segunda-feira, 25 de agosto de 2014

XXXV - Amor Obscuro - HOT

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Acordo de um súbito, ofegante e banhada de suor, devido a um sonho erótico sobre a noite quente que tive com Nicholas. Coloco a mão no peito e logo franzo a testa ao perceber que estou deitada em uma cama. Olho rapidamente ao redor e noto que estou no meu ''ex'' quarto. Como vim parar aqui ? Logo algo ao meu lado me chama a atenção e vejo que é Nicholas dormindo. Arregalo os olhos ao olhar novamente o quarto e me deparar com quadros enormes de fotos minhas na parede. Olho cada uma com bastante atenção e passado o susto, um sorriso se forma em meus lábios. Apesar de não gostar de ficar me vendo a todo momento, me sinto encantada com o gesto dele.. meu Nicholas.
Volto meu olhar para ele e olho-o com carinho. Está adormecido e, como sempre acontece, sinto um desejo tremendo de abraçá-lo. Mas, claro, se o abraço, o acordarei e não quero perturbá-lo em seu sono tranquilo. Raramente tenho a oportunidade de vê-lo dormir, pois geralmente quando dormíamos juntos, ele sempre acordava primeiro que eu. Para acabar com minha incessante vontade de agarrá-lo e beijá-lo, levanto da cama com cuidado, vou ao banheiro e, devagar, fecho a porta. Rapidamente entro no box, tomo banho bem demorado enquanto me afundo nas lembranças da noite passada com Nicholas. Sorrio como uma boba de tão feliz que estou e termos voltamos. Quando saio, me enrolo em uma toalha e me assusto ao ouvir um grito. Ai meus Deus, é Nicholas! Rapidamente corro de volta para o quarto e o encontro sentado na cama, com o olhar perdido.
– De novo não. - Noto um tom de tristeza em sua voz. Do que ele está falando? Ando até a cama e assim que seus olhos captam minha fisionomia, vejo-os ganhar outro brilho. Respira fundo e sorri. – Baby, você não se foi. - Diz e franzo a testa. Fui pra onde? – Você ainda está aqui! - Exclama e se ajoelha na cama, ficando cara a cara comigo. Sinto uma angústia invadir meu peito ao entender do que ele está falando. Me ajoelho na beirada da cama, ficando próxima dele e acaricio seu rosto com minhas mãos. Rapidamente ele me toma em seus braços e me aperta contra si. – Achei que tivesse fugido de novo. - Diz. – Não me deixe mais, Selena! - Pede sofredoramente.
Inclino-me para trás, para olhá-lo nos olhos e sorrio para tranquilizá-lo.
– Baby, eu não vou embora. Nunca mais. - Digo com toda sinceridade que há em mim.
Ele me olha por um instante, com a testa franzida.
– Promete ? - Pergunta cético.
– E você, promete nunca mais me deixar ir ? - Peço e ele franze a testa. Percebendo sua confusão, resolvo esclarecer.– Foi você quem me deixou ir primeiro, Nicholas. - Digo e ele entorta a boca ao constatar algo.
– Claro que nunca permitirei que se vá novamente. Mas eu preciso que você prometa, baby! - Suplica. Sorrio com essa sua falta de confiança. Tão paranoico meu garotão.
– Eu prometo, Nicholas! Jamais sairei do seu lado, baby. Esses dias que passei sem ter você comigo foi uma tortura. Corria muito para espairecer. Por um tempo achei que fosse enlouquecer. Você sempre aparecia em meus pensamentos, sonhos.. tudo! Me sentia mal quando via Demi e Joseph juntos. Meio que tive inveja do relacionamento deles, mas não uma inveja ruim. Eu só queria ter com você aquilo que eles têm. E isso tudo só me fez perceber o quanto o mundo é chato sem você e que não posso mais viver sem ter você comigo, meu amor. - Nicholas olha para mim e abre um sorriso ao ouvir essas últimas palavras. – E também seria uma tonta completa se deixasse um homem desses né. Não é todas que tem o desfrute de ter um homem cantando em um bar, no maior estilo boêmio e se declarando na festa de noivado do irmão. - Digo zombeteira, para descontrair a tensão que se formou no ambiente.
– Boêmio ? - Pergunta, divertido. Balanço a cabeça em concordância, gargalhando.
Em um movimento rápido estou deitada com as costas colada na cama, embaixo dele, que sorri e com um dedo coloca uma mecha minha de cabelo atrás da orelha. Em seguida, escorrega seu dedo pelo meu rosto, pescoço e quando chega na barra do busto da toalha que visto, seu sorriso muda completamente. Com o dedinho puxa a toalha para baixo até meu mamilo aparecer e passa o dedo por cima, arrancando suspiros de mim. Percebendo que minha respiração ficou irregular, ele sorri e me beija com toda paixão que temos um pelo outro. Sua língua brinca com a minha, numa dança sensual enquanto seu dedo travesso continua sua tortura com meu mamilo. Assim que larga meus lábios, deixando-me ofegante, ele franze o cenho ao olha para meu cabelo.
– Precisa secar esse cabelo! Não quero que fique doente. - Repreende-me com seu autoritarismo nato.
Sorrio e querendo continuar com o clima quente entre nós, agarro-o com meus braços e pernas, envolvendo sua cintura, o beijo com fervor e ele retribui no mesmo instante. Ignorando meus cabelos molhados, ele leva suas mãos até eles e os segura, controlando o ritmo do beijo. Depois escorrega sua boca pelo meu queixo até chegar em meu mamilo livre. Leva a boca até ele e o suga com fome. Arfo ao sentir suas ereção crescente encostar em meu sexo ardente. Devagarinho, ele vai puxando mais a toalha e beijando cada lugar recém descoberto. Quando dou por mim estou completamente nua, a sua mercê. Nicholas para com os beijos, se afasta um pouco e me olha da cabeça as pés e cada vez que seu olhar vai descendo, vejo sua íris escurecer de uma maneira que me enlouquece.
Ele volta a atacar meus mamilos com seus lábios famintos e depois de um longo tempo me excitando por ali, ele desce seus lábios molhados em uma linha reta até meu umbigo e o rodeia com a língua. Gemo com a fricção causada ali e ele rir contra minha pele, influenciando mais em meu sexo já encharcado. Depois ele desce até meu púbis, o beija e quando penso que irá investir na área que mais desejo, ele a ignora e beija o interior de minhas coxas, fazendo-me gemer em frustação. Ele rir enquanto gruda seus olhos nos meus e, devagarinho, vai subindo com sua boca e chupa bem ali, no meu monte inchado. Mordo meu lábios e reviro meus olhos a cada investida de sua língua poderosa, que rodeia e suga-me com uma destreza fenomenal.
Não sei quanto tempo passa, só sei que desfruto desse momento mágico que só Nicholas pode me dar. Jogo a cabeça para trás e agarro os lençóis quando sinto meu interior se contrair e por mais que eu segure não aguento e gozo gloriosamente na boca de meu amor. Afundo minha cabeça no travesseiro enquanto Nicholas continua com sua língua impossível, sugando meu gozo até a última gota.
– Hum.. como sempre deliciosa. - A voz de Nicholas me faz voltar a realidade. Levanto a cabeça para olhá-lo e vejo-o lambendo os lábios, me olhando com seus olhos sacanas. Sorrio e mordo o lábio com essa cena sexy que presencio. Vem meu amor lambendo os lábios depois de ter sugado meu gozo é muito excitante. – Ah Srta. Gomez, está me provocando? - Pergunta, enquanto engatinha perigosamente até seu rosto ficar perto do meu. Ele morde meu lábio e o puxa pra si, sugando-o depois. – Só eu posso morder esse lábio! - Diz, olhando em meus olhos.
