selena assentiu, com o rosto no peito do marido.

Selena: Encontre ele, por favor. – Implorou, erguendo o rosto pra ele. Nicholas assentiu.

Nicholas: Fique tranquila, vai dar tudo certo. – Ele ajeitou o terno nela – Agora vá. Eu preciso ajudar Joseph. – Selena assentiu, e Nicholas se curvou sobre ela, beijando-a docemente. Após isso Selena subiu na carruagem, e Nicholas observou enquanto ela sumia pela estrada. Em seguida se virou, e foi atrás de Joseph.

Joseph: Pro diabo com os processos que estão pendentes, encontrem o meu filho. – Rosnou, furioso. Nicholas nunca vira Joseph assim.

Delegado: Sr. Jonas, nós precisamos de um prazo de 48 horas pra mandar os nossos homens saírem a busca... – Interrompido

Joseph: Eu vou ser objetivo. Eu quero TODOS os seus homens na porta dessa delegacia em 10 minutos. Sequestraram o meu filho. É obrigação de vocês encontra-lo. – Ele respirou fundo – Dez minutos. – Lembrou, e saiu. O delegado nada mais pode fazer além de mandar convocar seus homens.

Em algum lugar, longe dali, uma morena entrava no quarto de um hotel carregando um Diego adormecido no colo.


XXXX: Até que enfim. – Retrucou uma voz masculina, vendo-a fechar a porta.

Maite: Não foi fácil, quase me pegaram. – Disse baixo, pra não acordar o bebê.

XXXX²: Mate o menino. – Ordenou, fria, agora uma voz de mulher, que entrava no quarto pela porta do banheiro.


Selena estava na carruagem, consolando Demetria, quando ouviu o trotar furioso de cavalos do lado de fora. Ela olhou pela janela, e era Nicholas. O cocheiro parou a carruagem, e Nicholas a alcançou.

Selena: O que houve? – Perguntou confusa, descendo da carruagem

Nicholas: Preciso que você venha comigo.

Demetria: Porque? – Perguntou, com a voz embargada

Nicholas: Ela viu a mulher que levou o Diego. Preciso que descreva ela. – Selena assentiu – Logo ela estará com você, Demetria.

Logo a carruagem seguiu seu rumo. Nicholas deu apoio pra Selena, que sentou de lado no cavalo, e ele se sentou atrás dela, pegando as rédeas. Então o cavalo estava voando, deixando poeira atrás deles. Selena nunca tinha cavalgado com Nicholas. Era... diferente. As costas dela estavam amparadas no peito largo dele, e ela sabia que aquele era o lugar mais seguro do seu mundo, mesmo parecendo que o cavalo ia levantar voo. A noite era fria, e o vento parecia ter a intenção de cortar o rosto dos dois. Nicholas passou o rosto pelo dela brevemente, e ela sorriu com aquilo. Num piscar de olhos estavam na delegacia. Selena descreveu Maite minuciosamente. Quando saiu da delegacia, se assustou. Havia um batalhão ali. Policiais, empregados da fazenda, gente que ela nunca viu.

Joseph: E então? – Perguntou, quando Nicholas se aproximou, segurando a mão de Selena

Nicholas: Está pronto. – Joseph assentiu – Vou leva-la pra casa. Demetria precisa dela. – Uma faísca de preocupação passou pelo olhar de Joseph, e depois o ódio tomou conta. Ele assentiu novamente, e Nicholas saiu com Selena.

Mais uma vez a sensação de voar. Só que dessa vez Nicholas segurou a rédea do cavalo com uma mão, e a cintura de Selena com a outra, acariciando-a possessiva e distraidamente. Ao chegar na mansão, ela o beijou novamente e foi cuidar da irmã. Nicholas voltou a cidade, e liderou com Joseph os homens. Varreram Seattle em peso. Nem sinal do Herdeiro. 




Não resistir, tive que fazer o teste pra ver como seria nosso Baby Diego. kkkkk
O que Acharam? 


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Creditos Samilla Dias

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Original Sin - 31 Capitulo + Divulgação

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Perto dali, Nicholas tinha resolvido fazer companhia a mulher. Tirou a camisa, os sapatos, e foi até lá, mergulhando de ponta na agua, mergulhando até ela. Quando chegou a esposa, a segurou pela cintura, e a puxou. Selena gritou com o susto.

