segunda-feira, 26 de maio de 2014

Original Sin - 20 Caitulo

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Suri: Agora já chega. - Disse decidida, entrando na sala que Nicholas estava olhando papéis - ONDE ELA ESTÁ?

Nicholas: Está falando comigo? - Perguntou como se estivesse olhando um inseto

Suri: Não, estou falando com a sua mãe, palhaço. - Respondeu, cheia de si. Nicholas franziu a sobrancelha - EU OUVI OS SEUS GRITOS! NICHOLAS, JÁ FAZEM SEIS DIAS! ONDE ELA ESTÁ?

Nicholas: Francamente. - Balançou a cabeça e saiu.

Anoiteceu, e Suri estava irredutível. Quando amanheceu, saiu decidida do quarto: Iria atrás de Gregg.

Suri: Vamos, Seth, me ajuda! - Resmungou pulando pra subir no cavalo

Como por milagre, Seth dobrou as duas patas da frente, se abaixando. Suri franziu a sobrancelha e montou. Quase caiu quando o cavalo quando ele saiu a galope. Se segurava firme nas rédeas. Não fazia a minima ideia de onde Gregg estava, mas precisava tentar. Estava próxima a saída da fazenda, quando uma carruagem preta passou por ela, parando em seguida.

Gregg: Suri? - Berrou saindo da carruagem, com Joseph, Demetria e Théo a seu encalço

Suri puxou a rédea com tudo, e Seth voltou. Deu um berro quando chegou a Gregg, e o cavalo, inteligentemente, parou.

Suri: Gregg! - Berrou, ofegando - Eu estava indo atrás de você!

Joseph caiu no riso, e Demetria sorriu do marido. Gregg ergueu uma sobrancelha, incréDemio.

Gregg: Ia a Madrid, atrás de mim, montada nesse cavalo? - Perguntou, como se não tivesse ouvido direito

Suri: Estava indo, mas graças a Deus você está aqui. - Engasgou - Gregg, a Selly. - Gregg ficou alerta, e Joseph parou de rir - Ela foi ao terceiro andar, e Nicholas apareceu do nada, eles brigaram, eu acho que ele bateu nela, eu não sei. - Gregg arregalou os olhos, franzindo a sobrancelha - E ela sumiu! Tem uma semana isso, eu não sei, ela não saiu da mansão, mas eu já procurei e nada! - Se engasgou

Gregg não disse nada. Apenas puxou Suri do cavalo, pondo-a no chão. Montou em Seth e então, com uma rajada de vento, havia sumido.

Joseph: Meu Deus. - Murmurou pra si mesmo - Vai na carruagem, Demi. - Pediu, alterado. Sentia que uma desgraça podia acontecer entre Nicholas e Gregg. Pegou um dos cavalos que puxava a carruagem e desapareceu atrás de Gregg.

O cavalo ainda estava a galope quando Gregg pulou dele, na frente da mansão. Mas por algum milagre nem se alterou. Apenas houve um pequeno impacto, como se ele tivesse dado um pulinho. Subiu as escadarias da mansão num salto. Seu faro foi direto. O primeiro lugar onde ele foi o terceiro andar. Suri já havia revistado o resto da mansão, e era bem a cara de Nicholas deixar a Selena lá. Seu estomago revirou quando chegou no terceiro patamar. Selena estava largada, deitada de bruços, a camisola de seda rasgada nas costas, e a pele das costas em carne viva. Os braços tinham marcas vermelhas, mas as costas estavam claramente feridas. Fios de sangue desciam pelos lados, manchando a seda branca. Parecia um escravo que tinha ido pro tronco.

Gregg: Selly! - Chamou, depois de se abaixar ao lado dela, tirando algumas mechas do seu rosto - Selly, fale comigo. - Pediu, atordoado

Selena: Gregg. - Murmurou, abrindo os olhos devagar. Um sorriso fraco brotou em seus lábios - Você veio. - Disse com a voz falhando, enquanto ele pegava sua mão

Gregg: É claro que eu vim, me perdoe. - Pediu com a voz atormentada - Eu demorei muito. Eu deixei você. - Ele deu um beijo no rosto dela e um no canto da boca. Selena sorriu - Eu vou tirar você daqui.

Foi difícil. Gregg poderia carregar ela sem problemas, mas como fazer, se suas costas estavam completamente feridas? Por fim, ele passou os braços dela por seu ombro e a abraçou pelo quadril, ainda coberto pela camisola desfigurada, e saiu as pressas dali.

Suri: Selly! - Berrou assustada

Rosa: Meu Deus! - Pôs a mão na boca ao se bater com Gregg

Gregg: Chame um médico. - Foi a única coisa que murmurou


Depois ouve o estouro da fechadura quebrando quando Gregg chutou a porta do quarto de hospedes, entrando com Selena.

Gregg: Selly, pode me ouvir? - Perguntou ao ve-la de olhos fechados. Selena assentiu levemente. - E-eu vou pedir pra Rosa tentar te dar um banho, ou pelo menos tirar o sangue, enquanto o médico não chega, tudo bem?

Selena assentiu. Gregg levou ela até o banheiro do quarto, foi quando Rosa voltou.

Gregg: Cuidado com ela. - Advertiu, sério, antes de sair.

Gregg rosnava em fúria quando desceu pra sala. Joseph, Demetria e Théo já estavam lá.

Gregg: ENLOQUECEU? O QUE DEU NA SUA CABEÇA? - Gritou entrando na sala

Nicholas estava sentado em uma poltrona, olhando papéis, mas sua expressão era abalada. Joseph o chamara na real. Ele se descontrolou com Selena. Além de bater, não lhe deu nada que comer nem beber depois. Porém, não respondeu a Gregg.

Gregg: Machucar a Selena, fazer ela sangrar, porque? - Ele encheu o peito de ar - Pela meiga e respeitável Samatha. - Disse, com uma falsa reverência. Nicholas ergueu os olhos pra ele. - Ah, você não gosta que falem dela. Porque será? Por causa do seu comportamento deplorável?

Nicholas: Samatha era diferente, tinha o jeito dela, mas era uma mulher tão respeitável como qualquer outra. - Disse entredentes, encarando Gregg.

Gregg: UMA PROSTITUTA! - Rugiu em fúria - UMA MULHER DA VIDA! IA PRA CAMA COM QUEM PAGASSE MAIS CARO! - Demetria arregalou os olhos - NÃO VENHA ME FALAR DE DIGNIDADE, NICHOLAS. - Disse, os olhos faiscando de ódio

O que se ouviu a seguir foi a poltrona onde Nicholas estava sentado virar, batendo-se numa mesinha e quebrando um vaso de cristal, e o impulso de Gregg pra cima do irmão. Gregg voou no pescoço de Nicholas, e os dois desabaram no chão. Demetria gritou. Joseph tirou ela gentilmente do caminho, e se pôs a apartar a briga. O que parecia ser impossível. Depois de minutos, nosso Uckermann conseguiu.

Joseph: AGORA JÁ CHEGA, VOCÊS DOIS! - Rugiu empurrando Gregg com tudo, que caiu pra um lado, e puxando Nicholas pela gola da camisa pro outro

Gregg: PROSTITUTA! - Berrou de novo, após se levantar - Agora o que a Selena te fez? Nada. Só descobriu a VAGABUNDA que você idolatra. - Disse, passando a mão no canto da boca

Nicholas partiu pra cima de Gregg de novo, mas Joseph se meteu no meio, empurrando o irmão.

Gregg: DEIXA ELE VIR! ELE GOSTA DE BATER EM MULHER, DEIXA ELE ESPERIMENTAR COM HOMEM! SOLTA ELE, JOSEPH! - Urrou em fúria, encarando o irmão

Joseph: EU DISSE JÁ CHEGA! QUE PALHAÇADA DE VOCÊS DOIS! - Ele empurrou Nicholas pro canto, tirando-o da linha de fogo de Gregg - Gregg, vá ficar com Selena, ela deve estar precisando. NICHOLAS, CHEGA! - Empurrou Nicholas com tudo. O irmão cambaleou pro lado, mas parou de ir pra cima de Gregg

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Gregg tinha a boca partida, e Nicholas o nariz. A briga ia re-começar quando Suri entrou na sala, dizendo que Selena estava chamando por Gregg.

Nicholas: Não acaba aqui. - Rosnou, raivoso

Gregg: Tenha certeza que não. - Concluiu, e saiu, pisando forte.

Quando Gregg entrou no quarto, Selena estava deitada na cama, de bruços, com a cabeça em um travesseiro, vestido uma camisola de algodão branca, cuja abertura ficava nas costas. Suri lhe dava agua cuidadosamente. Selena, após o banho, parecia melhor.

Selena: Gregg, por favor, eu imploro, não brigue com Nicholas. - Pediu com a voz rouca. Gregg ia contestar, mas ela o interrompeu - Não vale a pena.

Gregg: Como você está? - Perguntou, acariciando o rosto dela

Selena: Eu vou sobreviver. - Sorriu. Se sentia bem melhor longe do quadro de Samatha, e após tomar um bom banho

O médico logo chegou. Se assustou com o estado das costas de Selena. Mas deixou a receita de um remédio, uma fórmula, que ajudaria com a dor e a cicatrização. Recomendou repouso absoluto, um chá que ajudava a dormir, e falou de um creme, que era vendido na Alemanha, que impediria que ficassem marcas. Gregg, instantaneamente, moveu céus e terra e mandou um empregado viajar até lá, pra trazer o tal do creme. Selena tomou o remédio que o médico passou, e a dor nas costas diminuiu um pouco.

Gregg: Olha o que eu trouxe. - Disse fechando a porta do quarto, após entrar com uma bandeja contendo um almoço farto nas mãos.

Selena: Obrigada. - Sorriu olhando-o. Estava, pra ser modesta, morrendo de fome.

Gregg: Vamos ver se eu consigo sentar você. - Ele pôs a bandeja na cama, e se abaixou pra ela.

Selena enlaçou as mãos no ombro de Gregg, que a carregou com cuidado. Depois, após afofar os travesseiros, pôs ela delicadamente sentada. Mas as costas não aceitaram os travesseiros.
Selena gemeu de dor quando seu peso encostou no travesseiro, e Gregg prontamente a desencostou. Ele sentou ao seu lado, e lhe abraçou pelo ombro, dando-lhe apoio. Assim não precisava encostar no travesseiro. Selena adorou. A mão fria dele sobre seu ombro em si servia como sedativo. Ela comeu sozinha, bebeu suco até demais, forçada por ele. Depois ele, com uma mão só, tirou a bandeja vazia dali.

Gregg: Eu vou cuidar de você. E logo isso não terá sido mais que um pesadelo. - Disse, olhando ela. Selena sorriu, grata. Não sabia o que seria da vida sem ele. Gregg selou os lábios com os dela levemente, e toda a dor era suportável.