Sorrio e concordo de cabeça. Rapidamente uma ideia me passa pela cabeça e percebendo minhas segundas, terceiras, quartas intenções, Nicholas levanta uma sobrancelha. Ignorando seu gesto, forço o corpo para frente e o derrubo para o lado, montando em cima dele em seguida. Ele arregala os olhos e rir. Olho dentro de seus olhos, começo a passar as mãos pelo seu peito, acariciando os poucos cabelos instalados ali, e noto que ele fica tranquilo com meu toque. Sorrio como uma boba e desvio meu olhar para seu peito. Ele, percebendo minha intenção, sorri torto e isso é tudo o que preciso para continuar meu ataque. Desço meu torso até encostar meus lábios em seu peitoral, começo a beijar o mesmo e ele observa atentamente cada ato meu. Passo a língua pela sua barriga até um mamilo, sugo-o com todo o cuidado e sinto sua respiração falhar. Volto meu olhar para seu rosto e noto que continua tranquilo. Ufa! Não quero que se sinta desconfortável com algo.
Continuo com meu joguinho com seu mamilo e ele parece gostar. Passo para o outro mamilo, o chupo, rodeando minha língua sobre ele em seguida e o sugo com gosto. Ele geme e sorrio com isso. Escorrego minha boca em linha reta até seu umbigo e faço o mesmo que ele fez comigo. Em seguida chego em seu púbis e levo uma mão até sua enorme ereção. Massageio com carinho enquanto ele continua a olhar cada ato. Desço a boca mais um pouco, passo a língua molhada na cabeça de seu membro e chupo lentamente. Vejo que sua respiração começa a falhar e assim ataco com tudo seu membro, escorregando-o cada centímetros para dentro de minha boquinha faminta por esse momento.
Saboreio como se fosse um sorvete, lambendo-o, chupando-o, aproveitando cada segundo sem tirar os olhos dele. Vejo que joga a cabeça para trás a cada investida de minha boca. Levo uma mão até suas bolas, massageando-as, enquanto devoro seu membro com mais precisão. Cada vez mais seu membro vai inchando em minha boca e sinto que ele está perto, mas está se segurando. Ah, Jonas... Você vai me dar o que eu quero! Aumento mais meus movimentos e logo ele se desmancha, enchendo minha boca com seu gozo delicioso. Engulo tudinho rapidamente e o lambo até que fique limpo.
Depois de me certificar que está limpinho, me sento em sua barriga e, lambendo os lábios, olho-o com cara de sapeca enquanto ele se recupera. Ele me lança um olhar que faz minha deusa interior, meu subconsciente e eu entram em combustão. Logo me derruba na cama, ficando por cima de mim. Sem aviso ele entra em mim lentamente e reviro meus olhos sentindo cada centímetro seu entrar em mim, me preenchendo como gosto. Ele começa a se mover lentamente, me olhando nos olhos. Mexo meu quadril, em busca de mais e logo sinto sua mão controladora o agarra, fazendo-me parar.
– Mais rápido, Nicholas. - Peço, mas ele continua com seu ritmo lento e punitivo. – Por favor! - Suplico.
– Não quero te machucar. - Diz, me olhando nos olhos e continua.
Ele está medo! Medo daquela cena lastimável do quarto vermelho da dor se repetir. Percebendo isso, resolvo ignorar meus pedidos e me entrego as suas estocadas carinhosas. Levo a mãos em suas costas, o aperto contra mim e assim nossos corpos suados se roçam no ritmo, levando a loucura. Depois de várias investidas, chegamos ao clímax juntos, sugando os gemidos um do outro com nossas bocas coladas. Ele desaba em cima de mim e acaricio seus cabelos molhados enquanto normalizamos nossas respirações. Lentamente, ele sai de dentro de mim. De repente ele levanta sua cabeça e me olha nos olhos.
– Eu te amo muito, Selena. Nunca senti isso por ninguém. Eu não quero e nem posso te machucar, baby. Sua dor é minha dor! - Ele diz seriamente e entendo ao que se refere.
Acaricio seu rosto com minhas mãos, enquanto nos olhamos nos olhos. Levo um dedo até o meio de sua testa e acaricio o monte que se formou ali, devido a sua testa franzida. Dou um beijinho na ponta do seu nariz e sorrio, para tranquiliza-lo.
– Nicholas, você não irá me machucar se... - Paro e olho para ele. Como dizer que ele pode me foder com força depois do que houve?! Entendo seus medos, mas não quero que sejamos refém do medo. Vejo que ainda espera minha resposta e respiro fundo. É melhor deixar esse assunto pra depois. Olho ao redor do quarto e já sei como mudar de assunto. – Porque desses quadros? E porque viemos dormir aqui? - Pergunto olhando fixamente para minhas fotos cravadas na parede.
Ele acompanha meu olhar e vejo que sorri. Acho que consegui mudar de assunto. Respiro aliviada e sorrio à espera de sua resposta.
– Eu acordei no meio da noite e te trouxe para cá, enquanto você continuava dormindo. O chão estava frio e não é lugar para você dormir! E estamos nesse quarto, porque eu gosto daqui. Me faz bem. - Franzo a testa em confusão, lançando-lhe um olhar confuso e ele trata logo de completar. – Desde que você foi embora que eu passo as noites nesse quarto. - Continuo calada, em busca de mais resposta. Logo seu olhar se perde em suas lembranças. – Não consigo ficar em meu quarto desde que você foi embora. Minhas roupas é Gail quem traz aqui. Só aqui tinha um pouco de paz. Não muita, pois me lembrava de você e do que te fiz, constantemente. E quando chegava a noite, não conseguia dormir. Os pesadelos sempre vinham com força total. Não ligo para ter pesadelos, já que sempre tive com os cafetão que me espancava quando criança. Só não tinha quando dormia com você. Mas só que dessa vez era diferente. Eu tinha pesadelos com você. - Diz entristecido, me partindo o coração. Engulo as lágrimas crescente e espero que termine. – Você nos braços daquele babaca. Beijando, sendo tocada por ele... - Ele para e fecha os olhos, cerrando os dentes. – Cheguei ao ponto de nem querer dormir mais. - Ele diz abrindo os olhos e direcionando-os pra mim.
Me agarro mais a ele e acaricio seu rosto com uma mão.
– Oh, baby! Desculpa fazer você passar por isso. - Digo e deixo uma lágrima cair.
Ele a seca com seu dedo e beija o lugar onde ela escorreu.
– Não peça desculpas, baby. Eu merecia. - Diz e abre um sorriso entristecido.
– Eu nunca tive nada com o Julian. Sempre fomos amigos e só. Nunca me passou pela cabeça ficar com ele, baby! - Digo firmemente.
– Mesmo? - Ele pergunta pra ter certeza. Afirmo de cabeça e sem consegui esconder, abre um sorriso imenso que, com certeza, é capaz de iluminar qualquer lugar. Dou-lhe um beijo casto nos lábios e fito-o nos olhos em seguida.
– Porque você nunca me falou que tinha pesadelos com seu passado? - Pergunto entristecida por ele nunca ter me falado. Ele dá de ombros e parece perdido. Bufo e resolvo ignorar a raiva que cresceu em meu interior. Seguro seu rosto com as duas mãos, fazendo-o olhar bem em meus olhos. – Bem, isso é passado e vamos deixar isso pra lá. O que importa é que daqui pra frente você não terá mais pesadelos, pois eu não deixarei que isso aconteça. - Digo resignada e ele sorri. – Nem que eu tenha que me cola em você. - Digo e ele levanta as sobrancelhas, divertindo-se.
– Olha que isso não é uma má ideia. - Diz, arrancando-nos risos e me enche de beijinhos.
Sem me contentar com seus beijinhos, o agarro e arranco um beijo intenso dele. Logo separo nossas bocas, ofegantes e sorrio ao me deparar com o olhar tempestuoso de Nicholas.
– Que tal tomarmos um banho ? - Pergunto com um sorriso.
Ele me olha por um longo tempo e parece entender minhas intenções. Por fim, sorri e se levanta da cama. Quando vou me levantar, ele me toma em seus braços, arrancando de mim um gritinho de surpresa e me leva para o banheiro. Logo estamos no box, com o chuveiro ligado. Nicholas me impressa na parede, me roubando um beijo apaixonado e assim fazemos mais uma vez um amor gostoso e caloroso embaixo d'água durante toda manhã. 