Selena: Nicholas! - Gritou, pondo a mão no peito - Que susto! - Ela jogou agua nele, que riu, se esquivando

Nicholas: Não faz assim que eu me apaixono. - Disse, entre o riso, tapando o rosto com a mão

Selena: Você é um grande idiot... AAAAAI! - Berrou, pulando pro colo dele. Nicholas segurou ela, ainda rindo

Nicholas: Quê? - Perguntou, amparando a esposa

Selena: Tem... tem um peixe aqui! QUE ABSURDO! - Gritou, se agarrando a ele. - Tá rindo de que? UU' - Perguntou, ao ver Nicholas rir mais ainda

Nicholas: Selly, olha ali. - Apontou pro peixinho minúsculo que nadava perto deles

Selena: Não devia ter peixes aqui. - Resmungou, ainda no colo dele

Nicholas: Há toneladas de peixes na agua. - Disse, se abaixando um pouco - Ó. - Ele pegou uma pocinha de agua na palma da mão, trazendo o peixe pra mostrar a ela

Selena: SAI! - Berrou, se apertando ao pescoço dele - TIRA DAQUI, PÁRA NICHOLAS! - Pediu, ao ver ele se aproximar dela com o peixe. Joseph e Demetria riram da cena, de longe.

Nicholas: Pronto, minha escandalosa. - Disse pondo o peixe na agua de novo

Selena: Estúpido. - Acusou, vendo o peixe se afastar.

Nicholas se afastou do local do peixe, se afastando pra outra beira do rio. Ele encostou ela na pedra enorme que havia ali. Selena, apos verificar a agua clara ao seu redor, pôs os pés no chão. Mas não houve tempo de falar. Nicholas, após prensar ela na pedra, a beijou com gana, e não havia mais nada pra ser dito.

Selena: Nicholas, não! - Gruniu, corando, e se soltando do beijo dele, ao sentir as mãos dele invadindo seu maiô.

Nicholas: Quê? - Murmurou, descendo os lábios pela pele molhada do pescoço dela, vendo-a se arrepiar.

Selena olhou por cima do ombro. Demetria conversava distraída com Joseph, e Suri e Théo brincavam na cachoeira. Ninguém estava olhando pra eles. Ainda assim, Nicholas devia estar louco.

Selena: Pára! - Pediu de novo, afastando as mãos dele

Nicholas: Mas porque?

Selena: Não é o nosso quarto. - Disse, após puxar o rosto dele com as duas mãos, fazendo-o encara-lo.

Nicholas: Eu sei que não. - Disse, divertido, puxando as pernas dela, pra coloca-las em volta de sua cintura. Selena arregalou os olhos, puxando as pernas - Qual o seu problema?

Selena: Eu que pergunto! - Rosnou, completamente ruborizada. Nicholas se deliciava com a vergonha dela - Olha a Demi e o Joseph, olha as crianças!

Nicholas: Não me quer? - Perguntou baixinho, perto do ouvido dela, mordendo aquele pedaço de carne em seguida. Selena amoleceu com a pressão que ele pôs em sua cintura ao dizer isso.

Selena: Q-quero. - Murmurou de cabeça baixa, com os olhos entreabertos. Nicholas sorriu, vitorioso - Mas não aqui, nem agora! - Ela empurrou ele de novo, que riu

Selena se embolou com Nicholas na agua, querendo se soltar. Conseguiu uma mão, mas ele se aferrou a sua cintura e ao outro braço. Ela, após muito se puxar, jogou uma mão de agua no rosto dele. A agua entrou no nariz de Nicholas, e ele soltou ela, pondo a mão no nariz. Ela se jogou na agua, e disparou nadando. Henry lhe ensinou isso muito bem.

Nicholas: Selly, eu não terminei, volta aqui! - Chamou, rindo. Selena parou, de longe, pra olha-lo. Ele fez uma cara maliciosa pra ela e se jogou na agua, mergulhando em direção a mesma. Selena arregalou os olhos e voltou a nadar, ciente de que ele a alcançaria. É, ele só podia ter enlouquecido mesmo.