Naquela noite, enquanto todos dormiam, Nicholas foi ao quarto de hospedes onde Selena estava. Era curioso, os dias eram frios, mas tecnicamente todas as noites eram chuvosas em Seattle. Foi o barulho da chuva que acobertou o som de suas pegadas enquanto ele avançava até ela. Quando entrou no quarto, Selena dormia profundamente, ainda de bruços. Ele avançou silenciosamente até ela. O quarto estava escuro, mas ele enxergava como se houvessem dezenas de velas iluminando-a. Pode ver também sua brutalidade, marcada debaixo da fina camisola que ela vestia. Ela ressonava levemente, calma. Tinha uma mão perto do rosto, e alguns fios de cabelo caiam por ali. Ele ergueu a mão e, levemente, tirou os fios, deixando o rosto dela livre. Observou-a por um instante. Sua expressão era tão inocente. Parecia fraca, mas ele tinha certeza de que Gregg estava cuidando dela o melhor possível. A expressão dela era tranqüila, despreocupada, ao contrário de Nicholas, que era semelhante a de uma pessoa que estava sendo torturada. Sua maxilar estava contraída, seu cenho estava franzido, e os olhos carregavam uma dor que ninguém poderia amenizar. Ficou ali, de pé, olhando-a, por horas a fio. Enquanto a madrugada e a chuva se trançavam lá fora, Gregg foi ao quarto. Nicholas se tirou do caminho, ocultando-se da visão de Gregg, para observa-lo. Gregg foi até Selena silenciosamente. Pegou a coberta que estava aos pés da cama e cobriu-a até a cintura. Selena não se moveu. Ele deu um beijo de leve na testa dela e saiu, bocejando, e ainda sem saber da presença do irmão ali. Nicholas ficou lá, velando o sono de Selena até amanhecer. Quando a chuva cessou, e o céu começou a clarear, ele foi embora.


Comentem Gattonas

Creditos Samilla Dias.

Original Sin - 18 Caitulo

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Musica da Cena: Elephant Gun - Beirut

As semanas se passaram. Logo completou um mês desde que Gregg se fora. Nicholas passou a atormentar Selena com isso, debochando dela. Selena se pôs a cavalgar naquele dia. Não estava chovendo, porém, o céu não estava claro. Acho que aquele era o que se chamava de "tempo bom" em Seattle. Seth adorava correr. Se lançava com tudo levando a dona. Selena já soava, devido ao tempo que passou correndo. Estava prestes a fazer a volta, quando viu, a uns 100 metros de distância, o portão da fazenda se abrir. Uma carruagem entrava na fazenda.
Não era nem Nicholas nem Joseph, ambos estavam em casa. Selena sorriu de antecipação, o coração batendo gostosamente no peito, enquanto puxava as rédeas do cavalo. A carruagem parou antes de chegar nela, que já sorria. Seth arrastava a pata no chão, ansioso por correr novamente, e se balançando pros lados, obrigando Selena a manter a rédea firme.

If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight ♫


Gregg: Demorei? - Perguntou, sorrindo abertamente ao descer da carruagem.

Selena: Nem percebi que já tinha ido. - Zombou enquanto desmontava do cavalo e corria em direção a ele, segurando a barra do vestido bege, pra não tropeçar.

Far from home, elephant gun
Let's take them down, one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around ♫


Selena atirou os braços em volta de Gregg, que segurou ela e rodopiou duas vezes, erguendo-a no ar.
E então ela estava inteira novamente. Ele estava ali, em seus braços. Ela ria contra a pele fria do pescoço dele. Estava absorta em sua felicidade quando viu um menino, aparentemente 10, 11 anos, olhando os dois curiosamente da porta aberta da carruagem.

Selena: Ele é...? - Murmurou no ouvido de Gregg, que riu

Gregg: Théo, venha até aqui. - O menino prontamente se lançou pra fora da carruagem - Essa é Selena. Lhe falei dela. - Théo assentiu e sorriu

Théo: Prazer. - Disse, pegando a mão de Selena e dando um beijinho

Téo tinha os cabelos cor de manteiga. A pele clara, os traços delicados, não tão finos quanto os de Gregg, Joseph, e Nicholas, mais ainda assim delicados.

Selena: O prazer é meu. - Sorriu, ainda agarrada a Gregg, que abraçava ela pela cintura

Gregg: Acho que cheguei a tempo pro almoço. - Observou, sorridente - Você prefere ir no seu cavalo, ou nos dá o prazer de sua companhia? - Ele perguntou, formal demais, brincando com ela

Selena: Sinto informar que vou ficar em débito quanto a isso. - Respondeu, segurando o riso - A propósito, o nome do cavalo é Seth. - Ela empurrou ele de leve pelo peito e se afastou, sorrindo ao ouvir o riso de Gregg, indo em direção ao seu cavalo

Let the seasons begin - where it's all right and wrong
Let the seasons begin - take the big game down ♫


Selena montou em Seth, que mais que prontamente disparou em direção a mansão. O vento parecia querer cortar o rosto dela enquanto ela via a carruagem vir a seu encalço. Seus cabelos voavam, soltos ao vento. Se Selena tinha algum conceito sobre felicidade, era esse.

Nicholas: Bonito colar. - Observou, quando Selena saiu do banheiro de camisola, naquele dia a noite - Não me lembro de ter lhe dado esse. - Disse com os olhos colado a jóia que cintilava no pescoço dela.

Selena: Não foi seu. Gregg me deu esse. Hoje. - Disse se sentando e começando a escovar o cabelo

Nicholas: Minhas jóias você deixa de lado, mas as de Gregg desfilam em seu pescoço. - Disse debochado, sentando-se na beira da cama e olhando-a.

Selena: Não é convencional usar uma gargantilha cravada com rubis pra ficar em casa. - Disse olhando a ponta do cabelo

Nicholas: Sabe que não gosto do seu relacionamento com Gregg? - Perguntou se sentando atrás dela, deixando-a no meio de suas pernas e olhando-a pelo espelho.

Selena: Porque? - Perguntou encarando-o pelo espelho. Parecia tanto... o coração dela pulou de espectativa. Talvez o seu Nicholas estivesse ali, agora.

Nicholas: Porque não. - Ele deu um pequeno beijinho no pescoço dela - É minha mulher. E eu não gosto do grau de relacionamento que vocês tem. - Disse duro, encarando-a pelo vidro

Selena: Você não tem que gostar. Ele é meu amigo, não seu. A você só cabe aceitar e respeitar. - Disse, rigida pela descepção. Nicholas riu abertamente com a resposta dela. - Pelo amor de Deus. - Murmurou irritada e se levantou bruscamente

Nicholas: Eu não disse pra você sair. - Segurou ela com a mesma brusquidão com que ela se levantou - Pra que a pressa? Tem algum encontro? - Perguntou, debochado, se levantando

Selena: Se eu tivesse não era de sua conta. - Rosnou, irritada - Está me machucando. - Disse, a garganta amargando de ódio

Nicholas: Estou? - Ele sorriu, frio, pegando o outro braço dela. Selena assentiu, colérica - Mas você gosta quando eu te machuco. - Disse, provocando, e apertando mais os braço dela, trazendo-a pra si.

Selena: Pára. - Pediu, tentando se controlar.

Nicholas: Porque parar, se no fundo você tá adorando? - Perguntou malévolo, e ela revirou os olhos. - Assuma. - Ele puxou mais ela pra si. Selena estremeceu. Era verdade, ela amava essa parte bruta de Nicholas - Diga em voz alta, petit. Eu quero ouvir. - Ele sorriu de canto, deliciado com a irritação da mulher.

Selena: Você acha que é a única opção. O melhor em sua categoria. Mas e se eu me apaixonasse, Nicholas? - O sorriso dele se fechou - Eu sou jovem. Meu coração é novo, está aberto pro amor. E se eu me interessasse por outro homem? Melhor, se eu quisesse ir embora? Se eu quisesse te deixar? Isso ia ferir o seu ego, não iria? - Sorriu, gloriosa, ao ver a fúria nos olhos dele.

A ultima coisa que Selena viu foi o verde furioso dos olhos dele. Depois ela foi lançada da na cama com força por ele. Caiu deitada de lado. O colchão amorteceu o tombo dela, jogando-a pra cima. Seu cabelo se esparramou por seu rosto. O braço em que ela caiu em cima doía barbaramente. Estava se recuperando do susto quando a voz, baixa e ameaçadora dele lhe tocou.

Nicholas: Eu lhe matarei antes, Selena. Estará morta antes de estar nos braços de outro homem. Matarei você sem pensar duas vezes. - Avisou, raivoso, e saiu do quarto, batendo a porta com tudo. Selena suspirou. Que maravilha de casamento era o dela.

Os dias se passaram. Selena e Gregg estavam cada vez mais apaixonados. O relacionamento de Selena e Nicholas estava cada vez pior. Na ocasião a seguir, os dois estavam aos beijos no chalé. Quando Selena chegou, Gregg estava sentado na cama, lendo um livro. Com a chegada dela, ele deixou o livro. Ela se sentou ao lado dele, e os dois se puseram a conversar. Dentre um assunto e outro, ele a beijou. A coisa foi ganhando intensidade, ao ponto em que Selena deitou de costas na cama, e Gregg ficou com metade do corpo por cima dela. O pescoço da dela tinha marcas de um rosa claro, deixadas por ele. Já ele, se estivesse sem camisa, teria marcas da unha dela. A respiração de ambos já era sofrida. Com um estalo, Gregg rolou pro lado, saindo de cima dela e Selena rolou pro outro, caindo de Joelho no chão. Britt. Nicholas.

Selena: Eu acho que... - Ela começou. Mas ao ver a careta de Gregg desabou em risos, se escorando na cama. Gregg riu.

Gregg: Vamos, sua topeira. Já deve estar escurecendo. - Ele ofereceu a mão a ela, que segurou e se levantou, ajeitando o vestido.

Os dois, ainda aos risos, saíram do chalé e pegaram, cada um, o seu cavalo. Voltaram calmamente pra casa. Chegando lá, Selena foi se aprontar pro jantar e Gregg também. Nicholas lançou um olhar questionador nela quando ela entrou na sala. Ela fingiu não ver. O jantar correu normalmente.

Demetria: Eu queria tanto saber se é menino ou menina. - Comentou, alisando a barriga saliente. Demetria estava com 5 meses.

Théo: Sabe, Demi. No futuro vai existir uma máquina, eles passam gel na barriga da pessoa, passam um aparelho, e o bebê aparece numa tela. As pessoas vão ficar sabendo o sexo da criança com ela ainda dentro da barriga. - Disse, entusiasmado. Nicholas, Gregg e Selena franziram os cenhos.

Demetria: Sério? - Perguntou, confusa e animada.


Joseph: Sai de perto dela. - Ordenou, dando um pedala no menino, que saiu, aos risos. Gregg e Selena riram enquanto Joseph sentava do lado de Demetria, que o abraçou.

-

Selena: Lá vem você me infernizar de novo. - Disse colorizada, quando Nicholas se aproximou dela

Mas ele não disse nada. Aproximando-se dela por trás, cheirou seu pescoço levemente, com a sobrancelha franzida. Selena endureceu.

Nicholas: Cuidado com o que está fazendo, Selena. - Avisou, se afastando dela - Chorar depois não vai mudar nada.

Selena: Eu não sei do que você está falando. - Disse dura, erguendo o rosto

Nicholas: É bom que não saiba. Pro seu bem. - Disse antes de sair e fechar a porta, deixando uma Selena pálida.