{...}


Depois de vestir uma blusa e uma cueca boxer de Nicholas, saio do quarto ao seu encontro, pois ele saiu em minha frente para agilizar o almoço, já que nós consumimo-nos ao invés do café da manhã . Encontro-o sentado na bancada da cozinha lendo seu jornal. Assim que sento ao seu lado, Gail aparece e visivelmente congela ao me ver. Sorrio e logo ela retribui o sorriso com mais calor.
– Bom tarde, Gail. - Cumprimento.
– Bom tarde, Selena. - Diz com os olhos brilhando e um sorriso de orelha a orelha. – Seja bem vinda de volta. - Diz para confirmar suas suspeitas.
Sorrio e olho pra Nicholas, que sorrir como um gato de Cheshire, também esperando minhas resposta.
– Obrigada Gail. É bom está de volta. - Sorrio e acaricio o rosto de Nicholas, que inclina o rosto para receber o carinho.
Taylor logo aparece e paralisa ao ver nossa ceninha típica de namorados.
– Bom tarde, Taylor. - Minha voz parece trazê-lo para a realidade.
– Bom tarde, Selena. - Cumprimenta formalmente, apesar que noto um sorrisinho no canto de seus lábios.
Logo Gail coloca o nosso almoço e assim o devoramos. Bem que dizer que sexo dá fome. Sorrio com esse pensamento e Nicholas ao perceber, me olha interrogativamente. Ignoro sua curiosidade e continuo a comer.
– Selly, quero te mostrar uma coisa. - Nicholas diz assim que terminamos o almoço.
Viro-me de frente para ele, para dar-lhe total atenção. O que será dessa vez ?
– Não me diga que é mais algum lugar destruído! - Rio com minha piadinha, mas paro assim que noto o olhar sério dele em cima de mim. – O que você quer mostrar? - Pergunto curiosa.
Ele me estende a mão, que pego de bom grado e assim me guia até uma porta que fica ao lado da escada. Ele para e me analisa por um instante, com a boca entortada, deixando-me nervosa. Quando estou prestes a protestar ele leva a mão na maçaneta e abre a porta, dando-me passagem. Assim que piso no recinto, paraliso todos os ossos de meu corpo. Olhando a minha volta e fico sem fala. É uma grande biblioteca, onde há gigantescas estantes repletas de livros de todos os tipos. No centro da sala se localiza uma enorme mesa de bilhar, no canto esquerdo há uma mesinha de centro rodeada de poltronas confortáveis, no direito há um enorme sofá branco e a sua frente uma enorme televisão, aparelho de som, DVD e vários tipos de games de ultima geração. Volto meu olhar para Nicholas, que estar com a testa franzida, observando atentamente minha reação. Acho que está esperando alguma resposta minha, mas estou completamente extasiada. Nicholas Jonas, o meu Nicholas tem uma biblioteca!
Que surreal isso! Tudo bem que ele é um cara culto, mas não me parece que gosta de ler livros, jogado em uma poltrona, enquanto saboreia um delicioso chá. Imagino a cena em minha mente e sem conseguir me conter, solto uma gargalhada de jogar a cabeça para trás. Nicholas realmente não tem nada a ver com esse enfadonho que imaginei. Nicholas me olha como se eu fosse uma louca e assim rio mais. Passado meu momento histérico, volto meu olhar para ele e sorrio.
– Porque está rindo? - Pergunta ele.
– Porque você tem uma biblioteca. - Novamente rio e ele levanta as sobrancelhas.
– Sim, eu tenho. O que tem de engraçado nisso? - Pergunta com curiosidade.
– É que é estranho. - Digo. Ele continua com sua cara curiosa e me aproximo dele. Ele observa cada passo que dou e quando chego até ele, envolvo meus braços em seu pescoço e sorrio. – Eu estava imaginado você caído em uma poltrona daquelas, lendo um livro qualquer e tomando um chá da tarde. - Volto a rir. – Digamos que não é o seu perfil. - Completo e ele me acompanha nas risadas.
Em seguida, me pega possessivamente pela cintura e me beija com ardor. Fico sem ar com tanta paixão que exala ao nosso redor e assim que ele separa nossas bocas, sinto uma imensa vontade de que me possua bem aqui, nesse assoalho frio. Parecendo ler meus pensamentos, Nicholas abre um sorrisinho e balança a cabeça em descrença.
– Venha, baby! Quero que veja algo. - Diz me estendendo a mãos.
Pego em sua mão e ele me guia até a estante localizada perto das poltronas. Assim que chegamos perto, ele meneai a cabeça em direção a estante. Olho dele para estante e aproximo mais, estreitando os olhos para enxergar melhor, mas os arregalados em um nanossegundo ao cravar os olhos nos livros. São os que vendi para ele naquele dia da livraria?! Olho interrogativamente para ele e seu sorriso me confirma.
– Comprei todos para você! - Ele diz.
Como ele tinha tanta certeza que iria me conquistar ?! -Rá, que perguntinha mais idiota hein, Gomez!- Meu subconsciente debocha e sorrio. Ele tem razão, seria impossível resistir ao charme de Nicholas. Volto a olhar para os livros e passo a mão por eles até que paro em um em especial. Sorrio e puxo da prateleira. Viro de frente para Nicholas e levantando o livro a altura de seus olhos, vejo seu sorriso abrir lentamente e arquear as sobrancelhas.
– O Kama Sutra... - Diz com um sorriso molha-calcinha que fez minha deusa interior desmaiar.
Ai meus Deus! Será que nunca vou me cansar desse homem. -Claro, que não!- Meu subconsciente diz em deboche. -Para o nosso bem, isso é impossível!- Minha deusa interior exclama assim que acorda de seu desmaio. Respiro ofegante conforme seus olhos penetrantes queimam os meus. Minha boca seca, minhas pernas se mexem nervosamente e acabando com minha tortura, Nicholas me agarra e me imprensa contra a estante de livros. Ele me ergue em seus braços e, automaticamente, enrolo minhas pernas em sua cintura, enquanto nos devoramos com a boca. Desço minhas mãos por suas costas até chegar em sua bunda e aperto-a com força, fazendo encostar sua ereção em meu sexo e solto um gemido em sua boca. Logo um pigarro ressoa pelo recinto, fazendo-nos paralisar e olhar em direção do som. Empalideço ao ver um Taylor desconcertado perto da porta, olhando para qualquer direção sem ser a nossa. Acho que se Nicholas não estivesse me segurando tão forte, eu estaria estirada no chão. Nicholas bufa e resmunga algo inaudível. 