Coloque a cabeça em meu travesseiro,
Eu sentarei ao seu lado na cama;
Você não acha que está na hora
De dizermos algumas coisas que não foram ditas? ♫


Nicholas: Parou? - Perguntou, subitamente calmo, em pé dentro d'agua.

Selena: É sério? - Perguntou, ainda recuando

Nicholas: Sério, parei. - Ele sorriu, fazendo ela se perder no sorriso dele - Mas só se você me der um beijo. - Ele fez um biquinho fofo, fazendo ela rir.

Selena foi até ele, e o beijou levemente. Nicholas sorriu dentre o beijo. Quando ela o soltou, ele balançou a cabeça negativamente e se jogou por cima dela. Os dois afundaram na agua, e submersos, ele lhe tascou o maior beijão. Selena adorou. Beijar debaixo d'agua era uma das melhores coisas que ela já tinha provado.

Nunca é tarde para voltar àquele lugar,
De volta pelo caminho que nós estávamos;
Por que você não olha para mim
Até deixarmos de ser estranhos?


Nicholas: Quer andar um pouco? - Perguntou, tirando o cabelo do rosto dela, quando voltaram a superfície. Selena assentiu, e se abraçou a ele.

N&S saíram da agua. Selena amarrou uma saída de praia que ia da cintura até o chão. Nicholas vestiu sua camisa. Os dois avisaram que iam caminhar, e saíram. Estavam distante quando Selena se tocou de uma coisa.

Selena: Amor, porque você disse que íamos demorar mais ou menos uma hora? É tempo demais. - Perguntou, distraída.

Nicholas: Bom, seu problema era privacidade. - Ele olhou em volta - Aqui não tem ninguém. - Ele se voltou pra ela, sorrindo

Às vezes é difícil de me amar,
Às vezes é difícil de te amar também,
Eu sei que é difícil de acreditar
Que o amor pode nos salvar ♫


Selena: O que? - Ela olhou em volta. Realmente, só haviam arvores, estavam longe da cachoeira. - Nicholas! - Ela recuou, ao perceber a intenção dele - O que você tem hoje? - Nicholas riu

Nicholas: Não mandei você por esse maiô. Ele te expõe tanto. - Ele passou a mão pela alça do maiô dela, puxando-lo levemente pro lado, e tocando o ombro nu dela - Ninguém devia andar desse jeito. É tentador demais. - Ele se aproximou mais dela.

Selena: Pode parar. - Ordenou, passando a mão no cabelo que pingava agua, jogando-o pra trás

Nicholas: Eu nem comecei ainda. - Ele sorriu do jeito de menina dela, e encostou seu corpo no dela. Nicholas era um nadinha mais alto que ela. - Tudo em você me provoca, Selly. - Ele disse, passando o rosto pelo dela - Cada pedaço, tudo me excita. Estar perto de você é como tocar em fogo. Queima. - Elogiou, acariciando o pescoço dela possessivamente

Selena estremeceu com o elogio. A pele dele emanava calor sob a sua. Ela viu quando ele aproximou o rosto do dela, e fechou os olhos. A próxima coisa que sentiu foi os lábios dele pressionando os dela gentilmente. "É assim que começa.", ela se lembrou, mentalmente. Então, antes que não pudesse mais, se afastou dele.

Seria tão mais fácil viver sem problemas
Então apenas me abrace, querida
Até deixarmos de ser estranhos. ♫


Selena: Nicholas, não! - Ela se soltou do abraço dele, recuando

Nicholas: Porque você torna tudo tão difícil? - Perguntou, abrindo os primeiros botões da camisa. Que diabo, ele não ia desistir?

Selena: Porque não é fácil! Você só pode ter enlouquecido. - Acusou, enquanto colocava a alça do maiô no lugar

Nicholas: É fácil, sim. Me deixe te tocar, e daqui a minutos você vai perceber o quanto é fácil. - Disse calmamente, e ela ruborizou.