 Comentem Gattonas


Creditos : Samilla Dias





domingo, 25 de maio de 2014

Original Sin - 17 Caitulo

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Os meses foram passando normalmente. O relacionamento de Selena voltou a ser o pior possível. Brigas todos os dias, por todos os motivos. Nicholas se irritava por tudo. Ela não respondia, sabia seu lugar. Mas tinha vezes que passava dos limites, ela jogava tudo pro alto, e eles só faltavam sair na mão. Selena se magoava muito com isso, mas suas única esperança era o dia, nem que fosse só um, em que o seu Nicholas estaria livre de novo.

Joseph: Théo deu problemas novamente. - Disse, após abrir uma carta - Renée pede pra que ele passe um tempo aqui, enquanto as coisas se acalmam por lá.

Demetria: Quem é Théo? - Perguntou, enquanto encostava a cabeça no ombro dele

Joseph: Um primo. - Disse simplesmente envolvendo ela no braço, pousando a mão na barriga já saliente dela.

Nicholas: Nem pensar. - Disse, erguendo os olhos

Gregg: Aquele garoto é um problema. - Disse interrompendo a conversa com Suri, que estava sentada em sua perna

Selena: O que ele tem? - Perguntou, confusa

Nicholas: Visões. - Ele ergueu as mãos, revirando os olhos - Pra mim ele tem é algum distúrbio. Diz coisas sem pé nem cabeça, titulando como futuro.

Joseph: Não podemos ignorar a carta. Vamos, é nosso primo, não deve demorar.

Nicholas: Eu não vou cruzar o oceano pra buscar aquele menino. - Avisou

Joseph: Eu posso ir. - Deu os ombros


Demetria: Quê? Ah, David, não! - Ela se apertou nele fazendo bico, ele riu, selando os lábios com os dela

Gregg: Eu posso ir. Aproveito pra ver a Britt.

Selena sentiu um buraco no estomago. Gregg longe não era uma coisa que pudesse suportar agora. Mas foi assim que ficou acertado. Gregg iria daqui a dois dias. Dois dias que se passaram insuportavelmente rápido. Selena estava no chalé, sozinha. A melancolia se apossava dela cada vez mais.

Estou pensando em você
Hoje
à noite em minha solidão insone ♫


Gregg: Sabia que te encontraria aqui. - Disse, fechando a porta

Selena: Eu vou sentir sua falta. - Disse olhando a lareira

Se é errado amar você
Então meu coração não vai deixar agir certo
Porque me afoguei em você
E
não sobreviverei sem você do meu lado ♫


Gregg: Eu também. Mas, ei, antes que você possa sentir, eu vou estar aqui. - Ele se postou atrás dela, alisando seus braços

Selena: Você é a única coisa que eu tenho, Gregg. O único que me anestesia tudo o que eu vivo aqui. - Ela disse, olhando o fogo lamber os pedaços de madeira na lareira - Não me tome por idiota, é só ruim pra me adaptar.

Gregg: Não acho que você seja idiota. Não demorarei, eu prometo. Deixarei meu coração aqui, como garantia. - Ele sorriu pra ela.

Eu daria tudo de mim para ter
Só mais uma noite com você
Eu arriscaria minha vida para sentir
Seu corpo junto ao meu ♫


Selena sorriu involuntariamente. Era um dom que Gregg tinha: faze-la sorrir mesmo quando ela se sentia morrer. Ela se virou pra abraça-lo, mas terminou se batendo no braço dele. Quando ela o olhou, o rosto dos dois ficaram a centímetros. O topázio dos olhos dele era liquido, quente. Selena o olhou por um bom tempo. Gregg ergueu a mão, tocando a maçã do rosto dela com as costas da mão. Antes que pudesse pensar, Selena se lançou no pescoço dele, beijando-o. Gregg cambaleou com a surpresa, mas retribuiu o beijo. Selena foi levada por um choque ao sentir os lábios frios dele com os seus. Um tempinho depois, ela se separou dele, pronta pra se ajoelhar e pedir desculpas até a morte. Mas ele encarou ela de um jeito tão diferente, que ela perdeu o fio do pensamento. Então ele puxou ela pela cintura novamente, puxando-a pra um novo beijo, e nada mais fazia sentido ali.

Porque eu não consigo deixar de
Viver na lembrança de nossa canção
Eu daria tudo de mim pelo seu amor hoje à noite ♫


Cada segundo parecia duas vidas enquanto Selena enlaçava os braços no pescoço de Gregg. Beijar ele era completamente diferente de Nicholas. Nicholas era quente. Gregg era frio como gelo. Mas de que diabos isso importava, agora que seu coração parecia que ia sair do corpo? Estar nos braços dele foi a maior plenitude que ela provou desde que descobriu que era a "prometida" do terceiro Jonas. Pra Gregg era novo também. Que diabos ele estava sentindo por aquela mulher? Ela era sua cunhada, por Deus. Mas ele necessitava disso, agora ele sabia, ela era o seu chão.

Selena: E agora? - Perguntou confusa, quando o ar faltou e os dois se separaram, ofegantes. Ainda tinham a testa e os corpos juntos.

Gregg: Agora esse vai ser o seu segredo. O meu segredo. O nosso segredo. - Selena riu da conjugação que ele fez. Ele sorriu

Selena: Até quando? - Perguntou, perdida nos olhos dele

Gregg: Até... Nicholas descobrir e queimar nós dois vivos. - Selena fez uma careta e ele riu.

Baby, você pode me sentir
Imaginando que estou olhando em seus olhos ♫


Selena: Não demore. Por favor, Gregg, não demore a voltar pra mim. - Ela pediu, franzindo a sobrancelha. Não queria que ele fosse.

Gregg: Logo estarei aqui. De volta pra você. - Ele sorriu de canto - Ansiosamente, se ainda me quiser. - Ela riu. Ele inclinou-se novamente e a beijou. Medo. Felicidade. Paixão. Ansiedade. Remorso. Vários sentimentos se entrelaçavam ali, mas não importava. Depois ele foi embora, deixando Selena com seus pensamentos. Agora ela tinha uma perspectiva. Era desejada. Desejava.

Nicholas: Onde você estava? - Perguntou quando ela entrou em casa, rumando a escada pro segundo andar

Selena: Andando a cavalo. - Respondeu sem dar atenção. Em parte era verdade. Agora que tinha Seth, era muito mais fácil ir e voltar do chalé.

Nicholas: Gregg já foi. Estranho você não ter vindo se despedir dele. Pensei que fosse seu amigo. - Pressionou, desconfiado

Selena: E ele é. Eu o encontrei no caminho. Já me despedi. Com licença. - Ela deu as costas e subiu as escadas. Tinha um sorriso no rosto ao entrar no quarto. Pelo menos Nicholas estava pagando pelo que lhe fazia. O rosto de Gregg estava aceso em sua memória, como um ultimo sopro de ar a quem estava se afogando.


Mas ela não morreria. Ela se apegaria a isso com tudo o que pudesse. Era sua salvação. Ela sorriu ao entrar no banheiro. Se sentia mais bonita. Não sabia se era o rosto corado, se era impressão sua, ou se a cor de seus cabelos estava mais viva. Ela riu de si mesma enquanto ia abrir a torneira pra encher a banheira. Parecia uma adolescente, pensou consigo mesma. Os dias foram passando. O remorso invadiu Selena. Não por Nicholas, que ele fosse pro diabo, mas por Britt. Gregg estava com ela agora. Longe. Isso definitivamente não ajudava em nada.

Joseph: Carta do Gregg. - Disse, remexendo as correspondências. Selena ergueu o rosto, olhando-o enquanto ele lia o papel - Disse que está tudo bem por lá, a viagem foi tranquila, todos estão bem. - Ele revistou o papel - Diz que está ansioso pra voltar, mais que o normal. - Ele franziu o cenho, lendo o papel. Selena empalideceu. Que diabos Gregg havia escrito ali? - Manda lembranças a Selena. E é só. - Ele passou a outras cartas.

"Fizera de propósito.", pensou Selena, reprimindo um sorriso. Era típico de Gregg provoca-la. O tempo de Selena era vago. Vago demais.

Suri: O que você tá fazendo? - Perguntou num dia de tarde, entrando na sala de estar. Demetria tricotava uma touquinha branca pro bebê, e Selena bordava um pano

Selena: Hum? Ah, nada, só tava... - Ela arregalou os olhos. No tecido branco havia, bordado em vermelho, "Greg". O ultimo G estava em andamento. - Só estava bordando. Não tinha nada pra fazer. - Sorriu, tirando o lenço que bordava da forma

Suri: Porque tá queimando?  - Perguntou ao ver Selena jogar o lenço nas chamas da lareira

Selena: Não estava adequado. - Sorriu, voltando ao seu posto. Se pôs a bordar lenços, jogos de cama, tudo pro chalé. Pelo menos serviria de alguma coisa.

Suri: Eu sinto falta dele, também. - Observou enquanto se sentava ao lado de Selena - É claro que agora é melhor, já que eu posso sair do quarto, mas ainda assim. - Selena sorriu, triste.

Mas os dias foram passando, e não havia mais o que bordar. Gregg não voltou. Selena expulsava a todo custo a melancolia dentro de si, mas não era fácil. Nem animo pra discutir com Nicholas mais ela tinha. Gregg não escreveu, sabia que era arriscado demais. Mas não ter noticias dele era pior.

sábado, 24 de maio de 2014

Original Sin - 16 Caitulo "Hot"

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Musica: Till we ain't Strangers Anymore - Bon Jovi

Quando Nicholas voltou ao banheiro, depois de deixar o terno e o colete em cima da cama, Selena estava brincando com a espuma. Ela pegou uma mão de espuma com a mão boa, e assoprou, fazendo voarem bolinhas de sabão. Ele sorriu e se aproximou.

Nicholas: Está melhor? - Perguntou, sentando-se perto dela de novo

Selena: Um pouco. Não está doendo tanto. - Ela analisou, fechando a mão lentamente

Nicholas: Eu cheguei a pensar que ia precisar chamar um médico, pra suturar. - Disse enquanto pegava a mão dela entre as suas, acariciando as costas da mão dela.

Pode ser difícil sermos amantes
Mas é mais difícil sermos amigos;
Querida, levante os lençóis!
Está na hora de me deixar entrar ♫


Nicholas estava preocupado com ela. Sim, ele estava. O Nicholas que ela amava estava ali, ao seu lado. Ela podia gritar de felicidade, se quisesse. Era tão bom vê-lo livre. Ficou observando-o enquanto ele acariciava sua mão. Uma vontade descontrolada de beija-lo tomou conta dela, mas ela se fincou na banheira. Não podia ser assim.

Nicholas: O que foi? - Perguntou ao ver a expressão relutante no rosto dela

Selena: Hum? Nada, nada. - Ela sorriu, nada convincente. Ele continuou observando-a. Ela se amaldiçoou dos pés a cabeça ao sentir o sangue subindo pro rosto.

Nicholas: Então porque "nada" está te fazendo corar? - Perguntou, tocando a maçã do rosto dela com os polegares - Me diz o que você quer. - Ele pediu, observando-a.