– O que foi ? - Pergunta visivelmente aborrecido.

– Sr. Jonas, desculpe a interrupção, mas é algo muito importante. - Diz.

– Ok, me espere no escritório. - Ordena e assim o pobre e envergonhado Taylor sai.
Nicholas volta a olhar pra mim, emburrado como uma criançinha mimada e bufa.

– Já volto, baby! - Resmunga.
Sorrio e assinto de cabeça. Então ele me coloca no chão e sai como um tufão da biblioteca, deixando-me sozinha. Normalizo minha respiração. Céus! Que vergonha! Como vou olhar para Taylor depois?! Ruborizo só de pensar em sua cara. Tadinho, não sei quem estava mais envergonhado: se era ele ou eu! Balanço a cabeça para esquecer esse episódio e bufo ao olhar o livro no chão. É, parece que as posições do Kama Sutra ficará pra depois. Faço biquinho, frustrada. Volto a olhar os livros e logo estou sorrindo como uma boba com cada livro que pego. Estranhamente, sinto-me invadida por um sentimento de tranquilidade, coisa que a muito tempo eu não sentia. Como se agora sim eu estivesse em casa. De volta para o meu lugar no mundo.
Depois de ver um monte de livros, resolvo voltar para o quarto. Preciso ligar para Demi, avisá-la que estou bem. Ela deve está preocupada com meu sumiço. Se bem que ela deve está aproveitando com Joseph, aquela safada. Rio e saio da biblioteca. Subo as escadas rapidamente e caminho até a porta de ''meu'' quarto, mas algo me chama atenção. Olho durante um bom tempo para a porta de madeira no fim do corredor, que está entreaberta. Devo ou não devo ir? Depois de tudo o que aconteceu, sei que posso chatear Nicholas se entrar em sua sala de jogos novamente, mas sem saber o porque, só sei que preciso entrar de novo ali. Conto até dez mentalmente e por fim caminho com determinação até ela.
Empurro mais a porta e assim que entro no quarto, olho atentamente cada detalhe. Ando lentamente até a cama e passo a mão no colchão rasgado. Me sento na beirada da cama e pego os pedaços do lençol rasgado. Olho fixamente para o pedaço e suspiro. Nicholas destruiu sua sala de jogos, por minha causa. Por estranho que pareça, sinto-me incomodada com isso. Volto a olhar ao redor do quarto e assim levanto da cama. Me aproximo das coisas espalhadas pelo quarto, olhando uma a uma, mas logo algo me chama atenção. Pego o objeto, que nunca tinha visto antes, no chão. Franzo a testa enquanto analiso-o minuciosamente. Parece um absorvente intimo, só que de borracha. E pra que esse Ipod do lado? O que é isso?!
– É uma bala vibratória sem fio. - A voz de Nicholas me faz sobressaltar. Olho imediatamente para a porta, onde ele está encostado na soleira da porta, me olhando com a testa franzida. Como sempre ele me pega no pulo. A quanto tempo ele está ali ? – Serve para o ânus e isso na sua outra mão é o carregador. - Ele completa. – O que você está fazendo aqui?- Pergunta tentando parecer o mais calmo possível.