É difícil encontrar o perdão
Quando apagamos as luzes ♫



Nicholas se aproximou mais de Selena, pronto pra ataca-la, e ela fez o que seu instinto mandou: correu. Ele riu enquanto via ela sumir dentre as arvores. Se ela queria que fosse assim, seria assim, pensou enquanto disparou atrás dela. Selena não conseguia deixar de rir. Ali, correndo desembestada entre as arvores, se sentia uma menina brincando de pic-esconde. Nicholas, ouvindo o riso da amada, sorria. O dia não estava ensolarado, porém as nuvens não eram tão carregadas. Pode se dizer que aquele era o tempo bom em Seattle. Minutos depois Selena parou, ofegando e rindo, e arqueou. Correra demais, seu peito doía.

Selena: A... - Ela ofegou - Nicholas? - Olhou em volta das arvores. Estava sozinha. - Mas era só o que me faltava. - Murmurou pra si mesma - NICHOLAS? - Chamou, enquanto voltava de onde tinha vindo, olhando pros lados

Nicholas: Sim, ma petit? - Respondeu, divertido, aparecendo atrás dela, que gritou. - Peguei você. - Concluiu, sorrindo de canto

Selena: Ok, me pegou. - Disse, recuando - Tudo bem. Em casa, a noite. - Impôs, inutilmente. Nicholas riu gostosamente, e avançou, prensando ela em uma arvore.

Nicholas: Aqui. Agora. - Ele encarou ela, e ela se perdeu no verde dos olhos dele. Mas ainda assim, o empurrou - Não me obrigue a te forçar.

Selena: Não me obrigue a gritar. - Rebateu, encarando-o

Nicholas: Como se alguém fosse te ouvir. - Ele sorriu da inocência dela - Nós queremos um filho, então precisamos tentar. - Observou, enquanto cobria o pescoço dela com a boca, sedentamente. Selena arqueou a cabeça ao sentir a língua dele tocar-lhe a pele.

Nicholas: Não sinta vergonha de mim. Sou seu marido. - Murmurou perto do ouvido dela - Eu conheço cada centímetro do seu corpo, detalhadamente. Cada sinal. Não há nada que eu não tenha visto, tocado ou beijado. - Selena tentou aceitar, mas o rubor era maior. - Vamos, me beije. - Pediu, virando o rosto pra ela. - Me beije, Selly. - Insistiu. Selena humedeceu os lábios, completamente corada. O encarou por um segundo, e ele a incentivou com o olhar. Ela respirou fundo, e sabendo que não tinha saída, se inclinou pra beija-lo, completamente envergonhada. Os lábios dela tocaram o dela suavemente. Nicholas sorriu, e a guiou, invadindo a boca dela com a língua avidamente.

Os dois se beijaram por minutos a fio. As mãos de Nicholas abriram a saída de praia dela, que caiu no chão. Mas ele ainda sentia Selena muito tímida pressionada sobre si.

Nicholas: Tire a minha camisa. - Pediu, paciente, olhando ela. Selena fez uma careta, e ergueu as mãos, desabotoando o resto da camisa dele, nervosamente - Calma. - Ele segurou a mão dela, e ela o encarou - Nós temos tempo. - Ela assentiu, e voltou a soltar a camisa, só que mantendo mais calma. - Assim. - Ele passou os lábios entreabertos pelo colo dela, que foi relaxando - Agora, o seu maiô. - Pediu, sorrindo de canto

É difícil dizer o quanto se está arrependido
Quando não diferenciamos o certo do errado ♫

Selena: Que? - Perguntou, rouca

Nicholas: Seu maiô. Tire-o. - Insistiu, observando-a - Não sinta vergonha de mim, petit.

Selena controlou sua respiração. Já havia feito aquilo várias outras vezes. Tudo bem, que nunca foi com tanta claridade, nem naquele lugar, mas ainda assim, estava agindo como uma menina. Ela tirou o cabelo da nuca e abaixou o rosto, puxando a alça do maiô. Nicholas sorriu com a determinação dela. Selena, após tirar o maiô do pescoço ela ergueu o rosto, cheia de dignidade, e sorriu pra ele. Nicholas suspirou e atacou ela. Dessa vez não havia calma em seus movimentos. Precisava dela urgentemente. Selena arfou durante o beijo, inclinando a cabeça pra trás ao sentir a mão dele tocar-lhe firmemente a intimidade, testando-a. Ele observou a mulher com fascinação. Vendo que ela estava pronta pra ele, ele terminou de tirar o maiô dela, tirou sua bermuda, carregou-a e a invadiu. Selena gemeu alto ao sentir isso.