Talvez acender algumas velas;
Eu apenas irei trancar a porta;
Se você ao menos conversasse comigo
Até deixarmos de ser estranhos ♫


Selena ficou observando o marido, seu milagre pessoal, parado ali. Sua vida seria tão perfeita, tão fácil, se fosse assim todo o tempo. Ela, involuntariamente, humedeceu os lábios com a língua. Nicholas sorriu ao perceber o que era. Ele pousou a mão dela em seu colo, e colocou a mão no pescoço dela, enquanto se segurava com a outra na borda da banheira.
A inicio ele deixou os lábios levemente pressionados contra os dela, dando-a a ânsia por mais. Ele entreabriu os olhos um nadinha, e viu a sobrancelha dela levemente contraída de ansiedade. Selena estava torturada. Não sabia quanto tempo isso ia durar, e queria desfrutar daquilo o máximo que pudesse. Mas Nicholas não se movia. Sabendo plenamente que ia ter um acesso de vergonha depois, ela arriscou. Pôs a mão boa na maxilar dele, e timidamente, fez a ponta de sua lingua tocar os lábios dele. Nicholas sorriu ao sentir isso. Desistindo de provoca-la, ele, após passar a mão possessivamente por seu rosto, invadiu a boca dela. Selena ofegou, feliz com isso. O tempo passava, e os dois ainda estavam ali, um devorando os lábios do outro. Quando a necessidade por ar gritou dentro dos dois, ele, com dois selinhos, se separou dela.

Coloque a cabeça em meu travesseiro,
Eu sentarei ao seu lado na cama;
Você não acha que está na hora
De dizermos algumas coisas que não foram ditas? ♫


Nicholas: Era isso? - Perguntou, divertido, observando a boca dela ganhar uma tonalidade rosa forte. Selena se afundou na agua, encobrindo o rosto, rubra de vergonha. Ele riu. - Oi? - Chamou, acariciando os cabelos dela, que ficaram do lado de fora d'agua

Selena: Pare com isso. - Reclamou, voltando a superfície. Seu rosto parecia o cabelo de Demetria.

Nunca é tarde para voltar àquele lugar,
De volta pelo caminho que nós estávamos;
Por que você não olha para mim
Até deixarmos de ser estranhos? ♫

Nicholas observou Selena por um bom tempo. Ela não se incomodava com isso. O olhar desse Nicholas era um elogio, enquanto o do outro era sempre uma ofensa, uma acusação. Ela o encarava, os olhos de um azul liquido. Depois de alguns minutos olhando-a, ele avançou pra ela de novo. Dessa vez a mão dele a ergueu pelas costas. Ela o abraçou, uma mão pelo pescoço e a outra na cintura, arrepiando-se ao sentir seu corpo molhado contra a roupa seca e quente dele. Nicholas devorava os lábios dela sedentamente. Bruto, como sempre. Do jeito que ela amava. Ele sorriu de canto ao sentir ela morder seu lábio inferior, puxando-o um pouco, sem machucar. Entre beijos, Selena, perdendo de vez o resto de compostura que tinha, o puxou pra si, fazendo-o escorregar pra dentro da banheira. Ele riu contra a boca dela enquanto empurrava os sapatos com os pés, depois deixando o corpo afundar, de roupa e tudo, indo de encontro ao dela.

Às vezes é difícil de me amar,
Às vezes é difícil de te amar também,
Eu sei que é difícil de acreditar
Que o amor pode nos salvar ♫


Entre beijos, apertos, caricias e afiliados, os dois se entendiam. A certo ponto, Nicholas sentiu Selena puxando-lhe pela gola da camisa. Era a primeira vez que ela tomava a iniciativa, ele lembrou, enquanto sentia as mãos dela desabotoarem sua camisa. Era totalmente diferente pra Selena agora. Ela não tinha medo. Ela queria ser dele, e era só. Ao sentir ela terminar de abrir a camisa, Nicholas desceu com os beijos pro colo dela, sentindo ela acariciar seu peito, livrando-o da camisa. Logo aquele bolo de tecido branco encharcado foi jogado ao lado da banheira. A luminosidade no banheiro era da enorme janela do quarto. Tempos depois, a roupa que sobrava em Nicholas era um bolo coberto de espuma, menos as meias, que se perderam na banheira, arrancando risos dos dois. A boca de Selena, pescoço, colo e seios agora tinham marcas vermelhas, por onde a boca sedenta de Nicholas passou. Ele estava sentado de costas pra banheira, encostado na beira, e ela sentada em sua coxa. As mãos dele, uma estava na cintura, e a outra no pescoço dela, puxando-a pra si enquanto seus lábios devoravam os dela. Selena não lembrava mais quem era nesse estagio. Ela só sabia que seu corpo inflamava, pedindo por ele. O único problema era que ela não sabia o que fazer. Nunca tinha nem pensado em guiar a situação, muito menos em como seria faze-lo. Porém, não foi preciso muito. Devido a excitação dos dois, seus corpos pareciam lutar pra se unir, instintivamente.

Seria tão mais fácil viver sem problemas
Então apenas me abrace, querida
Até deixarmos de ser estranhos ♫

Nicholas: Abra os olhos. - Pediu, segurando-a pela cintura, evitando invadi-la. Selena queria obedecer, mas suas pálpebras estavam pesadas demais, tal como sua sofrida respiração - Selly, olhe pra mim. Eu quero que me veja. - Ele pediu de novo, acariciando o rosto dela com a mão livre. Selena, com muito esforço, abriu os olhos. Sua visão estava embaçada, mas ela viu claramente o verde dos olhos dele, ardendo, encarando-a. - Assim... - Murmurou, enquanto soltava a cintura dele devagar.

É difícil encontrar o perdão
Quando apagamos as luzes;
É difícil dizer o quanto se está arrependido
Quando não diferenciamos o certo do errado ♫


Selena tentou manter os olhos abertos enquanto sentia ele escorregar carinhosamente pra dentro de si. Mas em certo ponto se tornou impossível. Seus olhos piscavam pesadamente, e com um gemido derrotado ela abaixou a cabeça, deixando-a pousar na curva do pescoço dele.

Seria tão mais fácil passar a vida inteira apenas acertando;
Então vamos resolver isso,
Não há razão para mentirmos ♫


Nicholas: Se segure em mim. - Ele orientou ela, rouco, pondo as mãos dela em seu ombro - Desse jeito. - Ele começou a movimentar-se, guiando-a.

Selena não demorou muito a aprender. Seu corpo só faltava gritar o que queria, e isso parecia o certo. Era diferente dessa vez. Em minutos depois os dois se amavam com ganância, com paixão. Selena tinha a boca entreaberta, os olhos cerrados, perdida pelo que sentia. Suas unhas estavam cravadas nos braços dele, mas ele não parecia se importar. Tinha o rosto descansado no ombro dela, soava um pouquinho. As vezes beijava ela. Em um ponto, o olhar de Selena se cruzou com o dele. Os dois sorriram. Tempos depois o banheiro foi invadido com gemido alto de Selena, misturado com o de Nicholas. Ela desabou sobre o peito dele, ofegante, satisfeita, com um sorriso de canto no rosto. Ele acolheu ela com os braços, ainda de olhos fechados, com a respiração sofrega.

Me diga quem você vê quando você olha em meus olhos;
Vamos unir os nosso corações novamente,
E deixaremos os pedaços quebrados no chão ♫


Nicholas: Sua mão. - Ele disse após vários minutos de silêncio, ao ver a mão dela descoberta. O lenço havia soltado, e agora o corte sangrava fracamente.

Selena: Eu não vi. - Ela disse, olhando a mão - Mas está tudo bem. Entre mortos e feridos... - Interrompida

Nicholas: Salvaram-se todos. - Ele revirou os olhos e ela riu, divertida. - Vamos sair daqui, está ficando frio. - Ele disse depois de dar um beijo na testa dela, alcançando uma toalha

Faça amor comigo, baby
Até deixarmos de ser estranhos.
Nós não somos mais estranhos ♫


N&S sairam da banheira calmamente. Nicholas deu uma camisola leve, de linho, cumprida pra Selena vestir, enquanto secava o cabelo. Ela estava sonolenta, cansada, e franziu o cenho. Ainda teria o jantar, ela tinha que se arrumar, mesmo que seu corpo gritasse por sono. Ele insistiu pra que ela colocasse a camisola. Ela obedeceu. Depois, soltou os cabelos e penteou-os. Sentou-se na beira da cama esperando o marido terminar de se aprontar.

Selena: Eu ainda preciso jantar. - Disse, os olhos quase fechando de sono.

Nicholas: Eu mando trazerem o seu jantar aqui. Vou dizer que você está indisposta. - Ele sorriu de canto enquanto enrolava a mão ferida dela com uma atadura.

Ao terminar, Selena foi pra debaixo dos lençóis. Ele ajeitou o cobertor dela, que sorriu.

Nicholas: Durma bem. - Disse antes de beijar-lhe a testa. Logo depois saiu. Selena apagou em seguida, estava exausta. Talvez tudo isso fosse um sonho, e logo ela acordaria, pensou enquanto apagava.

Nicholas só voltou pro quarto de madrugada. A chuva parecia tentar derrubar a mansão. Ele fechou a porta do quarto silenciosamente, e se virou pra Selena. Ela dormia tranquilamente, algumas mechas de seu cabelo espalhadas pelo rosto, a mão levemente apoiada próxima ao queixo. Ele se aproximou da cama, sua maxilar estava travada, contraída, como se ele estivesse sentindo uma dor muito forte, quase insuportável. Observou ela por uns minutos, depois, balançando a cabeça negativamente, se afastou.



Selena acordou na manhã seguinte, sem querer acordar. Não tinha esperanças. Tudo voltaria a ser como era antes. Ela abriu os olhos, dando de cara com o dorsal da cama. Ao olhar pro lado, Nicholas ainda estava lá, se arrumando, com os cabelos levemente molhados.

Selena: Bom dia. - Ela disse, meio rouca, fazendo um ultimo teste.

Nicholas: Bom dia. - Respondeu, indiferente, enquanto fechava o colete.

Selena suspirou, derrotada. Se levantou e passou por ele em silêncio, entrando no banheiro e fechando a porta. Parou na frente do enorme espelho que havia ali. Seu rosto parecia mais vivo, as maçãs mais avermelhadas, porém o azul de seus olhos estava quase morto. Ela passou a mão no rosto, e foi tomar um banho frio, pra despertar os animos. Quando saiu, ele não estava mais lá.

Demetria: Selly? - Bateu na porta levemente

Selena: Entra, Demi. - Ela disse, entrando em seu vestido. Demetria entrou no quarto e fechou a porta.

Demetria: Agora, me conta t-u-d-o. - Disse, ansiosa - Porque você não foi jantar ontem? Não me confirma aquela história do mal-estar, porque eu sei que você passou a tarde toda trancada aqui dentro com ele. - Selena revirou os olhos - Deixa que eu amarro. - Se ofereceu, indo pra trás da irmã

Selena se apoiou na penteadeira, enquanto Demetria começava puxar os cordões do vestido.

Selena: Aconteceu o que você está achando que aconteceu. - Respondeu simplesmente, puxando o decote do vestido pra cobrir uma marca de Nicholas que não sumiu.