Está irritado e com razão. O que responder, o que responder ?! Rapidamente vejo minhas roupas da noite anterior encolhida no canto ao lado da porta.
– Vim pegar minhas roupas. - Digo rapidamente, apontando para as benditas.
Seu olhar segue meu dedo. Franze a boca e volta a olhar pra mim.
– Veio pegar suas roupas, que por acaso estão ao lado da porta, e você mesma está parada do outro lado do quarto com um vibrador em mãos ?! - Diz sarcasticamente. – Eu não gosto de mentiras, Selena. - Diz com certa seriedade, me fazendo encolher diante de seu olhar.
Fecho os olhos e suspiro derrotada.
– Desculpa. Eu vim aqui porque queria ver novamente isso. - Aponto ao redor do quarto.
Abro a boca para dizer algo a mais, porém ele me corta bruscamente.
– E o que tem demais pra ver aqui? - Pergunta rapidamente. Encolho os ombros em confusão.
– Não sei.. temos que ajeitar essa bagunça, não acha? Por... - Paro ao ver seu olhar arregalado, como se eu estivesse falando alguma sandice.
– Ajeitar ? - Pergunta bruscamente e afirmo de cabeça. – Eu não quero ajeitar isso aqui! - Grita e me estende a mão. – E venha, vamos sair daqui! Não quero mais ver você aqui dentro. - Diz autoritário.
– Mas, Nicholas..
– Venha, Selena. - Diz com seus olhos fervilhando.
Bufo e vou até ele. Deixarei essa discussão pra lá, por hora. Entendo que seja difícil para ele entrar aqui. Pego sua mão e saímos do quarto depois de recolher minhas coisas.
– Pra que quer essas roupas ? - Pergunta, enquanto seguimos para o quarto.
– Ué, como vou para casa ? Nua? - Pergunto com divertimento, assim que entro no quarto com ele atrás de mim. Jogo as roupas na cama e olho para ele, que está com a cara amarrada. – O que foi? - Pergunto.
– Achei que fosse ficar aqui. - Resmunga. – Pra que você quer ir para casa? - Completa, emburrado.
Sorrio de sua cara de menino mimado. Nossa, tinha esquecido de como é esquentadinho o meu amor.
– Nicholas, eu preciso ir para casa. Amanhã eu trabalho e preciso de roupas. - Digo como se estivesse falando com uma criançinha.
Ele me olha pensativo por um instante e depois segue para o closet. Sigo-o e paro atrás dele.
– Suas roupas estão aqui. - Diz, mostrando várias roupas de grifes que há ali.
– Não são minhas roupas. - Protesto.
– São sim. Comprei pra você. - Diz e nos olhamos como duas feras.
Estreito os olhos, na tentativa de coagi-lo, mas é em vão. Nicholas continua a me olhar como um predador. Ele sempre ganha de mim. Suspiro e resolvo ceder.
– Baby, não vejo essas roupas como minhas. - Digo carinhosamente, para que entenda o que eu digo.
Ele desfaz sua expressão carrancuda em segundos, olhando-me ternamente em seguida. Nossa, as vezes me perco nessas suas mudanças bruscas de humor.
– Mas são! Eu comprei para você. - Diz e pega meu rosto em suas mãos. – Já que resolvemos esse assunto, fica vai? - Pede, me olhando nos olhos. Ai, como resistir?!
– Baby, eu preciso de minhas coisas. Minha bolsa, os manuscritos e outras coisas que estão em casa. - Digo.
– Taylor pega. - Diz resignado.
– Mas ele não irá saber onde estão essas coisas. - Digo.
– Mas eu quero você aqui. - Diz e faz beiçinho. Own, que graçinha! Tento ignorar esse gesto que mexe comigo e me manter segura.
– Mas..
– Você prometeu que não iria me deixar ter pesadelos mais. - Diz, me olhando profundamente.
Estreito os olhos para ele, que faz biquinho novamente. Merda! Como ele é bom em negociações.
– Isso é jogo sujo, Nicholas! - Digo e ele rir.
Passa uma mão ao redor de minha cintura e me levanta do chão, para que fique de seu tamanho.
– Eu nunca disse que jogaria limpo, baby! - Diz com seu sorriso arrogante.
Dou um tapinha em seu ombro, arrancando risos de ambos. Em seguida ele me beija apaixonadamente, comigo em seu colo e me guia até a cama. Me deita de costas na mesma e assim nos perdemos um no outro mais uma vez.


{...}

Depois de fazer um longo e gostoso amor com Nicholas, estamos ele e eu jantando tranquilamente, entre olhares e beijos. Assim que acabamos com a comida, Gail entra com a sobremesa. Franzo a testa ao lembrar de algo. Espero Gail se afastar e viro de frente para Nicholas.
– Você não me disse uma vez, que Gail não trabalha aos fim de semana? - Pergunto, confusa.
Ele balança a cabeça concordando e franzo mais a testa.
– Desde que você foi embora, Gail tem ficado alguns fim de semana em Seattle. Segundo ela, não quer deixar-me sozinho e assim aproveita para ficar mais com Taylor. - Diz.
– Com Taylor ?- Pergunto espantada.
– Sim, Selena. Gail e Taylor são um casal. - Diz, para minha surpresa.
– Sério? - Pergunto e ele confirma de cabeça.
– Vai dizer que não percebeu isso ? - Pergunta zombeteiro. Nego de cabeça e ele ri.
– O mais estranho é você aceitar isso. - Digo.
– As pessoas tem direito a se relacionar. - Diz. – Não sou tão carrasco assim. - Diz com falsa mágoa e gargalho.
– Não quis dizer isso. - Digo e dou-lhe um beijo casto.
Ele sorri e voltamos a saborear nossa sobremesa. Como umas colheradas e outras dou na boca dele, que sorri timidamente. Conversamos por horas sobre tudo: Seu trabalho, seus gostos e sonhos, e a cada vez mais me sinto como uma boba apaixonada com o nosso momento de casal normal. Instantes depois voltamos para o quarto e depois de mandar uma mensagem para Demi, avisando onde estou e que estou bem, Nicholas e eu deitamos na cama abraçadinhos.
– Baby, você não voltará a dormir em seu quarto mais não ? - Pergunto.
Ele permanece calado e sinto sua respiração em meu pescoço. Quando estou a beira de falar algo, sua voz ressoa em meu ouvido.
– Com você eu durmo em qualquer lugar, baby. - Deixa um beijo abaixo de minha orelha, me arrepiando toda.
Sei onde quer chegar com esse gesto, mas resolvo continuar o assunto.
– Então porque insiste em dormir aqui nesse quarto ?- Pergunto, referindo ao ''meu'' quarto.
– Porque aqui me dá uma sensação de paz, de casa, de lar. Como se eu estivesse em meu lugar no mundo. Aqui eu expiro e inspiro você o tempo todo. Seu cheiro está em todos os lugares. Você faz isso aqui parecer um lar. - Diz, derretendo mais uma vez me coração.
Giro entre seus braços, virando para ficar de frente para ele e sorrimos apaixonados. Esfrego meu nariz no dele e deixo um selinho em seus lábios.
– Eu te amo. - Sussurro e ele sorri timidamente.
– Eu também te amo, baby. - Diz sorridente e beija nos lábios. – Agora durma! Amanhã você vai acordar cedo e você não funciona bem com poucas horas de sono. - Diz, beijando minha testa.
Me aconchego mais nele e fecho meus olhos, desfruto desse momento delicioso, agarradinha com meu amor até que caio em um sono profundo.