Seria tão fácil passar a vida inteira se divertindo;
Então vamos resolver isso,
Não há razão para mentirmos. ♫

Nicholas: Está tudo bem, não está? - Perguntou, arfando, preocupado com ela

Selena: Es...está. Me dê um segundo. - Pediu, tentando se acostumar ao marido. Mesmo com o tempo, Nicholas ainda era grande demais pra ela, e ela sabia que isso nunca ia mudar.

Nicholas esperou, se torturando, mas deu o tempo que ela precisava. Só quando Selena o beijou, avisando que estava pronta, ele pôs-se a mover, agressiva e ritmadamente. Selena se segurou no ombro dele, com os olhos cerrados. O tempo se passou, e aquela campina era só Selena e Nicholas. As costas de Selena se arrastavam pelo tronco da arvore, mas ela nem ligava, não quando Nicholas estava abraçado a ela, possuindo-a violentamente. Sentia seu deleite chegando, se aproximando, e sabia que ele também estava assim, quando ele parou de se mover e, arfando, deixou ela.

Me diga quem você vê quando você olha em meus olhos;
Vamos unir os nosso corações novamente,
E os pedaços estarão espalhados pelo chão. ♫


Selena: O que...? - Ele não deixou ela terminar

Nicholas: Vire-se. - Pediu, com a voz fraca, Selena o encarou, confusa - Vamos, Selly. - Não havia tempo, não agora.

Selena, confusa e frustrada, virou-se de costas pra ele, amparando a testa na arvore. Ela sentiu Nicholas lhe abraçar, e amparar o rosto em seu ombro. Então sentiu o marido colocar-se, lentamente, a invadi-la novamente. Lentamente demais pra ele. Selena franziu a sobrancelha percebendo o que Nicholas estava fazendo. Engoliu em seco, mas não questionou. Confiava nele. Aquilo era...diferente.
Doía um pouco.

Nicholas: Selly? - Perguntou, arfante, após juntar-se completamente a ela.

Selena: Tá... tá tudo bem.

Nicholas se moveu novamente, menos agressivamente dessa vez. Mas foi só pra ela se acostumar. Logo os dois se movimentavam juntos, e os gemidos eram claros ali. Tempos depois Selena desfaleceu, e após um nada Nicholas foi junto a ela. Ele amparou ela, tentando se recuperar. Selena estava amparada na arvore, confusa, e principalmente satisfeita. Nicholas, vendo que ela estava bem, vestiu-se e pôs o maiô dela, deixando a alça do pescoço solta.

Selena: Você é louco. - Acusou, ruborizada após colocar o maiô no lugar, abraçando o marido, que riu.

Faça amor comigo, baby
Até que não sejamos mais estranhos,
Nós não somos mais estranhos ♫


Selena vestiu sua saída de praia e, abraçada ao esposo, voltou caminhando a cachoeira. Tinha na cabeça a certeza de que nunca se esqueceria desse dia dos apaixonados.





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Creditos Samilla Dias

Original Sin - 30 Capitulo

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Nicholas: E o feriado? - Perguntou a noite, dias depois, a Joseph.

Joseph: Estava justamente pensando nisso. - Confessou, olhando o irmão - Tem uma cachoeira perto de La Push, dizem que quase ninguem vai lá, pelo frio, mas que é um lindo lugar.

Nicholas: Cachoeira? - Perguntou, tentando se lembrar

Suri: Feriado? - Perguntou, virando-se pra Selena. Não sabia da existência desse feriado.

Selena: Dia de São Valentim. - Suri fez uma cara confusa

Demetria: Assim. - Começou, enquanto ninava Diego - Diz a história que a tempos atrás, na época do Imperador Cláudio II, ele proibiu todos os casamentos, porque queria montar um exercito invencível, e os homens se tornam vulneráveis quando amam. - Joseph sorriu de canto, olhando a esposa.