Demetria: JURA? - Selena repreendeu o grito dela com o olhar - Desculpa. - Ela balançou a cabeça, se acalmando. Selly riu disso. Demetria era tão espevitada, que chegava a ser engraçado - Onde? - Ela perguntou, animada, enquanto puxava outro cordão com força

Selena: Lá. - Ela apontou pro banheiro - Na banheira. - Observou, enquanto olhava

Demetria: Banheira? - Perguntou, com um sorriso nascendo na boca - Eu nunca tentei a banheira. - Lembrou. Selena riu. - E depois?

Selena: Depois ele foi jantar, e eu despenquei de sono. Hoje de manhã voltou tudo a ser como era antes, no quartel de Abrantes. - Ela viu o sorriso de Demetria desmoronar

Demetria: E você não tá irritada, como sempre? Aborrecida? - Perguntou, laçando o corpete

Selena: Não. - Demetria a olhou pelo espelho, confusa - Quando você consegue uma coisa com que sonhou por muito tempo, é irracional lamentar porque durou pouco. - Disse, com o olhar baixo - Se é pra ser assim, vai ser assim. Cansei de brigar, de discutir. É desgastante.

Demetria: Torço pra que dê certo com ele, Selly. No fundo ele gosta de você. - Selena sorriu de lado - Mas vem cá, voltando a história da banheira, - Interrompida

Selena: Pode parar, Demetria Lovato - Se virou, rindo - Qual o seu problema? - Perguntou enquanto Demetria avançava, saltitante, pro banheiro.

Nicholas ouvira toda a conversa. Ele ia entrar no quarto, mas parou pra ouvir quando ouviu seu nome. Agora tinha um sorriso distante no rosto, o olhar pensativo. Ele se afastou balançando a cabeça negativamente e rindo baixo quando Demetria começou o interrogatório contra os prós e os contras da banheira, e Selena gritou, mandando-a calar a boca. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Original Sin - 15 Caitulo

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Junto com Gregg, o medo de Selena voltou. E se Nicholas realmente fosse um vampiro? Ela agora observava ele comer. Ele parecia tranquilo, distante, enquanto almoçava. Vampiros não comem, ela se lembrava a todo tempo.

Selena: Tó. - Ela disse, impulsivamente pegando a concha da mão dele enquanto ele se servia. Colocou em seu prato uma quantidade bem maior do que o normal. Demetria não deu atenção, Joseph olhou, Suri franziu a sobrancelha, achando graça. Gregg disfarçou o riso com um tossido. Nicholas, que estava com a boca cheia, ergueu a sobrancelha.

Nicholas: Qual o seu problema? - Perguntou após limpar a boca com o guardanapo, encarando-a, desconfiado.

Selena: Nenhum. - Disse, voltando ao seu lugar, após deixar o prato dele com uma montanha adicional de comida. - Bom apetite. - Ela apontou a comida sugestivamente, apoiando o rosto nas mãos, e encarando-o.

Nicholas a encarou por um momento, depois deu os ombros e voltou a comer. Comeu metade do que Selena colocou, dando-se por satisfeito. Ela só beliscou um pouco da sua comida, olhando-o fixamente. Esse era o lugar mais chuvoso na terra, como ela ia arrastá-lo pro sol? Os dias foram passando, calmamente. As noites, em sua maioria, eram tomadas por tempestades.

Selena: Tá tarde. - Ela murmurou sentada numa poltrona, com o livro - Tarde demais - Concluiu ao olhar o relógio. Passavam das três da manhã. Todos já haviam ido se deitar, mas ela ficou lendo.

Reprimindo um bocejo, ela fechou o livro, pôs em seu lugar e caminhou pro seu quarto. A chuva açoitava as janelas do lado de fora. Quando ela entrou no quarto, Nicholas dormia com a barriga definida virada pra cima, um braço forte caído pro lado da cama. "Um coração que não batia", foi o que veio na cabeça de Selena a inicio. Ela caminhou até ele na ponta dos pés, colocando-se ao seu lado. A respiração dele era superficial, calma. Selena observou o marido por um tempo. Se fosse sempre assim, sem aquela mascara de raiva e frieza, tudo seria tão diferente. Ela ergueu a mão, hesitante. Tocou o peito esquerdo dele por um momento, admirando-se da musculatura definida que tinha. Logo após concentrou-se. Deixou a cabeça cair pro lado, como uma criança curiosa, ao sentir um leve tamborilar por debaixo dos dedos. Ela fez um pouquinho mais de pressão. O tamborilar do coração de Nicholas continuou, ritmado, calmo. Ela se prendeu a aquilo. Mas um item pra tirar da lista, ela pensou, surpresa.

Nicholas: É, está batendo. - Ele murmurou, rouco, ainda de olhos fechados. Selena se assustou e se levantou as pressas, mas ele segurou o seu braço - Bu! - Sussurrou divertido, abrindo os olhos. O toque quente dele inflamava na pele dela.

Musica: Till we ain't strangers Anymore - Bon Jovi

Selena: Você e essa maldita mania de me assustar. - Nicholas riu, os dentes refulgindo perfeitamente a luz de um trovão. - E me solte. - Pediu, tirando a mão dele.

Nicholas: O que você estava pensando, petit? - Perguntou, divertido

Selena: Nada. - Se defendeu - Eu só estava... estava... tocando em você. Não posso mais? - Nicholas ergueu a sombrancelha, irônico

Nicholas: Quer dizer que agora você quer me tocar. - Ele observou, ainda rouco do sono. Ele puxou ela de vez, fazendo-a sentar-se em seu colo, e se sentando também. Selena o encarou, surpresa. - Tudo bem, então. - Ele sorriu, simplesmente e a beijou.

Coloque a cabeça em meu travesseiro,
Eu sentarei ao seu lado na cama;
Você não acha que está na hora
De dizermos algumas coisas que não foram ditas? ♫


Havia tempo que ele não a beijava. Sua mão era possessiva dentro dos cabelos dela, puxando-a pra si, enquanto seus lábios se oprimiam. O gosto dela era ainda mais doce do que sua memória lhe dizia. Já ela estava inebriada até por seu cheiro. Minutos depois, ou poderiam ter sido vidas, o ar acabou, o que o fez descer os beijos pro pescoço dela, ávido. Selena sentia a boca latejar enquanto os lábios dele lhe acariciavam a pele. "Perto demais da garganta.", seu subconsciente lhe avisou.

Selena: E-espera. - Ela murmurou, encolhendo o pescoço. Nicholas riu com a boca pousada no ombro dela

Nicholas: Qual o problema? - Ele perguntou perto do ouvido dela. O hálito quente dele fez ela perder o rumo por um tempo. Qual era o problema mesmo?

Selena: É tarde. - Ela disse, pegando o rosto dele dentre as mãos. Ela o encarou por um instante. Nicholas prendeu o riso vendo o rosto atônito dela. Por esse momento, ele esqueceu de odiá-la, esqueceu de tudo. Ela apenas era sua mulher, só isso. - Você precisa dormir, descansar. - Nicholas assentiu, mordendo a língua pra não rir - Boa noite. - Ela selou os lábios com os dele demoradamente, antes que pudesse se refrear, depois fez impulso pra se levantar.

Nunca é tarde para voltar àquele lugar,
De volta pelo caminho que nós estávamos;
Por que você não olha para mim
Até deixarmos de ser estranhos? ♫


Nicholas puxou ela de volta com tudo, fazendo-a soltar um gritinho de susto, e rolando de lado, colocando-a deitada em seu lado da cama, de costas pra ele, mas ainda abraçando-a pela cintura. Ele deu uma mordida de leve na nuca descoberta dela, e Selena gritou se jogando pra fora da cama, caindo ajoelhada. Ele riu ainda mais enquanto se ajeitava em seu lugar. Selena, mesmo com medo, sorriu, enquanto tirava o hobbie se preparava pra dormir. Selena acordou cedo naquele dia. Suri tinha uma pilha de espartilhos sujos, e ela não podia manda-los pra lavanderia, ou Nicholas os confiscaria. Selena ia, ela tremeu só de pensar nisso, lavar tudo. Nicholas, como sempre, não estava mais lá. Ela pegou a pilha de espartilhos e partiu pra lavanderia da mansão. Lá haviam várias pias enfileiradas, os produtos armazenados em caixas. Era um pouco elevada do chão, e no corredor que ficava em baixo dava passagem a dispensa. Selena começou desastrada, mas depois pegou o ritmo. Não era tão ruim.


Nicholas: Depois dê a relação completa a Rosa, ela fica encarregada dessa parte. Por ultim... - Ele dava ordens a um empregado que seguia ele, anotando o que dizia. Parou quando passou pelo corredor da dispensa. A pessoa pra lavar alguma coisa tinha que ficar agachada. Ele nunca dava atenção quando passava ali. Mas ele conhecia bem aquele par de pernas, descobertos pelo luxuoso vestido azul marinho. Já havia visto, já havia tocado, já havia acariciado. - Vá. Faça o que eu mandei, e se faltar algo, consulte Joseph. - Ordenou, olhando fixamente as pernas de Selena pelo vão da pia.

Selena, por estar atrás da pia, não via o corredor abaixo. Estava cantarolando distraidamente enquanto lavava um espartilho, e não viu Nicholas se aproximar. Ele se fixou atrás dela, observando-a atentamente.

Selena: Mas o que... - Ela se virou, pra olhar o que fazia sombra nela. Quase teve um enfarte. - Ai! - Ela escorregou no chão molhado e ia dar de cara na agua, mas as mãos de Nicholas a seguraram pela cintura antes que ela pudesse se molhar

Nicholas: Será que você pode me explicar porque diabos as pernas da minha mulher estão expostas na bancada dos empregados? - Ele perguntou calmamente, após por ela de pé.

Selena: Eu estava, estava... como você soube que as pernas eram minhas? - Perguntou, indignada

Nicholas: Eu conheço cada pedaço seu, Selena. - Selena revirou os olhos - Ok. Vamos ver. Você não prende os cabelos porque acha que as pontas deles ficam como feno. - Selena arregalou os olhos. Como ele sabia disso? - Você usa as três ultimas laçadas do corpete mais folgadas, porque acha vulgar deixar os seios pressionados. - Ela corou violentamente. Nicholas sorriu, triunfante. - Você tem um sinal, uma pintinha minima, na parte interior da coxa esquerda.

Selena: Já chega! - Ele riu - Eu entendi.

Nicholas: Porque está aqui? - Perguntou, sério.

Selena: Eu não tinha nada pra fazer. - Mentiu. Sabia que fora um lixo, mas foi o que veio a mente - Estava...entediada. - Concluiu

Nicholas: Entediada? - Ele riu - Deixe-me ver. - Ele olhou a roupa que ela lavava - Ah, você me desobedeceu. Pensei ter mandado deixar isso lá. - Ele lembrou, duro - Mas sem problemas, se você estava entediada, me deixe te ajudar. - Ele segurou ela pelo cotovelo, levando-a pra fora da lavanderia.

Selena não sabia o que esperar. Nicholas passou pela área dos empregados, chegando a cozinha.