 Comentários... :)


Creditos Angel


XXXIV - Amor Obscuro - HOOOOTTTT

| | Um comentário:


– Sei que você não confia em mim, mas preciso que você venha comigo. - Diz seriamente. – Você vem? - Pergunta olhando nos meus olhos.
E agora? Devo ir ou não ? O que será que ele está escondendo? Olho para ele profundamente e me dou conta que com ele eu irei a qualquer lugar, não importa qual seja, o importante é que ele estará lá. Sorrio com essa constatação e estendo-lhe a mão.
– Vou. - Digo resignada.
Ele olha minha expressão por uns instantes, então pega minha mão e me guia até o Suv parado na calçada. Franzo a testa. Ué, como não o vi antes? -Talvez seja porque um senhor de olhos cinza e cabelos acobreados tenha lhe roubado a atenção. - Zomba meu subconsciente e solto uma risada. Nicholas para, abrir a porta pra mim e me olha com a testa franzida.
– Posso saber do que está rindo? - Pergunta.
– Nada de interessante. - Digo e entro no carro.
Ele da a volta, entra no lado do motorista, coloca o cinto de segurança e se vira de frente pra mim.
– Tudo que se refere a você me interessa, baby. - Ele me olha fixamente, pega minha mão e beija o dorso. Acho que estou como uma boba, tamanho é o meu sorriso. – Coloque o cinto. - Diz com seu autoritarismo presente, me fazendo rir.
Coloco o cinto e assim ele começa a dirigir. Olho atentamente o caminho e noto que estamos indo para o Escala. O que será que ele está aprontando? Pergunto-me novamente. Olho de relance para ele e noto que está tenso, com o olhar cravado na pista, porém perdido em pensamentos. Não digo nada, apesar de minha enorme curiosidade, prefiro esperar pra ver o que é.
Logo Nicholas estaciona na garagem do Escala e assim seguimos para o elevador. Começo a me lembrar das vezes em que nos beijamos aqui. Mordo o lábios instantaneamente e olho pelo canto de olho pra Nicholas. Ele está estático, mas noto seus olhos escurecidos em mim. Sinto minha barriga se contrair e mordo mais o lábio.
– Não morda o lábio. - Sussurra em repreensão.
Obedeço e assim as portas se abrem, cortando o clima instalado ali. Ele me pega pela mão e me puxa para fora do mesmo. Assim que entramos no seu apartamento, ele anda a passos largos e apressados, me arrastando junto. Sinto meu coração começar a bater descompassado ao chegarmos ao topo da escada. Ele continua o caminho até para em frente a grande porta de madeira, onde se localiza o quarto vermelho da dor. Ele me olha por um instante e tento disfarçar meu nervosismo. Depois de me analisar por longos minutos, ele abre a porta e entra. Sigo-o e paraliso ao segundo passo. Será que o furacão “Sandy” passou por aqui e eu não fiquei sabendo?! Olho a redor e vejo que tudo está revirado, há cinzas de algo no chão, um monte de ''brinquedos'', alguns horripilantes, espalhado por todos os lados, gavetas reviradas, o lençol da cama está rasgado em grandes pedaços, fronhas repicadas, o colchão está rasgado.. está um caos!
– Nicholas, o que houve aqui? - Pergunto espantada por tanta desordem.
Direciono meu olhar para Nicholas, que está andando feito um louco de um lado para outro, procurando algo. Ele não diz nada e continua andando, andando e andando.. até que algo em meio a bagunça do chão lhe chama atenção. Se abaixa, pega algo que não consigo ver e analisa tal objeto.
– Pelo menos um escapou. - Diz e sorri friamente.
Em seguida se levanta e caminha em minha direção. Arregalo meus olhos ao notar o que carrega em sua mão. Instintivamente dou um passo para trás, mas ele com sua rapidez, me impede de se afastar, para em minha frente e pega-me pelos braços.
– Nicholas, o que você pretende fazer com esse chicote ? - Pergunto temerosa.
Ele inclina a cabeça para o lado e me analisa. Entorta a boca, enquanto sobre seu olhar até o meu. Assim que capta meus olhos com os seus, noto uma profunda dor neles. Franzo a testa em confusão. Meus Deus o que está havendo?
– Está com medo de mim ? - Pergunta.
– Não. - Digo rapidamente e ele me olha cético. – Sei que não vai me machucar. - Digo na tentativa de convencê-lo.
– Eu já te machuquei uma vez. - Diz com dor em seu tom de voz.
Olho a volta do quarto mais uma vez e me lembro da ultima vez que estive aqui. Respiro fundo e volto a olhar para ele.
– Nicholas, isso é passado. Como eu disse pra você lá o portão do meu prédio, houve alguns contratempos entre nós, mas vamos seguir em frente. Eu te amo e sei que você me ama também. Vamos esquecer isso e tentar ser feliz! - Solto um suspiro. – Será que é pedir muito? - Pergunto exausta.
– Não, não é pedir muito. Vamos seguir em frente sim, mas só depois de uma coisa. - Diz resignado.
– E que coisa é essa ? - Pergunto e coloco minha bolsinha em cima da cômoda.
– Selly, você foi tão sincera comigo na última noite em que tivemos juntos aqui. E eu quero ser também. - Ele dá a volta por mim e fecha a porta. – Você se abriu inteiramente comigo, contando-me tudo de seu passado. - Diz assim que se volta para minha frente. – Eu te fiz sofrer muito ao fazer-lhe relembrar um trauma do passado. Mesmo que eu não tenha feito por mal, eu sabia de tudo que você passou e continuei com tudo. - Para, me olha intensamente por uns minutos e assim estende o chicote para mim. – Pegue. - Ordena, me surpreendendo.
– Pra quê ? - Pergunto com os olhos arregalados.
– Pegue. - Repete e assim eu o faço.
Onde ele quer chegar com isso? Com a estranha intuição de ler meus pensamentos ele responde fortemente.
– Quero que faça o mesmo que fiz contigo. - Ele tira o palito escuro e começa a desabotoar sua blusa.
– QUÊ ? - Grito surpresa.
Assim que acaba de tirar a blusa, ele se ajoelha diante de mim.
– Como eu disse, eu te fiz reviver seus pesadelos da pior maneira possível. Mereço que faça o mesmo comigo. - Diz calmamente e me olha nos olhos.
– Você ficou doido? Levanta desse chão! - Digo já um tanto histérica.
– Estou perfeitamente em minha sã consciência. Agora faça o que estou lhe falando. - Diz e abre os braços, deixando seu peitoral completamente nu a minha mercê. Sinto as lágrimas brotarem em meus olhos e tento impedi-las de caírem. Ai, meus Deus! Isso não pode está acontecendo. Meu pobre menino maluquinho está de joelhos diante de mim, esperando que eu lhe espanque como fizeram à anos atrás, em sua infância. Isso é muito pra mim. Não quero ver isso, não mesmo. Fecho meu olhos e meus lábios começam a tremer com o choro contido em minha garganta. – Ande, Selena! Está esperando o que? - Nicholas rosna, fazendo assim que eu abra os olhos. Permaneço paralisada, olhando-o fixamente. – Está sem coragem? Eu lhe fodi violentamente em cima daquela cama, do mesmo jeito que Mark deve ter feito com você. - Diz rusticamente, mas sei onde quer chegar. Está falando isso pra me provocar e que por fim faça o que me pede. Percebendo meu estado ele solta uma risada fria. – Não consegue começar pela frente? Comece pelas costas então! - Diz e se vira de costas para mim. – Pode começar! - Diz e abaixa a cabeça.