Selena: Então, como fora mandado, os casamentos foram cancelados. Apenas um padre se negou. Ele continuou casando os jovens escondidos. Seu nome era Valentim. - Continuou.

Demetria: Ele casou as pessoas continuamente, dia após dia, até que foi descoberto. Ele foi preso, julgado, e condenado a morte.

Selena: Enquanto ele estava preso, jovens iam até a prisão, e jogavam flores pra ele, presentes. Um dia, uma jovem entrou lá. Ela era cega. Eles se apaixonaram perdidamente um pelo outro, e o amor dele, milagrosamente, devolveu a visão dela. - Disse, lembrando-se das diversas vezes em que Helena lhe contou essa história - Ele conseguiu escrever uma carta de amor pra ela, e no final, ele dedicou "Do seu Valentim".

Demetria: Bom, ele morreu. - Suri fez uma careta - Porém, o amor dele e da jovem se tornou lenda. E dai veio o dia de São Valentim. O dia dos apaixonados.

Théo: Um dia, o dia de São Valentim vai se tornar o Dia dos Namorados. - Começou - E em alguns paises vai trocar de data. - Disse, simplesmente

Nicholas: Esse menino só fala besteira. - Repreendeu, olhando Théo, que deu de ombros - Joseph, porque você não põe ele num internato? - Perguntou, passando o problema pro irmão, que riu.

Joseph: O meu filho tá dormindo, obrigado. - Todos riram - Então, iremos a cachoeira no feriado?

Nicholas: O que vocês acham? - Perguntou a todos, porém, encarava Selena.

Selena: Por mim está ótimo. - Respondeu, sorrindo pro marido. Nicholas sorriu de canto. É, eles iriam a cachoeira no dia dos apaixonados.

E assim, o feriado chegou. Suri e Théo acordaram cedissimo, atônitos. Todo mundo tava ansioso pra ir pra cachoeira, mas ninguém tanto quanto eles dois. Diego, pra ajudar com o furdunço, danou a berrar.

Selena: Hum... - Se espreguiçou, acordando

Nicholas: Bom dia. - Desejou, rouco, acordando. Selena balançou a cabeça negativamente e se apertou a ele, morrendo de preguiça de levantar - Vamos, petit, acorde.

Selena: Não quero. - Murmurou contra o peito dele, manhosa.

Nicholas: Eu também não, mas precisamos. - Ele olhou o relógio perto da cama - Se bem que ainda é cedo. Fica aqui, eu vou acalmar os três.

Selena: Não. - Ela prendeu ele em seu abraço. Nicholas riu - Tá, vai la. - Ela soltou ele de mal gosto, virando-se pro outro lado.

Nicholas: Não faz esse bico. - Pediu, beijando a pele do ombro dela

Selena: Não demora. - Pediu, se encolhendo. Nicholas assentiu e se levantou.

Mas Selena despencou em seu sono assim que o barulho parou. Não sentiu quando o marido voltou pro seu lado, e a beijou de leve. Só acordou uma hora mais tarde, quando o barulho recomeçou. Mas Nicholas não estava lá. Em seu lugar havia um enorme buquê de rosas vermelhas, uma pequena caixinha de veludo, e um cartão alvo. Ela se sentou, e abriu a caixinha. Dentro havia um anel prateado, fino, com diamantes a sua volta. Mas era diferente. Tinha uma abertura na parte superior. Selena franziu a sobrancelha. No céu da caixinha preta havia uma frase branca: "Pra aquilo que se quer pra sempre.". Selena olhou a aliança em sua mão esquerda. Sorriu, e colocou o anel no anular esquerdo, o mesmo dedo da aliança. Encostou os dois anéis delicadamente, e eles se encaixaram. Ela pegou o cartão, e lá havia apenas uma frase: É um contentamento descontente. Ela olhou as flores, e sorriu mais ainda. Ficou ali, observando o anel, por vários minutos. Mas depois se levantou. O dia dos apaixonados ainda precisava ser vivido. Então, as 8:00am, os Jonas saíram de casa. Demorou mais ou menos uma hora até chegarem lá. Demetria usava uma roupa de banho branca; Selena, um maiô preto, de costas nuas e decote em V, avançado pra sua época; Suri, roupa de banho rosa. Os homens usavam bermudões de banho, inclusive o pequeno Diego. O lugar era lindo. Tinha uma fileira de Arvores em volta. A cachoeira era enorme. Se Selena tinha alguma ideia de paraíso, era aquilo. Rosa lhes preparou uma cesta de piquenique, e Demetria pôs-se a arrumar as coisas em cima de uma toalha quadriculada. Théo e Suri correram pra água. Diego jazia sentado no colo de Joseph, que estava encostado em uma arvore. Nicholas estava encostado em outra, olhando a mulher.