Nicholas: Rosa. - Ele disse, malévolo - Selena fará a faxina da casa hoje. - Rosa arregalou os olhos e Selena engasgou - Você não estava entediada? - Perguntou, frio - Então. Ela vai limpar, varrer, lavar, tudo o que houve pra ser feito. - Ele se virou pra Selena, que ainda procurava achar sua voz - Coitada da Suri se eu voltar e essa casa não estiver um brilho. - Ele avisou, duro - Tenha um bom dia, meu amor. - Disse ironicamente e selou os lábios com os dela, antes de sair, deixando Selena atônita.

Nicholas não voltou pro almoço. Selena trabalhou como uma condenada durante toda a manhã.

Gregg: Selly? - Franziu o cenho ao ver ela começar a lustrar a mesa da sala.

Selena: Como? - Perguntou, distraída - Ah, oi. - Sorriu, cansada

Gregg: O que você tá fazendo? - Perguntou se aproximando

Selena explicou tudo sobre os espartilhos de Suri, o ocorrido na lavanderia pela manhã, e o que Nicholas dissera. Quando terminou, foi pra cozinha, acompanhada de Gregg.

Gregg: Isso é absurdo. - Rosnou, tomando o paninho da mão dela - Você não vai limpar nada. Eu não vou permitir. Deixe que de Nicholas eu cuido. - Selena nunca havia visto Gregg tão irritado. Nada bom, pensou consigo mesma. A ultima coisa que precisava era Gregg brigando com Nicholas por sua culpa.

Selena: Não! - Ela pegou o paninho dele - Olha, eu não quero brigas com Nicholas. Não hoje. Eu o desobedeci. Esse é o preço. Por favor, por favor, não interfira Gregg.

Gregg: Mas, Selly... - Interrompido

Selena: Por favor. - Implorou de novo - Agora eu preciso... eu tenho muito a fazer. Licença. - Ela saiu da cozinha, deixando Gregg incrédulo.

A tarde passou normalmente. Gregg mandou um mutirão de empregados fazerem o trabalho na frente de Selena, mas não haviam empregados suficientes pra limpar a toda a mansão antes da loura continuar. Longe dali, na entrada da fazenda, Nicholas voltava pra casa, tranquilo.

Rosa: Senhor. - Interpôs aproximando-se do cavalo de Nicholas, que a encarou - Ela está se machucando, senhor. - Lamentou - Eu sei que ela errou, mas ela já fez o suficiente e... - Interrompida

Nicholas: Do que está falando? - Perguntou, franzindo o cenho

Rosa: Do castigo que deu a senhora. Ela já fez muito, está exausta, e está se machucando. Não ouve ninguém que a mande parar.

Nicholas: Mas que... - Ele não completou a frase, esporreou o cavalo, disparando a galope em direção a mansão. Selena devia ter enlouquecido se estava fazendo o que ele pensava que estava.

Nicholas praticamente voou do cavalo ao chegar na frente da mansão. O cavalo nem tinha parado e ele desmontou, disparando pra dentro de casa. Foi direto a cozinha, sabia que ela estava lá. Parou, travado a porta. Selena estava lavando uma pilha de louças. O olhar dele voou pra mão dela. O dedo indicador da mão esquerda sangrava fluidamente, enquanto ela insistia com uma taça.

Nicholas: O que você está fazendo? - Perguntou, sério

Selena: Ai! - Ela deixou a taça escorregar com o susto. A taça bateu no batente da pia, e na tentativa falida de Selena evitar a queda, richocheteou vidro pra mão dela. Ela fechou o punho instintivamente. O cristal lhe cortou profundamente a palma da mão esquerda. Segurando o punho, ela largou o caco de vidro, que bateu no chão, enquanto o sangue inundava sua mão.

Nicholas: Não se machuque assim. - Ele murmurou, se aproximando dela.

Mas Selena escondeu a mão nas costas. Se Nicholas fosse um vampiro, ela não queria, de jeito nenhum, ter seu sangue tão exposto.

Nicholas: Vamos, eu não bebo isso, petit. - Disse após revirar os olhos, pegando a mão dela. - Olha o que você fez. - Ele balançou a cabeça negativamente enquanto o sangue de Selena manchava sua mão.

Selena: O que eu fiz? - Ela disse, olhando ele enquanto ele avaliava seu corte. - Foi você quem me mandou limpar tudo, a culpa é sua. - Disse, ressentida

Nicholas: Por Deus, eu estava blefando, Selena. - Ele meteu a mão dentro do palitó, tirando um lenço branco de linho, cuidadosamente dobrado de dentro

Selena: Suas mudanças de humor estão me deixando desorientada. - Murmurou, enquanto ele sacudia o lenço, desdobrando-o.




Selena gemeu quando a mão de Nicholas lhe tocou o corte, por cima do lenço. Ele enrolou a mão dela, e o lenço que era alvo, foi ficando cada vez mais vermelho. Ele levou ela pro andar de cima, abrindo a porta do quarto dos dois. Selena estava ficando tonta pelo sangue que perdia, então, não reclamou quando ele entrou no banheiro do quarto com ela.

Nicholas: Eu preciso fazer isso parar de sangrar. - Disse a si mesmo, enquanto colocava a mão dela debaixo d'agua. Selena suspirou de alivio. A agua ajudava. - Mantenha a mão ai. - Disse enquanto ia pra trás dela.

Selena: O que você está fazendo? - Perguntou ao sentir ele desenlaçando seu vestido. Depois se tocou. Se ela pudesse pedir uma coisa nesse momento, seria um banho. Ele terminou de tirar a roupa dela pacientemente enquanto enchia a banheira. Depois que ela, se sentindo fraca demais pra brigar, se sentou, ele sentou na bancada atrás da banheira.


Nicholas: Eu não acho que pareça feno. - Disse prendendo o cabelo dela em um comprido rabo de cavalo. Selena sorriu de canto, relaxando com o banho. - Selly, o que você fez hoje?

Selena: Eu limpei. - Ela murmurou, sonolenta - Lavei, varri, fiz de tudo um pouco. Porque? - Ela virou o rosto pra ele

Nicholas encarou ela por um tempo, depois soltou um grunhido baixinho. Pediu um minuto, e saiu. Ela não era louca de ter desobedecido. Não isso. Ele tentava se tranquilizar enquanto avançava pela escada. Quando chegou ao terceiro andar, o lugar tinha apenas a luz fraca que entrava pelas frestas da janela fechada. Ele avançou pela enorme sala, olhando pros lados. Nada ali parecia ter mudado desde a ultima vez em que ele estivera. Seu olhar se fixou em algo encostado na parede do fundo. Ele respirou fundo, já tranqüilo, enquanto voltava pro quarto. Selena ainda precisava dele.


Comentem Gattonas.


Creditos: Samilla Dias

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Original Sin - 14 Caitulo

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Selena acordou com frio aquela manhã. Ela se embolou nos lençóis, ficando quase descoberta. O tempo estava, como sempre, nublado. Nicholas não estava mais lá. Ela se levantou, tomou um bom banho quente, escovou os dentes, penteou os cabelos. Estava terminando o ultimo, quando ouviu duas batidinhas leves na porta.


Selena: Pode entrar, Rosa. - Disse sem dar atenção, sentada no banquinho da penteadeira, de costas pra porta, escovando os cabelos. A porta se abriu lentamente.

Gregg: Se não for a Rosa, pode entrar também? - Ele sorriu olhando ela, enquanto fechava a porta atrás de si.

Estou pensando em você
Hoje
à noite em minha solidão insone ♫



Selena empedrou olhando o reflexo do espelho. Seu coração desparou gostosamente.

Selena: GREGG! - Gritou se levantando, derrubando o banquinho.

Selena correu e se atirou nos braços dele, que a agarrou. Ela se sentia inteira novamente, abraçada a aquela escultura de pedra. Ele também havia sentido falta dela. Mais do que devia ter sentido, ele sabia disso. Ergueu ela e rodopiou no ar. Era como se estivesse asfixiando enquanto estava fora, e o perfume leve dela lhe devolvesse o fôlego. Selena encheu o rosto dele de beijinhos. Estava fora de controle, de tão feliz. Quando ele a pôs no chão, o que fez não foi solta-la, e sim abraça-la mais forte. Palavras não eram necessárias ali.

Se é errado amar você
Então meu coração não vai deixar agir certo
Porque me afoguei em você
E
não sobreviverei
Sem você do meu lado ♫


Selena: Me dê um bom motivo pra eu não matar você agora. - Rosnou um tempo depois. Gregg riu.

Gregg: Bom, eu tenho um presente. - Disse sorrindo pra ela, puxando sua mão, enlaçada com a dela, puxando-a pro corredor.

Selena: Isso é um tipo de tentativa de me comprar? - Ergueu a sobrancelha, mas apertou os dedos nos dele. Gregg riu.

Gregg: Não, esse foi o motivo por eu ter demorado. - Explicou, virando-se rapidamente e assustando ela. Ele a abraçou e ergueu-a do chão, descendo as escadas. Selena riu abraçada a ele.

Eu daria tudo de mim para ter
Só mais uma noite com você ♫


Selena: Posso saber que tipo de presente é? - Ela olhou pra ele, duvidosa. Gregg não era do tipo de Nicholas, que dava joias extravagantes. Gregg tapou os olhos dela com as mãos frias.

Gregg: Sabe montar? - Perguntou, com um sorriso torto ao passar com ela pela porta. Ele soltou o rosto dela.

A inicio Selena cerrou os olhos. A claridade do dia lhe machucou um pouco. Depois se tocou do que era. Ao lado do garanhão preto de Gregg havia um cavalo, um cavalo branco, alvo. Enquanto o cavalo dele era negro como breu, o de Selena era o mais branco possível, chegava a machucar a visão. Ela deu dois passos a frente, ainda sem acreditar.

Eu arriscaria minha vida para ter
Seu corpo junto ao meu ♫


Selena: Que tipo de pessoa dá um cavalo de presente a outra? - Murmurou, descendo as escadarias, encantada com o presente.

Gregg: Eu sou um tipo diferente. - Sorriu olhando-a ir até o cavalo. Quando ela ergueu a mão, o cavalo abaixou um pouco a cabeça, recebendo o carinho. Ao ver o sorriso de Selena, Gregg percebeu que o tempo longe dela foi valeu a pena. - Quer dar uma volta?

Selena: Se você conseguir me alcançar, tudo bem. - Ela sorriu e pôs o pé em cima da sela do cavalo, montando, e disparando pelos jardins em seguida.

Selena se sentia viva. Seu cavalo parecia ter sido feito pra ela. Quando olhou pra trás, viu Gregg, aos risos, subir em seu cavalo e ir em sua direção. Em pouco tempo ele a alcançou, e os dois estavam completos novamente. Porque era ali que queriam estar, mesmo que tudo gritasse que não. Selena e Gregg cavalgaram pelo que pareceram horas. Só pararam quando a chuva os interrompeu. Gregg alertou-a, mas Selena continuou, rindo. Apenas quando seu vestido se tornou pesado demais de agua pra continuar, eles pararam em baixo de uma arvore imensa, ambos pingando agua. O cabelo de Gregg, que sempre era alfinetado pra todos os lados, agora estava bagunçado e pingando agua.