Sei que está sofrendo, com medo de reviver seu passado e isso me parte o coração. Sem conseguir mais, deixo as lágrimas fluírem. Aproximo-me lentamente e me ajoelho atrás dele. Ouço sua forte respiração ressoar pelo recinto e choro mais. Coloco o chicote no chão, ao meu lado e levo minhas mãos em seus braços, com todo o cuidado para não tocá-lo onde não gosta, puxo-o para mim, colocando-o entre minhas pernas e o abraço por trás. Beijo seu rosto ternamente e entre as lágrimas, busco palavras para lhe confortar.
– Baby, eu te amo demais para fazer isso com você! A sua dor é a minha dor. - Paro e tomo uma lufada de ar. – Jamais faria você relembrar o cafetão que te espancou. Jamais faria você reviver esse momento de sua vida. Se eu pudesse eu apagaria toda sua dor, odeio te ver desse jeito, tão vulnerável, sofrendo. – Começo a distribuir beijinhos por todo seu pescoço até o rosto, na tentativa de acalmar sua respiração. Ele pega minhas mãos e as beijas lentamente e fecho meus olhos para aproveitar esse toque especial entre nós. Sinto colocar minhas mãos em algo rígido e gelo no instante em que me dou conta do que é. Abro meus olhos ele involuntariamente, meus olhos correm para minhas mãos, que estão espalmadas em seu peito. Vejo que está tenso, seu peito sobe e desce frequentemente, com sua respiração ofegante. – Nicholas não! - Digo e tento tirar minhas mãos, mas ele é mais rápido. Espalma suas mãos por cima das minhas, prendendo-as com força contra seu corpo. Tento tirar mais uma vez, mas ele aperta mais suas mãos contra as minhas. Sem ter o que fazer, deixo as mãos paralisadas.
– Eu preciso disso! - Diz entre os dentes.
Ele joga a cabeça por cima de meu ombro. Olho para seu rosto e vejo que está de olhos fechados. Sua expressão é de completa dor. Seu peito sobe e desce com mais rapidez, seu maxilar esta cerrado, os dentes trincados. Meu coração se aperta de tristeza ao ver que sai lágrimas pelo canto de seus olhos. Sei que está lembrando de tudo o que passou. Meu Deus, que isso tudo acabe logo, por favor! Peço mentalmente e mais uma vez a enxurrada de lágrimas escorrem pelo meu rosto. Puxo uma de minhas mãos do cativeiro das suas, conseguindo-o libertá-la, levo-a em seu rosto e o viro para mim. Dou beijos no rosto dele, descendo-os pelo pescoço, ombro e tudo que é lugar que consigo alcançar. Subo os beijos até sua orelha.
– Baby, sou eu Selena! A mulher que te ama mais que tudo nessa vida. - Sussurro em seu ouvido para confortá-lo o máximo possível, devido sua respiração acelerada.
Ele balança a cabeça em concordância, ainda de olhos fechados e inclina seu torso para frente. Vejo-o de cabeça baixa e sei que está chorando mais. Começo a distribuir beijos por suas costas. Beijo carinhosamente, como se minha vida dependesse disso e sinto suas respiração se acalmar um pouco. Ele interrompe meu circuito e se vira de frente para mim. Monto em cima dele, sentando em seu colo e ele envolve suas mãos em minha cintura, me abraçando fortemente. Encosta sua testa na minha e me olha nos olhos. Olhos que estão cheios de lágrimas e emoções variadas. Dou um selinho em seus lábios e afasto nossas testas. Levo as mãos em seu rosto e seco as lágrimas, que desceram a poucos segundos, passo os polegares embaixo de seus olhos e assim mais lágrimas descem. Beijo uma a uma e ele fecha os olhos. Beijo seus olhos e, com seu rosto entre minhas mãos, beijo sua testa e seu nariz. Afasto nossos rostos para fitá-lo melhor e assim ele abre os olhos. Abro um sorriso complacente e vejo um esboço de um em seu rosto.
Esfrego nossos narizes e com seus olhos cravados aos meus, ele toma minha boca em um beijo lento, apaixonado e muito sensual. Deixo-me levar pelo momento e aceito seu gesto amoroso, beijando-o na mesma intensidade. De repente suas mãos apertam minha cintura conforme vai aumentando o ritmo do beijo, que agora é de puro fervor e luxúria. Ele me aperta mais contra si, enquanto desce seus beijos por meu pescoço.
Jogo a cabeça para trás, lhe dando total acesso ao mesmo e fecho meus olhos para matar a saudade que estava desses lábios em minha pele. Continua com seu caminho implacável, beijando o meu colo, acariciando minha pele com seus doces e sedentos lábios. Ele leva as mãos até o meu vestido e puxa-o lentamente para baixo, liberando meus seios e acaricia-os com as mãos, levando-me a loucura. Em seguida troca suas mãos pela sua boca, junta os dois com as mãos e suga-os com um destreza imensa, fazendo-me arfar de tesão.
Em seguida abocanha um seio meu, chupando-o com divina adoração. Abro meus olhos, mordo meu lábios para reprimir o gemido e levo minhas mãos ao seus cabelos, puxando-os conforme o movimento de sua boca. Depois de torturar meu mamilo com chupadas deliciosas, ele rodeia-o com a língua e mordisca, arrancando um longo e gostoso gemido de mim. Sua boca habilidosa passa para o outro seio e repete o mesmo trabalho anterior, fazendo meu sexo umedecer de excitação. De repente ele para o que está fazendo e toma meu rosto entre suas mãos, para que o olhe nos olhos.
– Baby, eu sei que dá ultima vez que fizemos isso, eu fui um idiota com você.. mas ... - Ele para e toma meus lábios novamente com uma fome exagerada. Quando separa a boca da minha, está ofegante. – Eu preciso disso para saber se estamos realmente bem, Selly. - Sussurra como um pedido em meus lábios e imediatamente sei do que ele está falando.
Tomada pelo desejo que instalou em meu corpo, não exito e assinto de cabeça. Vejo seu sorriso abrir e assim toma meus lábios novamente, fazendo-me deitar de costas no chão enquanto me beija. Ele para de me beijar, acaricia meu rosto, enquanto me admira ternamente. Segundos depois ele desce mais o meu vestido, me beijando cada parte do corpo descoberta ao me despir, e por fim deixa-me só de calcinha. Joga meu vestido pro lado e se enfia no meio de minha pernas. Enfia a mão dentro de minha calcinha, indo direto para meu ponto mais sensível. Logo que seus habilidosos dedos tocam meu clitóris eu estremeço. Ele estimula-o enquanto suga meus mamilos. Arqueio as costas enquanto seus dedos continua a tortura até que ele escorrega um dedo para dentro de mim, arrancando de mim um gritinho de surpresa e ouço seu risinho baixo.