Selena: Ei, não me olha assim! - Reclamou, puxando o rosto dele pra si. Nicholas olhava o corpo dela, coberto pelo maiô, com o olhar cobiçoso. Ele riu do embaraçamento da esposa.

Nicholas: Qual o problema? - Perguntou, sorrindo pra ela

Selena: Todos os problemas. - Rebateu, fazendo bico. Nicholas beijou o bico dela, que sorriu - Adorei o presente. - Agradeceu

Nicholas: Eu estava procurando um presente. Mas eu vi você com esse anel quando achei ele. - Ele pegou a mão esquerda nela, onde os dois anéis estavam juntos

Selena: Abre a boca. - Ela pegou um morango numa taça que estava perto de si. Nicholas ergueu a sobrancelha - Vamos lá! - Insistiu, com o morango na mão. Nicholas entreabriu os lábios, de muita má vontade.

Selena fez sinal negativo com a cabeça e mordeu um pedaço do morango, beijando-o em seguida. Nicholas tinha que reconhecer que foi pego de surpresa. Mas Selena era uma surpresa ambulante. Ela se amparou no peito dele, que segurou ela pelo rosto, trazendo-a pra si. O beijo tinha o gosto da boca dos dois, e o sabor predominante do morango. Os dois se beijaram até que o ar faltou, obrigando-os a se soltarem. Selena encarou ele por um bom tempo, instigando-o com o olhar.

Nicholas: Provoca, Selena. Mas depois não reclame. - Alertou

Selena: Porque eu reclamaria? - Perguntou, passando a ponta dos dedos no peito dele, e ainda provocando-o com seu olhar.

Nicholas: Cigana. - Acusou, sorrindo de canto, perdido pelo olhar dela.

Selena: Vou tomar banho. - Disse, antes de selar os lábios com os dele, mordiscando a boca do marido, que sorriu.

Selena se levantou e caminhou até a borda do rio, que não corria muito no ponto onde ela estava. Olhou a agua por um momento, tocando-a com a ponta do pé. Parecia estar ótima. Ela deu um pulinho, e caiu de ponta, sumindo debaixo d'agua. Isso fez Nicholas lembrar de uma cena a anos atrás: Jovens em uma praia, uma morena de olhos verdes oblíquos e dissimulados caminhou até a ponta de uma pedra alta aos risos, e pulou, desaparecendo no mar em seguida. Ele balançou a cabeça de leve, espantando a lembrança, e voltou a contemplar Selena submersa. Nicholas olhou Selena por minutos a fio. Viu quando ela emergiu, jogando os cabelos pretod pros lados. Théo e Suri estavam perto da queda da cachoeira, Demetria, Joseph e Diego estavam sentados na grama, então Selena estava sozinha.

Demetria: Não joga ele assim, Joe! - Pediu, mas sorria. Joseph estava deitado na grama, e jogava o filho pra cima. Diego ria gostosamente.

Joseph: Ele gosta, ó: WOL! - E jogou o menino mais alto. Diego riu mais animadamente.

Demetria: Joe, não faz. Dai a pouco ele cai, olha o problema! - Pediu de novo. Joseph riu, e deitou o menino de bruços em sua barriga.

Joseph: Pronto, mandona. - Disse, olhando ela.

Demetria: Não fica bravo. É só precaução.

Joseph: Vem aqui. - Ele estendeu o braço pra ela. Demetria se deitou e se apoiou no braço do marido - Te amo. - Disse, sorrindo. Demetria sorriu e beijou o marido.




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Creditos Samilla Dias



Desculpem a demora. Fiquei Sem net esses dias.