Gregg: Eu avisei. - Disse ao ver Selena batendo os dentes de frio. Ela riu. - Tome. - Ele tirou o terno

Selena: N-n-ão está muito menos molhado que o vestido. - Disse e riu da cara que Gregg fez, erguendo o terno molhado e encarando

Gregg: Nada que não se possa resolver. - Ele torceu o terno, que despejou agua pelo chão

Selena: Não vai servir mais. - Reclamou. O terno, quando secasse, estaria semelhante a um pano de chão.

Gregg: Pro diabo com o terno, tome. - Ele passou o terno quase humido pelo ombro dela, que se abraçou.

Selena: V-v-você vai f-f-ficar d-d-doente. - Resmungou, tentando devolver a roupa

Gregg: Acredite, eu não vou. - Ele sorriu, radiante. - Vamos embora. - Ele disse, olhando a chuva

Selena: Assim? S-s-s-onhe. - Ela riu, sarcástica.

Gregg: Vai piorar. E muito. - Disse, olhando o céu. - É melhor que estejamos em casa a essa altura. - Ele puxou ela pela mão, lançando-os na chuva de novo.

Selena se surpreendeu quando Gregg a puxou pela cintura, a ergueu e pôs em cima de seu cavalo, sentada de lado. A chuva parecia ser derrubada por baldes. Ele montou atrás dela, fez um gesto com a boca e chamou o cavalo dela, disparando em seguida. O cavalo, como se entendesse, acompanhou Jake.
Em movimento era muito pior. O vento parecia que ia congelar a espinha. Gregg riu quando Selena escondeu o rosto em seu pescoço, frio como sempre. Ela se perguntava como ele ainda estava vivo, perante a temperatura de seu corpo. A chuva agressiva que caia não permitiu aos dois ver, mas havia alguém olhando a cena da janela do segundo andar. E esse alguém não parecia nada satisfeito.

Joseph: Demi. - Demetria o encarou - A Selena te fala alguma coisa sobre o Gregg? - Perguntou, olhando enquanto Gregg descia do cavalo e puxava Selena. Os dois subiram as escadarias aos risos, e sumiram pela porta.

Demetria: Ela me conta que ele é amigo dela. E que ajuda ela com o Nicholas. - Disse, tentando se lembrar de alguma coisa - Porque? - Ela abraçou o marido por trás, acariciando a barriga dele

Joseph: Nada demais. - Ele pôs a mão por cima dela - Só tenho um mal pressentimento em relação a isso. Besteira. - Disse enquanto um empregado aparecia na chuva e levava o cavalo de Gregg pro celeiro. - Huum, mas me diga, como estamos hoje? - Ele se virou pra ela, se agachando na altura de sua barriga, dando-lhe um beijo ali.

Demetria: Estamos bem, muito bem. - Sorriu, acariciando o cabelo dele. Joseph falava com o filho, mesmo que ele praticamente não existisse. Demetria se sentia plena, feliz. Joseph era tudo de melhor que ela podia esperar, e um pouco mais. O mesmo Selena não podia dizer do marido. Ela se despediu brevemente de Gregg, e foi pro quarto, ensopada. Tirou o vestido, tomou um banho, se secou. Quando a chuva deu uma tregua, ela foi ao celeiro, queria ver seu cavalo. Não foi dificil encontra-lo. Era mais alvo do que qualquer coisa ao alcançe da vista. Ela foi até ele, que pareceu feliz pela dona estar ali. Ela tirou ele da cela, levando-o pra um lugar um pouco mais aberto, debaixo de uma arvore. Pegou uma escova e um pano no celeiro e levou, junto com um banco.

-

Selena: Eu ainda não sei que nome te dar. - Ela disse ao cavalo, pensativa, enquanto escovava a crina do animal. Alguém havia tirado a lama das patas alvinhas do cavalo e secado, tanto ele, quanto o de Gregg - Hum... Seth? - O cavalo a olhou, como se gostasse - Pronto, Seth. - Sorriu, radiante, acariciando-o. Seth estava dócil aos carinhos da dona, se exibia pra ela quando ela o elogiava. Mas de repente, viu algo que o fez relinchar e trotar pra trás.

Nicholas: Seu cavalo é um covarde. - Acusou, se aproximando da mulher. Selena se assustou.

Selena: Calma, Seth. - Ela acariciou o cavalo, acalmando-o. Pareceu funcionar. Mas o cavalo ainda encarava Nicholas com um olhar hostil - Não há problema nenhum com ele. - Resmungou pra Nicholas, enquanto voltava a escovar o animal.

Nicholas: Não me lembro de ter comprado esse. - Disse, avaliando o cavalo. Seth pareceu incomodado.

Selena: Gregg me deu de presente, hoje. - Disse sem dar atenção. Selena estava de costas, por isso não viu o brilho raivoso que atingiu o olhar de Nicholas enquanto ele avançava pra ela.

Nicholas: Vai devolve-lo. - Ordenou, puxando o braço de Selena que o encarou, surpresa - Vai devolver hoje. Existem dezenas de cavalos nessa fazenda, centenas até, escolha um a seu gosto e ele será seu. Mas vai devolver esse.

Seth se ergueu nas patas da frente, relinchando alto. Nicholas partiu pro cavalo, raivoso, mas Selena se pôs no meio.

Selena: Não vou devolver, não. - Disse, obstinada - Seth, calma. - Ela passou a mão na crina do cavalo

Nicholas: É minha mulher, Selena. Me deve obediência. - Lembrou, frio.

Selena: E eu vou obedecer. - Disse, erguendo o queixo, digna. Nicholas sorriu, debochado - Mas eu não vou devolver.

Nicholas: Ah, vai me obedecer então. - Sorriu, puxando ela pelo braço pra si pela cintura. Selena arregalou os olhos, surpresa. - E se eu disser que eu quero te possuir aqui, nessa grama, agora. Você vai me obedecer? - Sorriu, duro.

Selena sentiu um choque levar seu corpo. Nicholas viu, deleitado, esse choque passar pelo azul dos olhos dela enquanto ele fingia abrir o colete que usava, ainda mantendo-a colada a seu corpo.

Selena: Quê? - Grasnou, assustada. Não conseguiu evitar que seus olhos caissem pra grama, verde e fofa. Nicholas viu isso, e sorriu por dentro.

Nicholas: Você disse que me obedeceria. Então, essa é a minha vontade. - Ele disse após terminar de abrir o colete, sorrindo malévolo, carregando ela e levando mais pra perto da arvore, pra longe do cavalo.

Selena: Nicholas, pare com isso! - Ela disse, assustada, quando ele a deitou na grama, ficando de frente e tirando o colete. Nicholas estava adorando aquilo. Amava tortura-la.

Nicholas: Sabe, isso sempre foi uma fantasia minha. - Ele disse, abrindo um sorriso enquanto ia pra cima dela, que recuou, ruborizada - Está corando, Selena? - Perguntou segurando o rosto dela, olhando fascinado o que havia feito.

Selena: Pervertido! - Ela empurrou ele, recuando mais. Deu de costas com a arvore, batendo a cabeça no tronco da mesma. Nicholas se estourou de rir, sentando no chão. Selena era tão absurda.

Ela aproveitou a distração dele e se levantou, disparando pra perto do cavalo. Sentia o sangue em seu rosto enquanto ignorava o riso dele.

Nicholas: Hey, volte aqui. - Chamou, debochado - Eu nem comecei ainda, qual o seu problema? - Ele riu de novo

Selena: Escuta aqui, você para com isso, ou eu vou rachar a sua cabeça no meio. - Ameaçou apontando a enorme escova do cavalo pra ele.

Nicholas: E eu estou tremendo de medo de você, Selena. - Ele sorriu, debochado - Acredite, se eu quisesse te ter aqui, você seria minha aqui. - Ele tocou na grama do seu lado.

Isso irritou Selena profundamente. Quem ele achava que era? Ou melhor, quem ele achava que ela era?

Selena: Eu tenho pena de você, Nicholas. - Disse, amarga

Nicholas: Ah, pena. - Ele disse, se apoiando nas mãos. Selena não queria admitir mas ele estava lindo, sem o terno ou o colete, apenas com aquela camisa branca, sentado na grama. - Não vejo porque. - Ele fingiu estar pensando - Bom, eu sou rico, respeitado. Minha esposa arranca suspiros por onde passa. - Ele varreu o corpo dela com o olhar, Selena ruborizou barbaramente ao perceber isso - Sou saudável. Tenho tudo o que o dinheiro pode comprar, do bom e do melhor. - Ele se avaliou, duro.

Selena: Não tem amor. - Ela viu o sorriso dele morrer - É, Nicholas. Amor não pode ser comprado com dinheiro, ou com jóias bonitas. Tenho pena porque você nunca sentiu amor, ou amizade. E isso, eu te garanto, dinheiro nenhum pode comprar. - Ela concluiu, fria - Esse é o seu problema, falta de amor. Eu tentei amar você, mas você faz disso uma tarefa impossível. Você nunca sentiu, você não sabe o que é. - Ela sorriu, dura.

Nicholas: Você não sabe o que diz. - Murmurou por entre os dentes, encarando-a. Selena parecia ter passado pela armadura dele.

Selena: Pense nisso, Nicholas. Amor. - Ela disse enquanto jogava a escova em cima do banquinho - E fique longe do meu cavalo. - Avisou antes de sair, com o máximo de dignidade que tinha, levando Seth. Nicholas a encarou se afastar. Sua expressão era séria, dura, mas o verde dos seus olhos estava inundado por uma dor que a muito tempo ele não sentia.


Comentem Gattonas.


Creditos: Samilla Dias


Resposta Mandy: heyy, o tema do meu blog e Nick e Selena. A historia atual e numa época como posso dizer medieval, prometidos, filho homem e melhor, essas coisas. época medieval e as cores pode ser vermelho, Azul, amarelo.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Original Sin - 13 Caitulo

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Selena acordou cedo na manhã seguinte. Se banhou e se vestiu enquanto Nicholas ainda dormia. Só veio reparar o rosa escuro do vestido depois que o vestiu. Odiava rosa, mas não o trocaria, não depois de todo o trabalho.

Rosa: Acordou cedo, senhora. - Disse ao ver Selena entrar na sala, enquanto ainda colocava a mesa - A mesa está quase pronta.

Selena: Está tudo bem, não estou com fome. - Ela torceu as mãos, olhando pela porta, ansiosa - Rosa, Gregg voltou durante a noite?

Rosa: Não, senhora.

Selena: Ah, Deus. - Ela suspirou, jogando a cabeça pra trás. Nessa hora ouviram-se cavalos parando na frente da mansão. Selena disparou desembestada pra porta, ficando em choque ao olhar pra fora. - Meu Deus! - Ela pôs as mãos na boca. - Eu não acredito! - Ela deu dois passos pra frente - DAVID HENRY! - Ela desceu a escadaria correndo e pulou nos braços do irmão, que sorria pra ela.

Henry era moreno com Selena. Na verdade, Demetria também nascer morena, mas misteriosamente seu cabelo se afogueou, e não houve nada que o clareasse. Ele abraçou a irmã, apertando-a entre os braços. Não via ela a 6 meses.

Henry: Laureline, que saudade de você. (Laureline era o como o David chamava Selly) - Ele beijou apertado a buxexa da irmã.