– Nicholas.. - Gemo seu nome.
Ele larga os meus seios visivelmente endurecidos e aproxima sua boca de meu ouvido.
– Alguém esteve aqui, baby? - Pergunta e rodeia seus dedos dentro de mim. Mexo meu quadril no ritmo de seus dedos.
– Hum ? - Gemo atônita, enquanto ele intensifica o movimento de seus dedos.
– Responde, baby. Alguém esteve aqui ? - Pergunta novamente.
– Não. - Sussurro e ouço seu sorrisinho em meu ouvido. Ele morde o lóbulo de minha orelha e gemo mais.
– Que bom, baby! Esse lugar aqui é só meu. - Diz sensualmente em meu ouvido, enquanto continua com sua tortura.
Logo enfia dois dedos e começa seu vai e vem delicioso, fazendo-me sentir mil loucuras com esse toque.
Ele toma meus lábios mais uma vez e me beija loucamente, feliz com minha resposta. Sinto meu interior se contrair ao redor de seus dedos e sei que estou perto do meu ápice. Logo separa nossas bocas, em busca de ar.
– Não posso mais espera, preciso tê-la agora em minha pele. - Sussurra com fervor e balanço a cabeça, gemendo em concordância.
Ele tira seus dedos de mim lentamente e chupa-os. Rapidamente ele se levanta e tira o resto de suas roupas. Assim que tira sua boxer, vejo sua enorme ereção cair gloriosamente e sinto minha respiração acelerar. Em um nanossegundo ele se ajoelha entre minha pernas, leva os dedos até minha calcinha e a rasga bruscamente, me surpreendendo. Minha excitação se eleva ao máximo que pode com esse gesto dele. Se deita sobre mim, olha-me nos olhos enquanto entra em minha lentamente, fazendo-me sentir cada centímetros de seu membro entrar em minha abertura faminta por ele, me abrindo com uma calma exagerada. Gemo e fecho meus olhos, extasiada ao senti-lo inteiramente dentro de mim.
– Olhe para mim. - Pede e assim abro meu olhos, me deparando com o seus olhos. Olhos que me levam a louca a cada vez que se lança para mim.
Em seguida ele senta-se no chão, me puxando junto para que monte nele. Apoio meus joelhos no chão, começo a subir e descer com um pouco mais de rapidez sobre ele. Rapidamente Nicholas leva suas mãos controladoras em meus quadris, os segura e começa a movimentá-los a seu ritmo doce e torturantemente lento.
– Assim, baby! Devagar... - Diz cara a cara comigo. Me beija com carinho, envolvendo minha língua com a sua, enquanto me faz subir e descer lentamente. – Hoje vamos fazer amor! - Sussurra em meus lábios, olhando em meus olhos. Sorrio e concordo de cabeça, e assim aproveitando mais os movimentos.
Minutos depois vejo-o jogar a cabeça para trás de puro prazer com nosso movimento único, calmo, porém muito sensual. Me sinto poderosa cada vez mais, ao notar que dou prazer ao meu grande amor do mesmo modo que ele me dar. Permanecemos assim por um longo tempo até que meu interior se contrai novamente e assim aumento um pouco os movimentos, na busca incessante pelo nosso prazer. Minhas pernas estão tremendo, meu corpo vibra enlouquecido quando ouço um gemido longo, viril e satisfeito e logo sinto o liquido quente de Nicholas jorrar dentro de mim. Instantes depois, um gemido sai da minha boca e fecho meus olhos, me deliciando com nosso orgasmo arrebatador.
Milhares de estrelinhas brilham em minha mente e minha mente zonzeia, extasiada. Sou trazida de volta a Terra ao sentir Nicholas enterrar seu rosto em meu pescoço, fungando sucessivamente. Minhas mãos posam em seus cabelos acobreados super molhados de suor, acariciando-os com todo meu amor. Ele envolve possessivamente seus braços em torno de mim e me aperta mais contra si, quase fundindo nossos corpos, assim como nossas almas foram a poucos segundos atrás. Olho para baixo e distribuo beijinhos por seu ombro a mostra, enquanto ele continua inerte com o que acaba de acontecer. Nesse instante vejo que não precisamos falar mais nada. Nos entendemos perfeitamente bem, com nossos gestos e assim entendemos o significado de cada um. Nos damos conta do quanto nos amamos e o quanto precisamos um do outro. Fizemos amor! Pela primeira vez na vida, fizemos amor loucamente e no quarto vermelho da dor. Que loucura isso! Sorrio com uma felicidade indescritível em meu peito ao tê-lo novamente em meus braços e só pra mim.
Continuamos calados por um longo tempo e isso já está me assustando. Nicholas não é de ficar calado e quieto por tanto tempo. Sei que hoje foi uma noite importante e cansativa para ele. Sei o tamanho do gesto que ele fez ao me pedir para tocá-lo. Incomodada, resolvo quebrar o silêncio.
– Baby, está tudo bem ? - Pergunto preocupada.
– Uhum.. - Murmura com o rosto ainda em meu pescoço.
Enfiando os dedos por seus cabelos da nuca, puxo-o de leve para trás, fazendo-o olhar para mim. Ao perceber meu olhar de preocupação, ele respira fundo, encosta a testa na minha, pegando meu rosto entre suas mãos e olha diretamente em meus olhos.
– Agora está tudo bem. - Diz e me dá um selinho.
Acho que meu rosto vai se partir em dois, tamanho é o meu sorriso. Ele leva suas mãos em minhas costas, acariciando-a ternamente e faço o mesmo com ele. É tão bom não ter mais nenhum empecilho de toque entre nós. Subo minhas mãos até sua nuca e o puxo pra mim, aninho-o em meu peito. Ele me abraça e assim me deito de costas no chão, trazendo-o comigo. Ele se aconchega mais em mim, como um garotinho, arrancando sorrisos encantados de mim. Acaricio suas costas e beijo sua testa.
– Durma, meu amor. Você deve está cansado. - Digo e ele levanta o rosto rapidamente, para mim. – Que foi? - Pergunto espantada ao ver sua cara.
– Você me chamou de que ? - Pergunta.
– Meu amor. - Digo, sorrindo como uma boba.

Vejo que gostou do apelido, pois seus olhos entregam a felicidade que está sentindo. Ele me dá um beijo casto e volta a se aninhar em meu peito. Estico meu braço para puxar meu longo vestido e jogo-o por cima de Nicholas. O vestido cobre só a parte de baixo, pois ele é muito grande. Mas não me importo, eu mesmo vou aquecê-lo da cintura pra cima com meus braços e meu amor. Com uma mão em seu rosto e a outra em suas costas, acaricio até que o sono se apossa de nós.

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Creditos Angel