Selena: Venha! - Ela sorriu abertamente, puxando o irmão pra dentro de casa. - Me espere aqui, vou buscar Demetria. - Sorriu radiante e disparou pra escada

Henry: Não caia. - Na mesma hora Selena tropeçou, segurando-se no corrimão da escada pra não cair. Ela resmungou alguma coisa e voltou a correr. Henry continuou de pé, ajeitando o terno, quando Nicholas, já composto, entrou na sala - Bom dia. Desculpe ter vindo tão cedo, mas precisava ver a Selena. - Sorriu, desculpando-se.

Nicholas: Bom dia. - Respondeu, calmo - Você é?

Henry: David Henry, irmão dela. - Nicholas estendeu a mão, e ele a apertou

Nicholas: Sou Nicholas, marido de Selena. - Ele viu o olhar de Henry endurecer - Agora, se não se importa em ficar só, eu tenho muito o que fazer.

Joseph: Não, sinta-se a vontade. - Nicholas assentiu e saiu.

- No segundo andar

Selena: DEMETRIA LOVATO! - Ela batia com urgência na porta do quarto de Demetria e Joseph.

Joseph: Selena?

Selena: Bom dia, Joseph. Desculpe incomodar tão cedo. - Ela se dirigiu a Demetria - Demi, você não vai acreditar, mas o Henry está aqui! - Disse pulando nas pontas dos pés

Demetria: O QUÊ? - Selena assentiu, radiante - VAMOS! - Ela puxou a mão da irmã e ia disparando a fora

Joseph: Demi?

Demetria: David, eu te amo, depois eu te explico. - Ela disse rapidamente, selando os lábios com os dele e saindo correndo com Selena em seu encalço. Joseph riu.

Demetria: HENRY! - Ela se jogou nos braços do irmão, seguida por Selena. Henry cambaleou segurando as duas, rindo.

Selena e Demetria começaram a pular, histéricas. Henry ria das irmãs. Havia tempo que Selena não sentia essa felicidade, esse tipo de felicidade que a fazia arfar. Ricardo não avisou Henry do casamento de Selena, alegando que ele viera pro casamento de Demetria há muito pouco tempo, e que não deveria fazer viagens com tanta frequência, já que estava morando na Europa. Após passar o frisson da chegada, os três foram pra sala de estar, onde a conversa tomou um rumo menos alegre.

Henry: Porque não me avisou? Porque não mandou uma carta, eu não teria deixado. - Disse entredentes quando Selena lhe contou das circunstancias em que casara.

Selena: Papai avisou a todos os empregados pra que todas as cartas da casa passassem por ele antes de serem enviadas. Ele não queria que você viesse. - Ela disse, triste

Henry: Desse um jeito, demônios Selena, você não podia ter deixado isso acontecer. - Disse, irritado - Aliás, já conheci seu marido. - Selena ergueu os olhos, assustada.

Demetria: Papai a mataria, David, você o conhece. - Disse revirando os olhos

Selena: Conheceu Nicholas? Quando? - Perguntou, ainda alarmada

Henry: Agora a pouco. Eu estava esperando você voltar com a Demetria.

Selena: Me diga a verdade, David, ele te tratou mal? - Perguntou, preocupada

Henry: Não, foi indiferente. - Selena suspirou, aliviada - Mas não gosto dele. Não gostei desde que o vi.

Selena: Eu tão pouco. - Sorriu, irônica

Demetria: Annie, não fale assim. Nicholas é do jeito dele, mas aposto que gosta de você. Ou então não teria insistido tanto em casar. - Selena e David encararam ela, incrédulos - Só tô falando o que eu acho.

Henry: Como é o seu relacionamento com ele? - Perguntou, atencioso

Selena: Horrível. Não podíamos nos dar pior. Eu o odeio. - Tinha um fundo de verdade. Mas ódio não era o único sentimento que ela tinha por Nicholas.

Demetria: Uma vez alguém disse que amor e ódio são duas faces de uma mesma moeda. - Disse, olhando as unhas.

Selena: Vou te descer a mão, Demetria Lovato. - Rosnou. Demetria riu.

Henry: Ele te maltrata? - Pressionou

Selena: Não posso mentir pra você. Nunca o fiz. - Ela suspirou, e puxou as mangas do vestido que usava. O dia estava frio, e por isso ninguém desconfiou. Mas quando ela ergueu as mangas, as enormes marcas, agora quase pretas, da violência de Nicholas no dia anterior se mostraram - Isso responde a sua pergunta? - Perguntou, amargurada.

David parecia ter levado um tapa na cara. O sangue subiu ao seu rosto de modo perceptivo enquanto Selena colocava as mangas do vestido no lugar. Ele se ergueu com tudo, Selena arregalou os olhos.

Henry: Demetria, me diga onde ele está. - Ordenou, furioso

Demetria: E ser culpada por um assassinato? Não, obrigada. - Disse, alerta

Henry: Eu acho então. - Disparou pela sala, mas Selena foi mais rápida, correu e fechou a porta, se pondo na frente da fechadura - Saia da frente, Selly. - Era mais uma ordem que um pedido.

Selena: Henry, por Deus, não! - Henry não parecia ouvir - Demetria, ajuda! - Demetria se pôs entre os irmãos, socando Henry, tentando fazer ele recuar - David, não pode ser assim, eu sou a prova viva de que brigar com Nicholas não ajuda em nada. Por favor, não piore a minha situação. – Implorou

Henry parou de empurrar Demetria, e encarou Selena, arfante de ódio. Um tempo depois acenou raivoso com a cabeça e voltou ao seu lugar. Selena suspirou aliviada e todos voltaram a seus lugares.

Henry: Selly, venha embora comigo. - Selena sentiu o coração pular desconfortavelmente - Eu vou voltar pra Europa em breve, fuja agora, você sabe que é capaz. Venha comigo. - Insistiu - Eu vou tirar você daqui. É só você vir comigo. - Pressionou, e Selena não sabia o que fazer. Estava confusa.

Demetria: Enlouqueceu, David Henry? - Henry revirou os olhos

Selena: Eu não posso. - Ela disse automaticamente. Tinha certeza de não poder ir, e queria se matar por isso.

Henry: Porque não? - Perguntou, observando a irmã.

Selena: Gregg. - Respondeu, sentindo com o peito apertava de saudade ao ouvir o nome dele.

Henry não sabia sobre Gregg. Demetria tampouco. Selena explicou superficialmente, dizendo que Gregg lhe acolhera, e que era seu amigo. Não sitou o chalé oculto nos confins da fazenda, nem do sentimento que nascia entre eles dois.

Selena: Henry, não! Eu não posso ir enquanto ele não voltar. - Ela se levantou, andando pela sala - Eu preciso dele. - Admitiu, se surpreendendo com a veracidade das palavras

Henry: Quando ele voltar, então. Eu posso esperar. - Disse olhando a irmã, suspeitando.

Selena estava considerando a idéia. Se fugisse da mansão se perderia definitivamente de Suri, e de Gregg. Pra nunca mais. Seu coração protestava só de pensar nisso. Em não ver o sorriso dele novamente. Por outro lado, ela estaria livre de Nicholas. Mas será que era isso que ela queria? "Você e Gregg são iguais. Duas crianças sempre reclamando de como a vida é injusta com vocês." - Selena inclinou a cabeça pra trás, suspirando fundo.

Selena: Ninguém pode fugir de Nicholas, não se ele quer essa pessoa por perto. Ele vai me encontrar. Será pior. - Ela disse com a voz dura, se virando pros irmãos de novo. O rosto de Selena parecia ter empalidecido, como se a vida abandonasse a pele. Por um segundo, sua pele era semelhante a de Nicholas. Mas logo a cor retornou. - Eu preciso ficar, Davidtie, me perdoe. Precisam de mim aqui. Gregg logo voltará, e as coisas melhorarão. Nicholas é meu marido, é minha obrigação estar ao lado dele. - Se condenou, dura consigo mesma.

Henry: Porém, você sabe que sempre contará comigo. Uma carta, um bilhete, e eu estarei aqui. - Selena sorriu - Você pode mudar de idéia sempre que quiser. O que você acha, Demetria? - Perguntou a ruiva, que parecia que ia ter um colapso.

Demetria: O que eu acho? Sabe o que eu acho? - Ela ia avançando pro irmão. Henry se encolheu, fingindo medo. - Eu acho que eu estou grávida - Selena riu - E vocês vão me enlouquecer!

Henry: Grávida? - Demetria assentiu, radiante. Esse filho era tudo o que ela podia pedir.

A partir dali o resto da manhã foi feliz. Henry falou sobre Maite, sua esposa. Demetria falou sobre o casamento com Joseph, e de sua felicidade por estar grávida. Selena... Selena falou de Gregg, e de como ele lhe tranqüilizava. Antes do almoço Henry foi embora. O dia passou normalmente. Com a saída de Henry, a angustia pela falta de Gregg retornou. Foi assim que Selena estava a noite, quando terminou de se arrumar pro jantar.

Nicholas: Petit, - Selena o encarou. Amava quando ele lhe chamava assim - Venha aqui. - Ela se sentou ao lado dele na beirada da cama - Isto é pra você. - Ele passou uma caixinha de veludo pra ela.

Quando Selena abriu, ficou estuperfada. Era uma pulseira, uma pulseira que media dois dedos. Diamantes. Toda ela, cravada em diamantes. Por mil diabos, Nicholas não quase espancou ela na noite anterior?

Selena: P-porque? - Perguntou quando recuperou a voz, tocando a pulseira levemente.

Nicholas: Lhe disse no dia do nosso casamento. Quando for inteligente, será tratada como uma rainha. Caso contrário, receberá problemas. - Ele explicou, calmamente

Selena: Eu não entendo. - Ela negou enquanto olhava o verde dos olhos do marido. - Fui inteligente?

Nicholas: Foi. - Ele pegou a caixinha da mão dela - Não se pode fugir de mim. Nunca. - Selena congelou, e ele sorriu, frio. - Seu irmão tem idéias muito libertinas a uma mulher casada. - Comentou enquanto observava a jóia

Selena: Davidtían. - Sussurrou pra si mesma - Nicholas, ele não fez por mal, ele só é espontâneo, é o jeito dele, eu não... - Nicholas a interrompeu, pondo dois dedos em seu lábios. Selena estava desesperada. Tinha medo por Henry.

Nicholas: Shiii...calma, ma petit. Eu não fiz nem vou fazer nada. Seu irmão poderá vir te visitar sempre que quiser. Nada vai mudar. - Ele disse, sorrindo enquanto soltava a pulseira da caixinha

Selena: Sério? - Contestou, ainda sem acreditar.

Nicholas: Sério. Minha esposa é uma mulher inteligente. Não se deixa levar por ideias alheias. - Ele pegou o pulso dela - Agradeça por isso, petit. Caso contrário seu irmão estaria em maus lençóis agora. - Ele colocou a pulseira nela, fechando-a com rapidez - Não pense em fugir de mim, Selena. Não considere essa idéia. Será pior pra todos. - Ele avisou, erguendo os olhos pra encara-la - Te espero lá em baixo. - Ele deu um leve beijo na mão dela e saiu, deixando uma Selena estuperfada.


Musica da Cena: My All - Mariah Carey



Comentem Gattonas


Creditos: Samilla Dias